MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Encontro debate inteligência e ressocialização no sistema penal em MT

O pesquisador e criador da Virtologia, Eduardo Casarotto, será um dos palestrantes do Encontro Técnico “Inteligência na Execução Penal e a Importância da Ressocialização”, promovido pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em parceria com o Poder Judiciário (PJMT). O evento ocorrerá nos dias 28 e 29 de maio, no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá.Eduardo Casarotto participará do painel “Ciência do Comportamento e a Transformação do Apenado”, na sexta-feira (29), às 9h, ocasião em que apresentará a proposta da Virtologia – metodologia que integra neuroplasticidade, desenvolvimento de virtudes humanas e processos de ressocialização no sistema prisional.Criador do Instituto Virtudes, o pesquisador atua há mais de duas décadas na elaboração de programas voltados à saúde mental e à humanização de sistemas públicos e privados. Seu trabalho inclui projetos aplicados em penitenciárias brasileiras, com foco na redução da reincidência criminal. A metodologia que defende propõe o fortalecimento de competências socioemocionais e do córtex pré-frontal por meio do treinamento das chamadas “33 virtudes humanas”.A programação do evento, com abertura oficial às 9h de quinta-feira (28), inclui ainda outros quatro painéis. O primeiro será realizado às 9h30, com o tema “Inteligência Institucional no Ambiente Prisional de MT”, e terá como palestrantes o secretário de Estado de Justiça (Sejus-MT), Valter Furtado Filho, e o secretário adjunto de Inteligência, Diogo Santana Souza. O debate será conduzido pela juíza Edna Ederli Coutinho, sob a presidência do promotor de Justiça Renee do Ó Souza.No período da tarde, às 14h, ocorrerá o painel “A Rota Interestadual do Crime: Conexão MT-RJ”, apresentado pelo delegado da Polícia Judiciária Civil do Rio de Janeiro, Fabrício Oliveira Pereira. O debate ficará a cargo do promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, com presidência da promotora de Justiça Alessandra Gonçalves da Silva Godoi. Na sequência, às 15h30, será realizado o painel “Estratégias de Inteligência na Fiscalização e Atuação na Execução Penal”, com a promotora de Justiça do Ministério Público do Paraná (MPPR), Janaina Bruel Marques, tendo como debatedor o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto e presidência do promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus.No dia 29, as atividades terão início às 9h, com o painel “Ciência do Comportamento e a Transformação do Apenado”, que contará com a participação da procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente como debatedora, sob a presidência da procuradora de Justiça Rosana Marra.Às 10h, será realizado o quinto painel, intitulado “Perspectivas do Judiciário para a implementação do Plano Pena Justa”, com palestra do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Orlando de Almeida Perri. O debate contará com a participação do secretário executivo da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP), coronel Marco Antonio Severo, e a mesa será presidida pelo desembargador do TJMT Wesley Sanchez Lacerda.O encerramento, às 11h, será marcado pelo lançamento do Programa Semear (Sistema Estadual de Métodos para Execução Penal e Adaptação Social do Recuperando), que busca ampliar a efetividade das ações de recuperação de pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. Implantada há mais de uma década no Estado de São Paulo, a iniciativa passa agora por expansão nacional.A apresentação do programa contará com a participação do agente de segurança penitenciária e coordenador dos presídios da região noroeste do Estado de São Paulo, Jean Ulisses Campos Carlucci, representante executivo do Programa Semear pela SAP-SP, além da diretora executiva do Instituto Ação Pela Paz, Solange Senese, e do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Luiz Antonio Cardoso.O encontro tem como objetivo promover o aprimoramento técnico e fomentar o debate qualificado sobre os desafios do sistema prisional e a efetividade da execução penal no Brasil, com foco em estratégias de inteligência aplicadas ao contexto penitenciário e em práticas voltadas à ressocialização de pessoas privadas de liberdade. O público-alvo é composto por membros do Ministério Público, magistrados e profissionais das forças de segurança.O evento é realizado pelo MPMT, por intermédio do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal, do Centro de Segurança e Inteligência (CSI) e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o PJMT, por meio da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e do Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJud), com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP).

Leia Também:  Semana Cultural abre atividades da Biblioteca do MPMT

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MINISTÉRIO PÚBLICO MT

MPMT participa de capacitação da PM sobre proteção às vítimas

“A importância da atuação em rede na proteção da vítima de violência” foi o tema da palestra da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra durante a capacitação de policiais militares de unidades especializadas de todos os comandos regionais da Polícia Militar de Mato Grosso, realizada nesta terça-feira (26), em Cuiabá.
Na abertura da capacitação, a secretária de Segurança Pública, coronel Susana Tamanho, sensibilizou os policiais para a importância do atendimento humanizado às mulheres, destacando que o acolhimento vai além do dever legal e exige empatia e responsabilidade.
“Muitas vezes, para a mulher romper o silêncio e pedir ajuda, é necessário vencer inúmeras barreiras. Nesse momento, a Polícia Militar exerce um papel fundamental. Convido todos os policiais a refletirem: quando forem atender uma ocorrência, pensem em suas filhas, irmãs, mães e nas mulheres próximas de vocês. Precisamos atuar com sensibilidade e compromisso, como se estivéssemos protegendo alguém da nossa própria família”, afirmou.
A secretária do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, delegada Mariell Antonini, destacou a necessidade de uma mudança de postura no enfrentamento à violência doméstica, compreendendo o problema como um fenômeno crescente e complexo, que exige capacitação contínua das forças de segurança.
“Precisamos pensar diferente e nos especializar. Muitas das mulheres vítimas de feminicídio nunca chegaram a pedir ajuda à Segurança Pública. Por isso, precisamos encontrar formas de alcançar aquelas que sofrem em silêncio dentro de casa e não conseguem denunciar. A proposta da Secretaria de Segurança Pública é fortalecer uma atuação preventiva e integrada, com monitoramento de medidas protetivas e acompanhamento também dos casos em que há registro de boletim de ocorrência, mesmo sem pedido formal de proteção”, afirmou.
Em sua palestra, a promotora Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias de Violência Contra as Mulheres de Cuiabá, apresentou a atuação do Ministério Público de Mato Grosso e o trabalho desenvolvido na Promotoria de Violência Doméstica. Destacou ainda as ações e projetos do Espaço e Observatório Caliandra no atendimento e acolhimento de mulheres cisgênero e trans, vítimas de violência na capital, além da necessidade de atuação integrada das instituições, especialmente, falou do papel da Polícia Militar no socorro imediato às vítimas, na fiscalização ativa das medidas protetivas e no policiamento preventivo de proximidade, garantindo segurança e acolhimento.
“Aconteceu uma situação, um fato, a primeira instituição que normalmente atua é a Polícia Militar. É muito importante que esse primeiro elo tenha essa preocupação na atuação, que pode significar a vida da mulher. É preciso realizar um trabalho orientativo, com paciência e empatia, porque estamos tratando de uma criminalidade diferente das demais, pois envolve afeto, filhos e familiares”, afirmou.
A promotora também abordou a importância da rede de enfrentamento, que já conta com 122 redes implantadas em Mato Grosso para combater e reduzir os índices de violência de gênero em Mato Grosso.
“Não vamos resolver apenas com prisão ou penas mais altas. Precisamos de um trabalho de atendimento psicológico, social e de apoio para que a mulher consiga, efetivamente, sair desse ciclo. Isso demanda atuação integrada entre as instituições e, nesse contexto, a Polícia Militar é a porta de entrada”, destacou.
Por fim, Claire Vogel Dutra esclareceu dúvidas recorrentes sobre prisões em flagrante, registros de ocorrência e o preenchimento correto de campos importantes do boletim de ocorrência, que auxiliam na constatação da violência doméstica. Também chamou atenção para mudanças legislativas que tornaram alguns crimes de ação penal pública incondicionada, como lesão corporal, vias de fato, ameaça, violência psicológica, feminicídio e tentativas.
Além disso, prestou esclarecimentos sobre o aplicativo SOS Mulher, o monitoramento eletrônico vinculado ao dispositivo conhecido como “botão do pânico”, medidas protetivas, retirada de pertences, casas de amparo, entre outros temas.
A tenente-coronel PM Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos e gerente estadual da Patrulha Maria da Penha, destacou que o primeiro curso de prevenção e combate à violência contra a mulher é realizado na modalidade híbrida, com três dias em formato EAD e dois presenciais.
“O curso reúne conteúdos de legislação voltados às mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade, além de atividades práticas. O foco é capacitar as unidades especializadas de todo o Estado. Cada comando regional enviou um representante que atuará na fiscalização das medidas protetivas impostas aos agressores, verificando o cumprimento dessas determinações”, afirmou.
Segundo ela, a Patrulha Maria da Penha está presente em 45 núcleos, atendendo 111 municípios, com previsão de expansão para todos os 142 municípios de Mato Grosso.
Por último, a procuradora de Justiça Elisamara Portela alertou os policiais para a necessidade de atenção especial às mulheres indígenas, destacando a diversidade étnica e a vulnerabilidade enfrentada por esse público em Mato Grosso.
“Temos no Estado 46 etnias e um grande número de aldeias. Se houver qualquer tipo de acionamento envolvendo mulheres indígenas, não tenham receio de adotar as medidas necessárias para garantir a proteção dessas pessoas vulneráveis”, afirmou.

Leia Também:  Ministério Público obtém liminar favorável a reforma de escola estadual 

Foto capa: PMMT

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA