CABO DE GUERRA

Mauro articula mais um voto às vésperas da convenção para tentar barrar pré-candidatura de Jayme Campos

Ex-governador intensifica movimentações nos bastidores para ampliar sua maioria entre os convencionais e fortalecer o projeto da Federação União Progressista de caminhar ao lado da reeleição do governador Otaviano Pivetta.

Às vésperas da convenção estadual do União Brasil, marcada para esta quinta-feira (30), a disputa interna pela definição do rumo do partido ganhou novos desdobramentos. O ex-governador e presidente estadual da sigla, Mauro Mendes, intensificou as articulações para ampliar sua base de apoio entre os convencionais e tentar impedir que o senador Jayme Campos consiga o número de votos necessários para viabilizar sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso.

Segundo informações divulgadas pelo HNT, Mauro trabalha para ampliar o número de delegados alinhados ao seu grupo por meio de uma estratégia de substituição de delegados titulares por suplentes. O mecanismo permite que prefeitos renunciem à condição de delegados, dando lugar aos respectivos suplentes, sem perderem o direito de voto como presidentes dos diretórios municipais.

A movimentação já teria sido utilizada nos casos dos prefeitos Vander Masson, de Tangará da Serra, e Bruno Mena, de Matupá. Agora, uma nova articulação busca repetir a estratégia com outro prefeito aliado, o que poderá elevar para 51 o número de convencionais aptos a participar da votação.

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Nos bastidores, a avaliação é de que cada voto passou a ter peso decisivo. Pelas regras aprovadas pelo diretório estadual, o candidato ao Governo precisará alcançar o apoio de três quintos dos convencionais para ter o nome homologado pela legenda.

Enquanto Jayme Campos afirma possuir apoio suficiente para disputar a indicação do partido, o grupo liderado por Mauro Mendes trabalha para consolidar uma maioria capaz de manter o União Brasil e a Federação União Progressista alinhados ao projeto político do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que buscará a reeleição em 2026.

A convenção desta quinta-feira é considerada uma das mais importantes da história recente do União Brasil em Mato Grosso. O resultado definirá não apenas o posicionamento da legenda na sucessão estadual, mas também poderá redesenhar o cenário político para as eleições de 2026, em uma disputa que vem sendo marcada por intensas articulações e forte mobilização das principais lideranças partidárias.

Crédito: HNT (HiperNotícias).

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POLÍTICA MT

Wellington defende ampliação da pesquisa clínica para oferecer novos tratamentos aos pacientes de Mato Grosso

Candidato ao Governo do Estado confere dados de um estudo em SP sobre câncer de bexiga e reforça proposta de integrar Mato Grosso às principais redes nacionais de pesquisa em saúde

Durante agenda técnica em São Paulo, o candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), conheceu o estudo REDEMPTED, pesquisa clínica que busca ampliar as alternativas de tratamento para pacientes diagnosticados com câncer de bexiga com invasão da camada muscular. A visita integra uma série de compromissos voltados à busca de soluções inovadoras que possam fortalecer a saúde pública mato-grossense.

O estudo é desenvolvido pelo Brazilian Clinical Research Institute (BCRI), em parceria com o Instituto Vencer o Câncer, e avalia estratégias capazes de preservar a bexiga de pacientes selecionados, reduzindo a necessidade de procedimentos cirúrgicos altamente invasivos sem comprometer a eficácia do tratamento.

A pesquisa compara dois modelos terapêuticos: um baseado na combinação de radioterapia e quimioterapia e outro na realização da cistectomia radical, cirurgia que consiste na retirada completa da bexiga. O objetivo é verificar se a preservação do órgão pode proporcionar resultados semelhantes aos da cirurgia tradicional, tanto no controle da doença quanto na sobrevida livre de metástases.

Com previsão de reunir 336 participantes, o estudo deverá fornecer evidências científicas sobre segurança, eficácia e qualidade de vida proporcionadas por cada estratégia terapêutica.

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A iniciativa recebeu recursos do Orçamento da União por meio de articulação conduzida por Wellington junto ao então relator do Orçamento, senador Marcelo Castro, garantindo apoio à Rede Vencer o Câncer de Pesquisa Clínica.

Agora, Wellington trabalha para que Mato Grosso também passe a integrar esse modelo de inovação em saúde. Uma das articulações já iniciadas envolve a Universidade Federal de Rondonópolis, que manifestou interesse em integrar a Rede Vencer o Câncer e sediar pesquisas clínicas no estado.

“A pesquisa clínica precisa chegar aos estados e caminhar junto com o SUS. Mato Grosso reúne universidades, profissionais qualificados e estrutura para participar desses projetos. Isso significa oferecer novas alternativas de tratamento, formar especialistas e garantir mais qualidade de vida para quem enfrenta doenças graves”, afirmou Wellington.

Entre as propostas defendidas por Wellington está a criação de uma política estadual de incentivo à pesquisa clínica, aproximando universidades, hospitais, centros de pesquisa e a rede pública de saúde.

“Quando aproximamos pesquisa, inovação e assistência, conseguimos prevenir complicações, evitar procedimentos mais agressivos, reduzir internações e oferecer aos mato-grossenses um sistema de saúde cada vez mais moderno, eficiente e humanizado”, concluiu.

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