AGRONEGÓCIO

TRIGO/CEPEA: Semeadura começa no RS; cotações seguem em alta

Cepea, 3/5/2022 – A semeadura da nova safra de trigo segue avançando no País. Além do Paraná, as atividades também foram iniciadas no Rio Grande do Sul, o estado com a maior produção em 2021. No Paraná, metade da área estimada já foi semeada, e a produção deve ser maior que a do ano passado, mesmo com a menor área. No Brasil, dados da Conab mostram que a semeadura de trigo havia alcançado, até o dia 21 de maio, 27,5% da área estimada. Em Goiás, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso do Sul, as atividades já foram encerradas. Apesar das boas condições da safra nacional, da queda do dólar frente ao Real e da desvalorização do cereal no mercado internacional, os preços internos do trigo continuam em alta. Dados do Cepea mostram, inclusive, que nesta parcial de maio (até o dia 27), as médias mensais continuam em patamares recordes nominais nos estados do Sul e em São Paulo, considerando-se as séries de preços iniciadas em 2004. No PR, a média está em R$ 2.022,74/tonelada, e em São Paulo, em R$ 2.006,29/t. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Leia Também:  Produção de grãos cresce e consolida o estado como destaque no agronegócio nacional
Fonte: CEPEA

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

Leia Também:  Anfavea prevê expansão nas vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias

Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

Leia Também:  Pará lança edital inédito para restauração ecológica e geração de créditos de carbono

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA