CUIABÁ

Paula Calil propõe política inédita para diagnóstico precoce da otite crônica em crianças

Nathany Gomes | Assessoria vereadora Paula Calil 

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), apresentou, em sessão ordinária nesta quinta-feira (19), o Projeto de Lei nº 651/2025, que cria a Política Municipal de Informação, Diagnóstico Precoce, Tratamento Integral e Prevenção da Otite Crônica em crianças e adolescentes na capital.
A proposta surge como resposta a um problema silencioso que afeta milhares de crianças: a otite crônica, uma das principais causas de perda auditiva evitável na infância. O projeto também institui o “Outubro Caramelo” no calendário oficial do município, como mês dedicado à conscientização e ao diagnóstico precoce da doença.
A iniciativa busca ampliar o acesso à informação e fortalecer a rede pública de saúde para garantir diagnóstico precoce e tratamento adequado. Além de preservar a audição, a medida pretende evitar prejuízos no desenvolvimento da fala, da linguagem e da aprendizagem escolar, impactos comuns quando a doença não é identificada a tempo.
O texto prevê ações estruturadas dentro da rede municipal, como capacitação de profissionais da atenção básica, campanhas permanentes de conscientização e integração entre as áreas de saúde, educação e assistência social. Também assegura o tratamento integral, incluindo acompanhamento clínico, cirúrgico e fonoaudiológico.
Outro destaque é a criação do “Outubro Caramelo”, campanha anual que deverá mobilizar escolas, unidades de saúde e meios de comunicação com mutirões de triagem auditiva, palestras e ações educativas. A cor caramelo foi escolhida como símbolo por remeter à infância e à importância de preservar as memórias sonoras desde os primeiros anos de vida.
O projeto foi denominado “Lei Luiza Rodrigues”, em referência à história de uma criança cuiabana que perdeu cerca de 70% da capacidade auditiva em decorrência da doença, evidenciando a importância do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento adequado.
Para a vereadora, a proposta representa um avanço na proteção da infância e na prevenção de problemas que podem comprometer toda a vida da criança.
“Garantir diagnóstico precoce e tratamento integral não é apenas uma medida de saúde, mas um ato de proteção à infância, assegurando que nenhuma criança cresça em silêncio”, afirmou.
O projeto segue em tramitação na Casa de Leis e, se aprovado em todas as etapas, será encaminhado para sanção do prefeito Abílio Brunini (PL), onde passa a valer.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Secretário esclarece aplicação de 26% na Educação e explica diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal

O secretário de economia da Prefeitura de Cuiabá, Marcelo Bussiki, esclareceu que cumpriu e superou o percentual mínimo constitucional de investimentos em Educação no exercício de 2025, alcançando aplicação de 26,1% da receita vinculada ao setor, índice acima dos 25% exigidos pela Constituição Federal. Só em 2026, já foram pagos R$ 36,5 milhões de restos à pagar.

Os dados já haviam sido apresentados oficialmente à Comissão de Educação da Câmara Municipal pelo secretário de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo contador-geral do Município, Éder Galiciani, durante reunião realizada neste ano, quando foram detalhados os números da execução orçamentária da Educação.

A manifestação ocorre após declarações do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que voltou a questionar os resultados apresentados pela atual gestão e sugeriu a existência de irregularidades relacionadas aos investimentos da pasta.

A Prefeitura esclarece que os valores citados pelo ex-secretário referem-se a restos a pagar, instrumento legal previsto na administração pública e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os restos a pagar correspondem a despesas que foram empenhadas e registradas dentro do exercício financeiro, mas cujo pagamento pode ocorrer no ano seguinte.

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A administração municipal destaca que essa situação é comum na gestão pública e não configura qualquer irregularidade. Todas as despesas da Educação foram devidamente registradas nos sistemas contábeis do município e constam dos demonstrativos oficiais encaminhados aos órgãos de controle.

A Prefeitura também esclarece a diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal. Pedalada fiscal ocorre quando despesas ou obrigações financeiras deixam de ser registradas oficialmente na contabilidade pública, ocultando a real situação das contas do ente público. Já os restos a pagar são despesas reconhecidas, empenhadas e contabilizadas regularmente, permanecendo registradas até sua quitação.

Dessa forma, não houve qualquer ocultação de despesas na Educação. Os valores pendentes estavam devidamente lançados na contabilidade municipal, em conformidade com a legislação vigente.

A própria aplicação dos recursos da Educação foi defendida pelo então secretário Amauri Monge quando ainda comandava a pasta. Em prestação de contas realizada na Câmara Municipal, ele afirmou que o município havia investido 26,1% em Educação durante 2025, acima do percentual mínimo exigido pela Constituição Federal.

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Na ocasião, Monge declarou que os valores empenhados estavam corretamente registrados e que os restos a pagar encontravam-se dentro da legalidade, afastando qualquer irregularidade na execução orçamentária da pasta.

Além do cumprimento do índice constitucional, a Prefeitura ressalta que despesas importantes para o funcionamento da rede municipal, como parte da alimentação escolar, são custeadas com recursos próprios e não integram o cálculo do percentual mínimo exigido pela Constituição.

A administração municipal reforça que todos os dados permanecem à disposição dos órgãos de controle, da Câmara Municipal e da sociedade, reafirmando o compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal e a correta aplicação dos recursos destinados à Educação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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