OPERAÇÃO HERITAGE

Conselheiro do CNJ afirma que atuação investigada ocorreu antes da nomeação e nega irregularidades em acordo da Oi

Ulisses Rabaneda divulga nota após diligência da Polícia Federal e sustenta que sua participação limitou-se à prestação de serviços advocatícios, antes de assumir cadeira no Conselho Nacional de Justiça.

O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda, divulgou nota oficial nesta quinta-feira (6) para esclarecer sua relação com a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi S.A.

Na manifestação, Rabaneda afirma que sua atuação ocorreu exclusivamente quando ainda exercia a advocacia, antes de sua nomeação ao CNJ. Segundo ele, a participação restringiu-se à prestação de serviços jurídicos durante as negociações que culminaram no acordo envolvendo um crédito da empresa perante o Estado de Mato Grosso.

O conselheiro também sustenta que sua atuação esteve limitada ao exercício regular da advocacia e que os honorários recebidos decorreram de contrato formal, regularmente firmado entre as partes e declarado às autoridades competentes. Na nota, ele ressalta ainda que não há qualquer relação entre os fatos investigados e o período em que passou a exercer a função no Conselho Nacional de Justiça.

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A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso de informação privilegiada. Ao todo, foram cumpridos cerca de 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará, além de medidas de bloqueio de bens, quebra de sigilos bancário e fiscal e outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.

De acordo com a investigação, o foco está na análise de um acordo celebrado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A. para restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária. Conforme a Polícia Federal, há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos por meio de uma estrutura considerada complexa.

Até o momento, conforme a nota divulgada por Ulisses Rabaneda, ele não figura como investigado por atos praticados no exercício do cargo de conselheiro do CNJ. O documento reforça que todos os fatos mencionados pela diligência dizem respeito exclusivamente à sua atuação profissional como advogado em período anterior à nomeação para o Conselho Nacional de Justiça.

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As investigações seguem em andamento sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela autorização das medidas cautelares relacionadas à operação.

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POLÍCIA FEDERAL

PF, RFB e PM/PR apreendem carga de vinhos em Guarapuava/PR

Guarapuava/PR. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Militar do Paraná e a Receita Federal, apreendeu, nesta quinta-feira (6/8), uma grande quantidade de vinhos importados ilegalmente da Argentina, ocultos sob uma carga de feijão transportada por um caminhão.

A abordagem ocorreu nas proximidades do Aeroporto de Guarapuava/PR. Durante a fiscalização, os agentes localizaram a carga irregular escondida no compartimento de transporte do veículo.

Diante dos fatos, o veículo, a carga e o condutor do caminhão foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Guarapuava/PR para os procedimentos de polícia judiciária. Após a análise da ocorrência, a autoridade policial lavrou o auto de prisão em flagrante dos envolvidos e determinou a apreensão do veículo e da carga ilícita.

Comunicação Social da Policia Federal em Guarapuava
Contato: 42 3035 8701

Fonte: Polícia Federal

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