AGRONEGÓCIO
Mapa, Embrapa e Instituto 17 promovem debates sobre manejo de dejetos da suinocultura e produção de biogás
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto 17, promoveu workshops sobre o tema “Panorama Atual do Manejo de Dejetos na Suinocultura, Emissões de Metano e Potencial de Biogás” nos estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. A iniciativa reuniu integrantes dos Grupos Gestores Estaduais do Plano ABC+, pesquisadores, técnicos e lideranças ligadas à produção animal e à sustentabilidade.
Os encontros tiveram como objetivo apresentar dados atualizados sobre o manejo de resíduos da suinocultura, com foco nos impactos relacionados às emissões de metano e nas oportunidades de aproveitamento energético por meio da produção de biogás. As informações debatidas devem contribuir para a construção e o aprimoramento das metas estaduais do Plano ABC+, fortalecendo o monitoramento e a adoção de tecnologias sustentáveis e apoiando a redução das emissões de gases de efeito estufa na agropecuária.
A programação incluiu a apresentação de estudos sobre o potencial da cadeia produtiva da suinocultura nos dois estados, além de debates e troca de experiências entre os participantes. Casos de sucesso relacionados ao aproveitamento de dejetos animais para geração de energia e iniciativas voltadas ao desenvolvimento de soluções sustentáveis para o setor também integraram a agenda dos eventos.
Os resultados apresentados reforçaram a importância de informações técnicas qualificadas para orientar a formulação de políticas públicas e o acompanhamento das ações previstas no Plano ABC+. O material deverá subsidiar o monitoramento das metas estaduais e fortalecer a agenda de sustentabilidade da agropecuária brasileira.
A realização dos workshops integra os esforços do Plano ABC+ para ampliar a adoção de práticas produtivas sustentáveis e incentivar soluções que promovam ganhos ambientais, econômicos e sociais para o setor agropecuário.
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AGRONEGÓCIO
Da rodada de negócios ao primeiro embarque: caqui brasileiro estreia na Costa Rica
A Costa Rica recebeu o primeiro embarque comercial de caqui brasileiro, consolidando uma oportunidade de negócios identificada durante rodada de negócios promovida pela Embaixada do Brasil em San José, em fevereiro deste ano. A operação marca a entrada da fruta brasileira no mercado costa-riquenho e reforça o potencial da atuação integrada entre promoção comercial e negociação sanitária para ampliar o acesso de produtos agropecuários brasileiros ao exterior.
A oportunidade teve origem em uma rodada promovida pela adidância agrícola do Brasil e pelo Setor de Promoção Comercial na Costa Rica. Na ocasião, a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) apresentou o potencial da fruticultura nacional, despertando o interesse de um importador costa-riquenho na aquisição de caqui brasileiro.
A partir da demanda identificada, foram iniciadas tratativas com as autoridades fitossanitárias da Costa Rica para definição dos requisitos necessários à importação da fruta. Em 11 de maio de 2026, o governo costa-riquenho publicou, por meio de notificação à Organização Mundial do Comércio (OMC), os requisitos fitossanitários para a entrada do produto, viabilizando o início das operações comerciais.
Para a adida agrícola do Brasil na Costa Rica, Priscila Rech Moser, o embarque demonstra a capacidade de transformar oportunidades comerciais em resultados concretos para o setor.
A abertura do mercado ocorre em um cenário de crescimento das exportações brasileiras de caqui. Segundo dados da Abrafrutas, o valor exportado pelo Brasil passou de US$ 995 mil, em 2024, para US$ 1,83 milhão, em 2025, aumento de 83,5%. No mesmo período, o volume embarcado cresceu 95,6%, passando de 459,8 mil para 899,6 mil quilos.
A chegada do caqui brasileiro à Costa Rica integra a estratégia de diversificação de mercados para a fruticultura nacional. Desde 2023, o Brasil conquistou 34 novas oportunidades de exportação para frutas, resultado das negociações sanitárias e fitossanitárias conduzidas pelo governo brasileiro em parceria com o setor produtivo.
“O primeiro embarque de caqui brasileiro para a Costa Rica reforça a importância da aproximação entre exportadores brasileiros e compradores internacionais, com apoio da promoção comercial e do diálogo técnico entre autoridades sanitárias. A operação amplia a presença da fruticultura brasileira na América Central e abre espaço para novos negócios no mercado costa-riquenho”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua.
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