SAÚDE

Hackathon SUS seleciona projetos inovadores de startups até 10 de junho

Termina no dia 10 de junho o prazo para startups garantirem participação no Desafio Tecnológico para o Sistema Único de Saúde, o Hackathon SUS. A iniciativa mobiliza equipes interessadas em desenvolver soluções inovadoras para superar dois desafios da rede pública: a criação de tecnologias que ajudem no diagnóstico e monitoramento do câncer; e o desenvolvimento de instrumentos e dispositivos médicos para ampliação da capacidade cirúrgica oncológica.

Coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde, o Hackathon ocorre em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a HU Brasil, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

A iniciativa representa uma oportunidade para startups ampliarem conexão com o ecossistema de inovação, validarem projetos em ambientes reais e aproximarem suas soluções de hospitais universitários, instituições de pesquisa e gestores do SUS. Além da visibilidade nacional, o programa também pode abrir portas para futuras parcerias, aceleração e desenvolvimento de projetos com potencial de aplicação em larga escala.

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As três startups com maior pontuação receberão prêmios em dinheiro: R$ 100 mil para o primeiro lugar, R$ 50 mil para o segundo e R$ 30 mil para o terceiro. Além disso, os participantes contarão com incentivos não financeiros, como capacitação, orientação técnica e apoio à estruturação dos projetos.

De acordo com o diretor do Departamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde da SCTIE/MS, Igor Bueno, o SUS, pela sua dimensão e diversidade, oferece uma oportunidade única para o desenvolvimento de soluções aplicáveis na saúde e com abrangência nacional. “Por meio do Hackathon SUS, o Ministério da Saúde mobiliza o ecossistema de inovação para desenvolver soluções tecnológicas sustentáveis que acelerem o diagnóstico e o tratamento do câncer, promovendo mais equidade e acesso na saúde pública”, ponderou.

A expectativa é reunir talentos de diferentes regiões do país para acelerar ideias inovadoras voltadas para a modernização dos serviços de saúde e, de tecnologias que ajudem no diagnóstico e tratamento do câncer. As inscrições são gratuitas e os interessados devem acessar o edital do programa para acompanhar as fases de seleção.

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Inscreva sua startup no Hackathon SUS e desenvolva soluções para a oncologia

Acesse o edital do programa 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde forma facilitadores de grupos com homens para prevenção das violências contra meninas e mulheres

O Ministério da Saúde realizou a primeira oficina de formação de facilitadores para a condução de grupos reflexivos com homens em seus territórios, com foco na promoção da saúde e na prevenção das violências contra meninas e mulheres. Os profissionais participantes contarão com acompanhamento de professores especialistas durante 24 meses após a formação para atuarem como multiplicadores da metodologia.

Esses grupos possibilitarão a construção de espaços coletivos de escuta, reflexão e responsabilização, nos quais os homens participantes problematizam suas práticas e buscam reconhecer as violências cometidas para desenvolverem novas formas de se relacionar. Trata-se de uma tecnologia social que articula transformação de padrões socioculturais.

A iniciativa inédita está alinhada ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, e, nesse sentido, uma articulação nacional tem sido feita, conforme destacou o coordenador de Atenção à Saúde dos Homens do Ministério da Saúde, Celmário Castro Brandão. “O curso faz parte de um amplo movimento do Governo do Brasil junto a estados e municípios para termos uma agenda objetiva de enfrentamento do feminicídio nos territórios”, explica.

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Como funciona

A proposta é qualificar profissionais para atuarem de forma ética e crítica não apenas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), mas em empresas, espaços de convivência e em outros locais com grande presença masculina para ampliar a capacidade do Estado de intervir sobre as causas estruturais da violência. Dessa maneira, espera-se promover mudanças e contribuir para a construção de uma sociedade menos violenta, mais justa e igualitária.

O curso “Formação de Facilitadores de Grupos Reflexivos com Homens para a Prevenção das Violências Contra Meninas e Mulheres” está programado em quatro ofertas. A primeira turma presencial ocorreu em Brasília nos dias 1, 2 e 3 de junho, e contou com dois representantes de cada capital brasileira. As próximas turmas vão contemplar profissionais de outros municípios, o que contribuirá para o fortalecimento da articulação interfederativa na prevenção das violências.

A formação é direcionada a trabalhadores da saúde, da rede de proteção e assistência social, entre outras áreas comprometidas com o enfrentamento das violências de gênero, desde que indicados pela rede de saúde, já que são selecionados dois representantes por localidade.

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Elizete Gonçalves dos Santos, participante do curso, atua na Atenção Primária à Saúde, em Cuiabá (MT). Para ela, o curso tem sido um espaço importante de aprendizado. “No nosso território, já trabalhamos em conjunto com diversas áreas e agora temos a oportunidade, com ferramentas e metodologia, de aperfeiçoar o diálogo com as nossas equipes para organizarmos grupos reflexivos com homens. A formação tem nos proporcionado espaços de reflexão e tem nos feito repensar a prática profissional, além de podermos trocar de experiências que têm sido estimulantes”, conclui.

Mais sobre o curso

A formação adota uma metodologia teórica e prática, com acompanhamento próximo dos participantes organizados em subgrupos. O conteúdo aborda particularidades da saúde dos homens, aspectos legislativos e políticas públicas, direitos das mulheres, relações de gênero, masculinidades, violência de gênero, paternidades e relações afetivas, entre outras temáticas.

O corpo docente é formado por professores com ampla experiência em grupos reflexivos sobre saúde do homem e violências.

Agnez Pietsch
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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