OPERAÇÃO HERITAGE

Desembargador Ricardo Almeida é um dos investigados sobre acordo de R$ 308 milhões envolvendo a Oi

Magistrado do TJMT é alvo de mandados de busca por suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro e uso de informação privilegiada.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Heritage para investigar um suposto esquema envolvendo um acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a operadora Oi, no valor de R$ 308 milhões. Entre os alvos da operação está o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ricardo Almeida, que teve mandados de busca e apreensão cumpridos em sua residência e em seu escritório, em Cuiabá.

Segundo a investigação, o caso apura possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada. O ex-governador e atual candidato ao Senado, Mauro Mendes, também figura entre os investigados no inquérito conduzido pela Polícia Federal.

De acordo com as informações divulgadas, antes de ingressar no Tribunal de Justiça pelo Quinto Constitucional da OAB-MT, Ricardo Almeida atuava como advogado. A investigação aponta que ele adquiriu, em 2022, os direitos creditórios que a Oi possuía contra o Estado de Mato Grosso e, posteriormente, teria intermediado o acordo firmado entre a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) e a operadora, celebrado em abril de 2024, que resultou no pagamento de mais de R$ 308 milhões pelo Tesouro Estadual.

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A nomeação de Ricardo Almeida ao cargo de desembargador ocorreu em novembro de 2025, cerca de um ano e meio após a formalização do acordo, por indicação do então governador Mauro Mendes para ocupar a vaga destinada ao Quinto Constitucional da OAB-MT.

Ao todo, a Polícia Federal cumpre 25 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Também foram determinadas medidas cautelares, como afastamento dos sigilos bancário e fiscal, bloqueio e indisponibilidade de bens de até R$ 316 milhões, recolhimento de passaportes e proibição de contato entre os investigados.

Segundo a PF, as apurações indicam que a operação financeira investigada pode ter sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos públicos por meio de uma estrutura financeira composta por fundos de investimento e pessoas jurídicas interpostas, com o objetivo de ocultar a origem e a movimentação dos valores.

A investigação segue em andamento. Até o momento, a Polícia Federal apura os fatos e os investigados terão oportunidade de apresentar suas manifestações no curso do processo. Não há decisão judicial definitiva sobre as suspeitas apuradas.

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O outro lado 

Tentamos contato com a assessoria do desembargador, mas até o fechamento dessa matéria não tivemos retorno o espaço segue aberto para manifestação.

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POLÍCIA FEDERAL

PF investiga crime de moeda falsa em Guanambi/BA

Vitória da Conquista/BA. A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (7/8), mandados de busca e apreensão na cidade de Guanambi/BA, no âmbito da Operação Rastreio. 

A investigação teve início em outubro de 2025, após a retenção, pelos Correios, de encomendas postais destinadas a Guanambi/BA. No interior dos objetos foram encontradas, ao todo, 110 cédulas de R$ 100, totalizando R$ 11 mil em notas falsas.

Durante as apurações, a perícia da Polícia Federal confirmou que as cédulas apreendidas eram falsas. As buscas realizadas nesta manhã (7/8) tiveram como objetivo reunir novos elementos de prova, identificar possíveis envolvidos no envio, recebimento ou circulação do dinheiro falso e verificar eventual conexão com outras remessas semelhantes.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia
[email protected]
71 3319-6002

Fonte: Polícia Federal

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