AGRONEGÓCIO

Mapa marca presença na abertura oficial da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios

Ocorreu nesta terça-feira (19) a abertura oficial da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e do ministro da Agricultura e Pecuária em exercício, Cleber Soares. 

Durante a abertura, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância do fortalecimento do municipalismo e da descentralização das políticas públicas no país. “A Marcha dos Prefeitos é a marcha do municipalismo, a marcha da descentralização no país. É fundamental fortalecer o governo local, onde as pessoas vivem e onde os problemas são vivenciados diariamente”, afirmou. 

Alckmin também ressaltou a parceria do Governo Federal com os municípios e a importância do diálogo federativo. Além disso, destacou a relevância do acordo entre o Mercosul e a União Europeia para o fortalecimento da economia brasileira e das exportações do agronegócio. “O Brasil e o Mercosul assinaram o maior acordo entre blocos do mundo, com um mercado de 22 trilhões de dólares e 27 países europeus”, disse.  

O ministro em exercício, Cleber Soares, evidenciou que a Marcha tem importância estratégica para o Brasil, especialmente para a agricultura. “A agricultura é um tema presente em todos os municípios do país, seja nos grandes centros urbanos, onde há agricultura urbana, hortas, cultivos e criações, seja nos pequenos municípios. Então, o Ministério da Agricultura não poderia estar ausente neste momento e neste evento tão importante para a municipalidade brasileira”, ressaltou.  

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O Brasil possui cerca de 5.569 municípios, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desses, cerca de 2,3% possuem alto desenvolvimento agropecuário, conforme o Índice de Desenvolvimento da Agropecuária Municipal (Idam) de 2026, elaborado pela CNM. São 130 municípios, sendo Mineiros (GO) o primeiro colocado do ranking, seguido de Itiquira (MT) e São Desidério (BA). 

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou a relevância da Marcha para o fortalecimento do diálogo entre os entes federativos e para o crescimento do movimento municipalista no país. “Hoje estamos aqui, civilizadamente, trazendo o Congresso Nacional e o Governo Federal para discutir aquilo que todos falam: o verdadeiro pacto federativo”, destacou. Segundo ele, a Marcha tem se consolidado como um espaço de construção conjunta em defesa dos municípios brasileiros.  

O Mapa está presente na Marcha no estande do Governo Federal. No local, os gestores municipais podem conferir de perto as principais políticas públicas do Ministério, como o Plano Safra, além de receber orientações voltadas aos produtores rurais.  

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XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios 

Considerada a maior conferência voltada aos municípios da América Latina, esta edição tem como tema principal “O Brasil que dá certo nasce nos municípios” e busca promover a interlocução entre municípios, empresas públicas e privadas e os Três Poderes. 

Neste ano, o evento acontece entre os dias 18 e 21 de maio, com expectativa de reunir 15 mil gestores municipais. Segundo a Confederação, este é o maior número de participantes já registrado na história da Marcha. 

Serão debatidos temas constantes da pauta municipalista, como a distribuição dos royalties do petróleo, reforma tributária, educação, emergência climática, consórcios públicos e saneamento. 

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Crédito caro e recuperações judiciais entram na pauta do Congresso Andav

A alta dos juros, a restrição na concessão de crédito e o aumento dos pedidos de recuperação judicial no campo serão debatidos no 15º Congresso da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav). O painel será realizado em 12 de agosto, às 14h45, em São Paulo.

O encontro ocorre em um momento de maior dificuldade financeira para produtores, distribuidores e empresas ligadas ao agronegócio. Com o custo do dinheiro mais elevado, as instituições financeiras passaram a analisar as operações com mais rigor, enquanto os tomadores de crédito precisam apresentar maior capacidade de pagamento e garantias mais consistentes.

Ao mesmo tempo, o aumento das recuperações judiciais provoca efeitos que podem se espalhar pela cadeia. O não pagamento de uma dívida pelo produtor pode atingir revendas, cooperativas, indústrias de insumos e agentes financiadores, tornando a avaliação do risco ainda mais importante antes da liberação dos recursos.

O painel “Crédito, Mercado Financeiro e Recuperação Judicial” discutirá as mudanças no financiamento rural, o avanço do mercado de capitais como alternativa aos empréstimos bancários e os impactos das dívidas em atraso sobre a distribuição de insumos.

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Também serão apresentadas estratégias para reduzir os riscos em um ambiente de maior oscilação econômica. Entre os pontos em discussão estão o planejamento financeiro, a análise da capacidade de pagamento, a qualidade das garantias e o uso de operações estruturadas.

Nos últimos anos, o agronegócio ampliou suas fontes de recursos e passou a recorrer com mais frequência a instrumentos privados de financiamento. A mudança reduziu parte da dependência do crédito rural tradicional, mas também trouxe contratos mais complexos e maior necessidade de acompanhamento jurídico e financeiro.

Participarão do debate o presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), Renato Buranello; o diretor de Agronegócios do Santander, Carlos Aguiar Neto; o diretor de Agronegócios do Itaú BBA, Pedro Fernandes; o diretor-geral de Agronegócios da Serasa Experian, Marcelo Pimenta; e o sócio-fundador da Agromatic, ACE e Laure Defina Advogados, Julio Laure.

Segundo o presidente executivo da Andav, Paulo Tiburcio, o crédito está diretamente relacionado à continuidade dos negócios. Para ele, as empresas de distribuição precisam acompanhar a evolução das fontes de financiamento, dos mecanismos de proteção e das condições econômicas que afetam clientes e fornecedores.

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O Congresso Andav 2026 terá como tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”. A programação também abordará economia, geopolítica, reforma tributária, inteligência de mercado, gestão de pessoas, bioenergia, inovação e distribuição de insumos.

Durante o encontro será apresentada a Pesquisa Nacional da Distribuição Andav 2026, elaborada em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq-USP).

O evento será realizado de 11 a 13 de agosto no Transamerica Expo Center, em São Paulo. A estrutura terá quatro pavilhões e mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição.

Fonte: Pensar Agro

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