SAÚDE
Ministro da Saúde inaugura nova enfermaria no Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) e amplia em 90 as internações mensais
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou, nesta terça-feira (30), a nova enfermaria da Unidade de Pacientes Internos (UPI) do Hospital Federal Cardoso Fontes, no Rio de Janeiro (RJ). O espaço foi modernizado para oferecer mais conforto, segurança e qualidade no atendimento aos pacientes, além de melhores condições de trabalho aos profissionais de saúde. A entrega integra as ações do programa Agora Tem Especialistas, que amplia o acesso da população a consultas, exames e cirurgias especializadas, reduzindo o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS).
A nova ala do hospital conta com 21 leitos distribuídos em dez enfermarias e amplia a capacidade de atendimento nas especialidades clínicas e cirúrgicas em cerca de 90 internações por mês. O setor dispõe ainda de salas de repouso, reuniões médicas e preparo de medicações, posto de enfermagem e área administrativa.
Durante a agenda, Padilha destacou o compromisso do Governo do Brasil com a recuperação da rede federal de saúde no estado. “Nosso compromisso é fazer com que todos os hospitais e institutos federais funcionem plenamente. Estamos entregando de volta esses hospitais para o povo do Rio de Janeiro, funcionando em sua capacidade plena. Vamos continuar executando as ações de reforma das enfermarias e da estrutura do Cardoso Fontes”, afirmou o ministro.
A entrega representa mais uma etapa da reestruturação do Hospital Federal Cardoso Fontes, resultado da parceria entre o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, para a qual a gestão da unidade foi descentralizada em dezembro de 2024. Desde então, o hospital ampliou sua produção assistencial. Nos cinco primeiros meses de 2026, foram realizados mais de 216 mil procedimentos ambulatoriais, 91 mil exames, 3.360 internações e 1.670 cirurgias. Com investimentos na ampliação do quadro de profissionais e na aquisição de equipamentos, a taxa de ocupação dos leitos passou de 63%, em 2024, para 98%, em 2025.
Agora Tem Especialistas e recuperação da rede federal
As ações integram os investimentos do Ministério da Saúde na recuperação da rede federal de saúde no Rio de Janeiro e fazem parte do programa Agora Tem Especialistas, que promove a reestruturação dos hospitais federais após anos de sucateamento, com ampliação dos atendimentos e redução das filas no Sistema Único de Saúde (SUS). Para viabilizar as melhorias, foram destinados R$ 150 milhões ao município, além de R$ 610 milhões anuais do Teto MAC da Prefeitura do Rio de Janeiro para o custeio dos serviços de média e alta complexidade.
Desde a reabertura da unidade, o Hospital Federal Cardoso Fontes retomou o funcionamento 24 horas por meio do Centro de Emergência Regional (CER), que atende casos de menor complexidade, realiza exames e regula a transferência de pacientes para serviços especializados quando necessário. Nesse período, a unidade já realizou mais de 17 mil atendimentos, recebeu dois tomógrafos — um deles adaptado para pacientes obesos — e reforçou sua força de trabalho.
Exposição sobre a pandemia de Covid-19 destaca papel do SUS no enfrentamento da crise
Em continuidade à agenda no Rio de Janeiro, Alexandre Padilha participou da inauguração da exposição “Vida Reinventada — A Pandemia da Covid-19 e a Transformação do Futuro”, no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), que abriga o Memorial da Pandemia.
Para o ministro, manter viva a memória da pandemia é fundamental para fortalecer a resposta do país a futuras emergências em saúde. “Relembrar também é uma forma de aprender e preparar o país para futuras pandemias, reconhecendo a importância da vacinação, da ciência, da mobilização das comunidades, da proteção social e do cuidado com crianças e estudantes, para que aquela situação, que levou a mais de 700 mil mortes, nunca mais se repita”, afirmou.
A mostra, concebida por Nísia Trindade Lima, socióloga, sanitarista, pesquisadora e ex-ministra da Saúde, propõe uma experiência sensorial e documental sobre as múltiplas respostas da sociedade brasileira à pandemia de Covid-19. A exposição convida o público a refletir sobre memória, verdade e justiça como elementos essenciais para a elaboração e superação do trauma coletivo.
Saúde pública em cena
Na sequência, Padilha participou da exibição do documentário “Drauzio e os Agentes”, no CineCarioca José Wilker. Em formato de road movie, o filme acompanha uma viagem do médico Drauzio Varella por diferentes regiões do país, incluindo áreas rurais, o território indígena Guajajara, o Maranhão e Brasília.
Ao longo do percurso, Drauzio revisita seus 50 anos de atuação na medicina, relembra momentos marcantes da história da saúde pública brasileira e destaca a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e do trabalho dos agentes comunitários de saúde na transformação da vida da população.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais
O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.
Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.
A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.
Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.
“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.
Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems.
Distribuição
O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.
Benefícios
Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.
Projeto-piloto
A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.
A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.
Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
POLÍTICA MT5 dias atrásAPÓS DEFESA EM PLENÁRIO, WELLINGTON CELEBRA APROVAÇÃO DE PROJETO QUE FORTALECE A PROTEÇÃO ÀS MULHERES
-
POLÍTICA MT7 dias atrásProposta antirracista tem parecer favorável da Comissão de Direitos Humanos
-
POLÍTICA MT7 dias atrásConvenção do União Brasil é antecipada para o dia 30; Jayme Campos reafirma diálogo aberto com Mauro Mendes e demais lideranças
-
NACIONAL7 dias atrás‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’: Conceição de Ibitipoca (MG) é um dos destinos brasileiros na disputa
-
POLICIAL4 dias atrásPM prende três faccionados e apreende drogas e R$ 16,7 mil da venda de entorpecentes
-
POLÍTICA MT4 dias atrásCidinho Santos e Rogério Gallo ganham protagonismo na campanha de Pivetta e despontam como suplentes de Mauro Mendes ao Senado
-
POLÍTICA MT4 dias atrásWellington Fagundes apoia redução da área mínima para parcelamento rural e destaca criação de agrovilas
-
POLÍTICA MT5 dias atrásRádio Assembleia estreia Bandas de Cá, com destaque para o rock mato-grossense


