NACIONAL
MEC disponibiliza publicações sobre inovação e incubadoras
Já estão disponíveis para instituições que ofertam a educação profissional e tecnológica (EPT) em todo o Brasil três e-books que tratam dos temas transferência de tecnologia e incubadoras tecnológicas de economia solidária. Os livros da Coleção Assistec Inova são uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e foram construídos a partir do conhecimento em inovação e tecnologia de especialistas que compõem a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
O acesso é gratuito e pode ser feito pelo site da Editora IFPB, instituição parceira da publicação. Os livros foram lançados durante o Encontro Nacional de Inovação e Empreendedorismo na Educação Profissional e Tecnológica (InovEPT), evento que aconteceu em Brasília (DF), de 16 a 18 de junho.
As obras retratam as experiências dos institutos federais na criação de incubadoras de economia solidária e na transferência de tecnologia, disponibilizando dicas, orientações e conhecimentos construídos ao longo da trajetória de inovação social, desenvolvimento territorial e trabalho coletivo. O objetivo é fortalecer práticas voltadas à cooperação, à inclusão socioprodutiva e ao desenvolvimento local nas diversas instituições que ofertam a EPT, compartilhando aprendizados e metodologias para apoiar processos de planejamento, organização e estruturação institucional.
Obras – No total, três livros foram disponibilizados pelo MEC para o acesso de profissionais e instituições que trabalham com o tema educação profissional.
O primeiro deles, Metodologia para criação de Incubadoras Tecnológicas de Economia Solidária em ICTs Multicampi, consolida as experiências pioneiras do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), sendo um guia orientador e flexível para as mais variadas instituições. Diferenciando as incubadoras de empresas tradicionais das Incubadoras Tecnológicas de Economia Solidária (Ites), o livro funciona como uma cartilha e traz uma metodologia que propõe a criação de uma incubadora organizada em rede interna, capilarizada por núcleos locais nos diferentes campi e dividindo todo esse processo em etapas.
Já o e-book Incubadoras Tecnológicas de Economia Solidária na Educação Profissional: definições, características e experiências é uma publicação institucional alinhada à recente Lei nº 15.068/2024 (Lei Paul Singer), que institui a política e o Sistema Nacional de Economia Solidária (Sinaes). A obra fortalece os ambientes promotores de inovação social, inclusão produtiva e desenvolvimento territorial sustentável, reunindo dez experiências concretas de Ites e núcleos de economia solidária implementados em nove institutos federais, tendo representantes de todas as regiões do país. Os relatos expõem fluxos circulares de incubação, metodologias de pesquisa-ação e desafios estruturais recorrentes, como a necessidade de financiamento contínuo.
A última obra, intitulada Experiências e Recomendações sobre Transferência de Tecnologia para Instituições da RFEPCT, tem como foco a transferência de tecnologia, reunindo experiências do IFRN e do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) que demonstram como ativos tecnológicos podem ser transformados em inovação, desenvolvimento e impacto socioeconômico. O livro é destinado a gestores de Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), pesquisadores e demais profissionais envolvidos na gestão de inovação.
Coleção Assistec Inova – Trata-se de uma coletânea de publicações que reúne metodologias, ferramentas e boas práticas observadas ao longo da execução do projeto Assistec Inova nos últimos dois anos. Cada volume aborda uma temática estratégica relacionada ao fortalecimento dos ecossistemas de inovação e ao desenvolvimento institucional das organizações participantes.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
CMSE assegura atendimento eletroenergético em 2026 com reservatórios em níveis elevados no início do período seco
O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (1º/7), a 320ª reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O colegiado destacou a melhora contínua das condições hidrometeorológicas na Região Sul ao longo do mês de junho, especialmente na bacia do rio Iguaçu, em comparação aos meses anteriores. O cenário contribuiu para a recuperação dos níveis de armazenamento dos reservatórios da região, que alcançaram níveis satisfatórios, reforçando a segurança do atendimento eletroenergético do país em 2026.
De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a atuação frequente de frentes frias e massas de ar frio nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste favoreceu a ocorrência de chuvas e a redução das temperaturas ao longo do período. Nessas três regiões, os termômetros registraram valores abaixo da média histórica para a época do ano.
Já as bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Grande, Paranaíba e a incremental à UHE Itaipu apresentaram totais de precipitação superiores à média mensal. No caso das bacias dos rios Tietê, Grande e Paranaíba, os índices históricos de chuva para esta época do ano são naturalmente reduzidos. Para grande parte das demais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN), os cenários apresentam condições próximas à média histórica. Na reunião, também foi ressaltada a elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, com predominância de projeções que apontam para intensidade forte ou muito forte.
No que se refere ao atendimento de potência do SIN, o ONS informou que, em cenários de maior demanda e condições climáticas adversas, está prevista a utilização complementar de usinas termelétricas, aliada à operação otimizada das hidrelétricas do rio São Francisco e ao uso estratégico do reservatório da UHE Itaipu.
Ainda durante a reunião, o ONS apresentou o Plano da Operação Energética (PEN) que avalia os critérios de garantia de suprimento de energia e potência, no horizonte 2027 a 2030. Os resultados serão divulgados no Portal do PEN (Sumário Executivo e Resultados em Power BI) no dia 7 de julho, data em que também será realizada reunião com agentes. Os Relatórios Finais serão divulgados no referido Portal do ONS e no SINtegre no dia 31 de julho.
Informações Técnicas:
Condições Hidrometeorológicas: em junho, a precipitação foi superior à média mensal na área incremental à UHE Itaipu e nas bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Paraíba do Sul, Grande e Paranaíba e no trecho montante à UHE Três Marias, no São Francisco. Ressalta-se que a média é baixa nas bacias da região Sudeste nessa época do ano. Nas demais bacias hidrográficas de interesse do SIN, os totais de precipitação foram inferiores à média.
Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), ainda durante junho, foram observados valores abaixo da média histórica para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, sendo 93%, 82%, 59% e 58% da Média de Longo Termo (MLT), respectivamente. Em termos de SIN foi verificada ENA de 82% da MLT.
Com relação à previsão meteorológica, o tema foi apresentado na reunião pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a convite do CMSE. Os destaques da previsão indicam, no horizonte de uma semana, chuvas abaixo da média nas bacias do Iguaçu e Jacuí e, na segunda semana, chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná e condições normais nas demais bacias. Para a segunda quinzena, a previsão indica chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná, Iguaçu e no Alto Uruguai. Nas demais bacias, chuvas em torno da média.
Energia Armazenada: ao final de junho, foram verificados armazenamentos equivalentes de 66%, 63%, 89% e 95% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 71%.
Previsão Hidroenergética para Julho/2026:
|
Subsistema |
ENA (% MLT) |
ENA (% MLT) |
EARmáx (%) |
EARmáx (%) Cenário Inferior |
|
Sudeste/Centro-Oeste |
105% |
87% |
63,8% |
62,3% |
|
Sul |
125% |
50% |
75,2% |
52,2% |
|
Nordeste |
61% |
61% |
84,4% |
88,6% |
|
Norte |
72% |
68% |
93,3% |
93,1% |
|
SIN (total) |
102% |
74% (4º menor em 96 anos) |
69,7% |
66,1% |
Expansão da Geração e Transmissão: a expansão verificada em junho de 2026 foi de 184,5 MW de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, com destaque para entrada em operação comercial do Complexo Fotovoltaico Lagoinha, no município de Russas/CE, com 165 MW. No caso da transmissão, entraram em operação comercial 1.012 km de linhas de transmissão, com destaque para a entrada da LT 500 kV Xingó – Camaçari II C1 e C2 (357 km cada) e da LT 500 kV Presidente Juscelino – Vespasiano 2, C1 e C2 (149 km cada). Não houve entrada em operação comercial de novos transformadores com tensão igual ou superior a 230 kV.
Comercialização: No âmbito do monitoramento da comercialização, a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) apresentou os resultados da liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo (MCP), referente à contabilização de maio de 2026. O montante totalizou R$ 3,07 bilhões, dos quais R$ 2,64 bilhões foram liquidados, com R$ 414,81 milhões (15,70% do liquidado) creditados à Conta de Energia de Reserva – CONER, enquanto R$ 424,40 milhões permaneceram inadimplidos.
Exportação/Importação: Considerando os meses de maio e junho de 2026 (dados preliminares), não houve exportação de energia proveniente de usinas hidrelétricas. Quanto à exportação termelétrica, em maio de 2026, o montante foi de 754 MWmédios (561 GWh), sendo 98% para a Argentina e 2% para o Uruguai. Em junho de 2026, o montante foi de 1.169,5 MWmédios (814 GWh), sendo 85% para a Argentina e 15% para o Uruguai. Não houve importação comercial nos meses de maio e junho de 2026.
O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (01/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.
*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico
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