SAÚDE
Conitec abre consultas públicas para novos protocolos de tratamento oncológico no SUS
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão de assessoramento do Ministério da Saúde, abriu consultas públicas para receber contribuições sobre 12 Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) voltados à assistência oncológica no Sistema Único de Saúde (SUS). As propostas abrangem diferentes tipos de câncer e buscam qualificar o acesso dos pacientes aos tratamentos incorporados na saúde pública.
Estão em consulta pública os PCDTs de carcinoma diferenciado da tireoide, câncer de mama, adenocarcinoma de próstata, adenocarcinoma de estômago, neoplasia maligna epitelial de ovário, mieloma múltiplo, câncer epidermoide de cabeça e pescoço, carcinoma de esôfago, linfoma de Hodgkin, carcinoma renal de células claras, linfoma folicular e melanoma cutâneo. Mais informações podem ser acessadas no site da Comissão.
As contribuições podem ser enviadas até 8 de setembro de 2026. Os protocolos, relatórios preliminares e formulários para participação estão disponíveis na página de Consultas Públicas da Conitec.
Os PCDTs são documentos que estabelecem critérios para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes no SUS, a partir das melhores evidências científicas disponíveis. A atualização dos protocolos oncológicos permite incorporar às orientações clínicas as mudanças ocorridas na assistência, inclusive novos tratamentos e tecnologias incorporados ao SUS após a avaliação pela Conitec.
Priscila Leite
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde reforça orientações para proteger a população durante frio no Sul
Diante das baixas temperaturas registradas na Região Sul, o Ministério da Saúde reforça as orientações para proteger a população e reduzir os riscos à saúde. Segundo previsões meteorológicas, a cidade de São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, registrou a menor temperatura do ano (-6,8 °C), e há previsão de novas mudanças nas condições do tempo nos próximos dias na região. Nesta sexta-feira (11), uma nota técnica será enviada aos serviços de saúde do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, com diretrizes para orientar a assistência à população durante as ondas de frio e instabilidades.
O frio intenso pode agravar doenças cardiovasculares e aumentar o risco de complicações como hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio e AVC, especialmente entre pessoas com doenças crônicas. A orientação é que os serviços de saúde locais intensifiquem a vigilância e a assistência às pessoas, com atenção especial a crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.
As baixas temperaturas também favorecem a circulação de vírus respiratórios, como influenza, VSR e covid-19, elevando o risco de síndromes gripais e infecções respiratórias graves. Para reforçar a proteção, o SUS oferece gratuitamente vacinas contra essas doenças, conforme os públicos definidos pelo Calendário Nacional de Vacinação. A vacina contra o VSR para gestantes contribui para proteger os bebês nos primeiros meses de vida contra a bronquiolite.
Para a população em situação de rua, um dos grupos mais vulneráveis ao frio extremo, as equipes de Consultório na Rua fazem busca ativa, vacinação e acompanhamento nos territórios, ampliando o acesso aos serviços do SUS.
Sintomas persistentes? Vá até uma UBS
A população deve procurar atendimento quando apresentar sintomas persistentes ou que estejam se agravando, como tontura, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, cãibras, diarreia, falta de ar, tosse ou piora de uma doença crônica.
Nas UBSs, as equipes de Atenção Primária podem realizar avaliação clínica, acompanhar doenças crônicas, orientar sobre hidratação e prevenção, identificar sinais de agravamento, atualizar a vacinação, prescrever e acompanhar tratamentos e encaminhar o paciente para outros pontos da Rede de Atenção à Saúde, quando houver necessidade de atendimento especializado ou hospitalar.
Em situações graves, como confusão mental, desmaio, convulsões, perda de consciência ou dificuldade intensa para respirar, a recomendação é buscar atendimento de urgência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do SUS.
Para reduzir os riscos à saúde durante as baixas temperaturas, o Ministério da Saúde orienta:
- Manter a vacinação atualizada, especialmente contra influenza e covid-19;
- Utilizar máscara em caso de sintomas gripais ou em ambientes fechados, pouco ventilados e com aglomeração;
- Usar roupas e agasalhos adequados para proteção contra o frio;
- Trocar roupas úmidas ou molhadas o mais rápido possível;
- Evitar o consumo de álcool em dias frios, devido ao risco de hipotermia;
- Manter-se hidratado, mesmo durante períodos de baixas temperaturas;
- Procurar atendimento médico em caso de confusão mental, calafrios intensos ou dificuldade para respirar, especialmente entre idosos.
Preparação e resposta a eventos climáticos
A Força Nacional do SUS (FN-SUS) está disponível para apoiar estados e municípios nas ações de assistência, conforme a necessidade e a avaliação técnica de cada ocorrência. Nesta semana, o Rio de Janeiro passou a contar com a terceira base regional da Força em funcionamento no país, somando-se às unidades ativas em Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Estão previstas outras seis bases até o fim do ano para atender todas as regiões do país. Equipadas com posto médico avançado, comunicação via satélite e drones, as bases contam com estrutura para resposta a emergências em saúde pública e podem levar apoio a qualquer localidade da região de referência em até 12 horas.
A atuação das bases é integrada a oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), localizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os centros consolidam dados climáticos e epidemiológicos para identificar riscos e subsidiar planos de contingência e a resposta do SUS a eventos extremos.
As ações de adaptação da rede de saúde fazem parte do AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, apresentado na COP30. O plano prevê 27 metas e 93 ações até 2035, com R$ 9,8 bilhões destinados a investimentos em adaptação estrutural.
João Vitor Moura
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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