AGRONEGÓCIO
Mapa entrega máquinas agrícolas para apoiar produção rural no Rio de Janeiro
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, nesta quinta-feira (7), mais uma etapa do Programa de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) no estado do Rio de Janeiro, com a entrega de um novo lote de máquinas agrícolas a municípios fluminenses. Os equipamentos serão utilizados em ações voltadas ao fortalecimento da produção rural e ao apoio às políticas públicas de desenvolvimento do setor agropecuário local.
A solenidade, realizada com apoio da Marinha do Brasil, marcou a entrega de duas motoniveladoras e uma escavadeira hidráulica adquiridas por meio do Promaq. Os municípios de Varre-Sai e Aperibé foram contemplados com as motoniveladoras, enquanto Cambuci recebeu a escavadeira hidráulica.
Durante a cerimônia, o superintendente de Agricultura e Pecuária no estado do Rio de Janeiro, Agnaldo Pinto da Silva, destacou que, com as novas entregas, o Promaq já contabiliza 20 máquinas destinadas, neste ano, a 14 municípios fluminenses. Segundo ele, a iniciativa integra a estratégia do Governo Federal para modernização do setor agropecuário, ampliação da produtividade no campo, fortalecimento do desenvolvimento regional e redução das desigualdades socioeconômicas.
“A entrega desses equipamentos representa mais uma etapa do Promaq no estado do Rio de Janeiro. Em 2026, o programa já beneficiou 14 municípios fluminenses, com investimentos superiores a R$ 10 milhões em recursos da União, destinados à melhoria da infraestrutura rural por meio de emendas parlamentares”, afirmou Agnaldo.
Desde o início das ações do Programa de Modernização e Apoio à Produção Agrícola no estado, em 3 de junho do ano passado, já foram entregues 53 máquinas pesadas – entre retroescavadeiras, pás carregadeiras, escavadeiras hidráulicas, tratores e outros equipamentos agrícolas – a 28 municípios de diferentes regiões do Rio de Janeiro.
O prefeito de Varre-Sai, Lauro Fabri, ressaltou a importância dos equipamentos para o município. Segundo ele, a nova motoniveladora irá reforçar a infraestrutura rural local, especialmente a manutenção das estradas vicinais, fundamentais para o escoamento da produção agrícola.
Durante o evento, a Superintendência de Agricultura e Pecuária no Rio de Janeiro também formalizou a cessão de uma lancha-patrulha do Mapa à PortosRio, autoridade portuária responsável pela gestão dos portos públicos do estado.
O termo de cessão foi assinado pelo superintendente da SFA-RJ e pelo superintendente substituto da Guarda Portuária Federal no Rio de Janeiro, Ruy Freitas. A embarcação possui 11 metros de comprimento, capacidade para 10 passageiros e será utilizada em atividades de vigilância marítima nos portos administrados pela autoridade portuária.
AGRONEGÓCIO
Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira
Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.
O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.
Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.
Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.
Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:
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Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.
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Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.
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Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.
Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.
O roteiro de regularização envolve:
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Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.
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Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.
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Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.
Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.
Fonte: Pensar Agro
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