AGRONEGÓCIO
ALGODÃO/CEPEA: Em meio à baixa liquidez, Indicador se estabiliza na casa dos R$ 6/lp
Cepea, 20/7/2022 – Depois de atingir a casa dos R$ 8 por libra-peso em meados de maio deste ano, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento 8 dias, passou a recuar com certa força nas semanas posteriores. Atualmente, os valores estão relativamente estáveis, operando na casa dos R$ 6/lp. De acordo com colaboradores do Cepea, a liquidez está baixa, com agentes focados no cumprimento de contratos. Cotonicultores estão mais firmes nos valores pedidos no spot, indicando ter boa parte da produção já comprometida. Quanto à nova safra, a colheita e o beneficiamento ainda estão no início, e a produtividade é incerta em algumas áreas, o que faz com que agentes aguardem uma intensificação das atividades para poder cumprir programações e, então, retomar as negociações. Muitos compradores, por sua vez, seguem fora de mercado, adquirindo apenas o necessário para manter as atividades e esperando a entrada de um volume maior. Entre 12 e 19 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento 8 dias, recuou 1,5%, fechando a R$ 6,0043/lp nessa terça-feira, 19. Na parcial de julho, o Indicador acumula baixa de 5,3%. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
Fonte: CEPEA
AGRONEGÓCIO
Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.
O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.
A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.
O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.
Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.
Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.
A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.
Fonte: Pensar Agro
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