NACIONAL
Autoridades alinham ações para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 no Brasil
Os preparativos para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, que será realizada no Brasil, foram o tema de um debate entre autoridades federais e gestores do setor na tarde desta sexta-feira (8) no Salão do Turismo, em Fortaleza (CE).
No encontro, representantes dos estados e das cidades-sede da competição discutiram e alinharam diretrizes da organização, com foco na integração entre o Governo Federal, estados e municípios. A pauta envolveu temas como mobilidade, segurança e hospitalidade – principalmente voltada às mulheres.
A coordenadora de Relações Multilaterais da Assessoria Especial de Relações Internacionais do Ministério do Turismo, Daniela Reple, enfatizou que o evento receberá uma grande quantidade de torcedoras e destacou o empenho da pasta em proporcionar orientação aos prestadores de serviços turísticos.
“O Ministério do Turismo lançou dois guias: ‘Dicas para Atender Bem Turistas Mulheres’ e o ‘Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas’. São materiais importantes e com valiosas orientações”, lembrou Daniela, incentivando a adoção das recomendações indicadas nos materiais do órgão.
Já a secretária extraordinária para a Copa do Mundo Feminina 2027 do Ministério do Esporte, Juliana Agatte, apresentou o plano de ação do torneio, que deve ser o maior da história. A FIFA fará um investimento recorde na disputa no ano que vem, no Brasil: cerca de R$ 4,2 bilhões – o dobro do valor destinado à edição anterior, promovida na Austrália e na Nova Zelândia.
“Precisamos aproveitar essa janela de oportunidades e trabalhar, juntos, para realizar um evento grandioso, incrível. Precisamos levar todo o potencial das nossas cidades-sede para mostrar o que temos de melhor”, defendeu Juliana.
A Copa do Mundo Feminina 2027 será a primeira sediada na América do Sul, envolvendo jogos em oito estádios: Maracanã (Rio de Janeiro), Arena Itaquera (São Paulo), Estádio Nacional (Brasília), Fonte Nova (Salvador), Mineirão (Belo Horizonte), Castelão (Fortaleza), Arena Pernambuco (Recife) e Beira-Rio (Porto Alegre).
O torneio vai ser o tema de ações de divulgação do Brasil durante a Copa do Mundo masculina de futebol deste ano, nos Estados Unidos, que acontece de 11 de junho a 19 de julho, com partidas também no México e no Canadá.
“Os EUA são um mercado estratégico para o Brasil. Vamos fazer nossa propaganda. É uma grande oportunidade para trazermos turistas o ano que vem para o nosso país. Essa Copa pode ser histórica para o nosso turismo, gerando emprego e desenvolvimento econômico”, acrescentou Juliana.
Impulso ao turismo
Também presente, o secretário de Turismo do Ceará, Gustavo Montenegro, afirmou que a Copa é o “tipo de evento” ideal para o turismo. “As famílias vêm e ficam muito tempo na cidade, consumindo, fazendo passeios. Fortaleza está muito bem preparada e vamos receber muito bem os turistas que aqui chegarem”, declarou o gestor, apontando a viabilização de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre o Aeroporto de Fortaleza e a Arena Castelão, para facilitar a locomoção de visitantes.
O compromisso com a adequada preparação do torneio foi igualmente apontado por Luís Maurício Bacellar, secretário de Turismo da Bahia, que ressaltou a grande expectativa de turistas na capital baiana. “Vamos nos esforçar para que todos tenham a melhor experiência possível, mas, principalmente, que as pessoas saiam daqui com a certeza que nosso país respeita as mulheres”, disse.
Bruno Cassimiro, vice-presidente da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte S/A (Belotur), por sua vez, informou que a cidade planeja ações para garantir a segurança das turistas que forem assistir à Copa na capital mineira.
“Comemoramos bons números da segurança no Carnaval e queremos repetir na Copa ano que vem. Estamos preparados para receber grandes eventos e atender muito bem quem nos visitar”, destacou.
Já o diretor de Marketing da Embratur, Bruno Villa, abordou as diversas iniciativas planejadas no sentido de atrair turistas internacionais ao evento. O debate desta sexta-feira também reuniu a secretária-executiva da Secretaria de Turismo do Distrito Federal, Daniela Furtado; o secretário de Turismo de São Paulo (SP), Gustavo Lopes; a presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV Nacional), Ana Carolina Medeiros; Elena Tarditi, especialista sênior em projetos da ONU Turismo, e o gerente de Eventos e Parcerias da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), entre outros.
Orientação para o setor
Os guias do Ministério do Turismo voltados ao adequado atendimento de mulheres no segmento fazem parte do rol de ações desenvolvidas pelo órgão para proporcionar a melhor experiência possível ao público feminino no Brasil. As publicações, frutos de pesquisas e elaboradas em parceria com a Unesco, englobam orientações práticas para que hotéis, restaurantes, agências e outros negócios do ramo tornem os seus serviços mais seguros e inclusivos.
Acesse AQUI o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas
Acesse AQUI o guia “Dicas para Atender Bem Turistas Mulheres”
Os materiais se somam a estratégias como o Movimento Turismo que Protege e o Código de Conduta Brasil, iniciativas do Ministério do Turismo voltadas à prevenção e ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no setor; e ao Protocolo Não é Não, que estabelece medidas de proteção às mulheres em casas noturnas, shows e eventos com venda de bebidas alcoólicas.
Os conteúdos da pasta também dialogam diretamente com ações do Governo Federal como o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que busca fortalecer redes de enfrentamento à violência contra a mulher e ampliar a divulgação de informações sobre direitos e estruturas de proteção e prevenção da violência de gênero.
Por João Pedrini
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados
As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop.
A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.
A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação.
Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares.
Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná.
Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo.
O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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