AGRONEGÓCIO

Mapa participa da 93ª Sessão Geral da OMSA, em Paris

Entre os dias 18 e 22 de maio, uma delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), liderada pelo secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, participou da 93ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), realizada em Paris, na França.

A Sessão Geral é o principal fórum deliberativo da OMSA e reúne representantes dos 183 países-membros para discutir, atualizar e aprovar diretrizes internacionais em saúde animal. As decisões adotadas orientam políticas sanitárias, fortalecem os serviços veterinários nacionais e influenciam diretamente a prevenção de doenças, a proteção dos rebanhos e o comércio internacional de animais e produtos de origem animal.

Nesta edição, os debates abordaram temas como o fortalecimento dos sistemas veterinários nacionais, a modernização da governança da organização, o enfrentamento de enfermidades transfronteiriças e o Fórum de Saúde Animal, realizado sob o tema “Investindo na Saúde Animal para Garantir o Futuro de Todos”. As discussões também trataram de financiamento, inovação, parcerias e segurança sanitária global.

Além das sessões plenárias, a programação incluiu encontros técnicos e reuniões regionais e bilaterais com autoridades sanitárias de outros países. Os debates contribuíram para o intercâmbio de informações e para o fortalecimento da cooperação internacional em saúde animal.

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O Brasil participou da Assembleia com reconhecimento internacional pelos avanços em vigilância, prevenção e controle sanitário, resultado da atuação conjunta entre o setor público e as cadeias produtivas. Essa trajetória fortalece a posição do país nos debates internacionais sobre sanidade animal e amplia a capacidade brasileira de contribuir para a elaboração de padrões técnicos internacionais.

A presença da delegação brasileira reforça o compromisso do país com a cooperação internacional em saúde animal e com a adoção de políticas alinhadas aos padrões da OMSA, contribuindo para ampliar a confiança nos produtos agropecuários brasileiros no mercado internacional.

Também integraram a delegação o diretor de Saúde Animal, Marcelo Mota; a coordenadora de Integração Internacional em Saúde Animal, Eliana Lara; o coordenador-geral de Trânsito e Quarentena Animal, Bruno Cotta; e a auditora fiscal federal agropecuária da Coordenação-Geral de Planejamento em Saúde Animal, Márcia Mourão. A participação brasileira contou ainda com o apoio da adida agrícola do Brasil na França, Bárbara Cordeiro.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).

A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas. 

Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.

Classes de águas disponíveis 

O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.

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Base climática

A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.

As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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