AGRONEGÓCIO

Mapa entrega máquinas e veículos agrícolas em Santa Catarina

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, na terça-feira (24), a entrega de máquinas e equipamentos a municípios catarinenses, com foco no fortalecimento da infraestrutura rural, por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado de Santa Catarina (SFA-SC).

A ação integra iniciativas do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), voltado ao fortalecimento da infraestrutura e ao apoio direto aos municípios, contribuindo para o desenvolvimento do setor agropecuário.

Ao todo, foram entregues oito caminhões caçamba, dois caminhões-pipa e uma motoniveladora, destinados a apoiar ações essenciais, como a manutenção de estradas rurais, o escoamento da produção agropecuária e o atendimento às demandas das comunidades do interior.

Os caminhões e a motoniveladora representam um investimento total de R$ 5,09 milhões, com recursos provenientes de emenda parlamentar.

Foram contemplados os municípios de Quilombo, São José do Cerrito, Lontras, Catanduvas, Rio dos Cedros, Caçador, Bom Retiro, Fraiburgo, Caxambu do Sul, Araranguá e Rio do Campo.

A solenidade contou com a presença do secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares, que, na ocasião, representou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

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O superintendente de Agricultura e Pecuária em Santa Catarina, Ivanor Boing, destacou que a iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento dos municípios e o fortalecimento do setor produtivo. “Esses equipamentos são fundamentais para melhorar a infraestrutura rural, garantindo melhores condições para o escoamento da produção e para o trabalho no campo. É uma ação que impacta diretamente a vida dos produtores e contribui para o desenvolvimento das regiões atendidas”, afirmou.

A iniciativa reafirma o compromisso do Mapa com o desenvolvimento regional e o fortalecimento da agricultura, promovendo melhores condições de trabalho no campo e contribuindo diretamente para a qualidade de vida dos produtores rurais.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

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O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

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A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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