SAÚDE

Ministério da Saúde anuncia abertura de inscrições para Curso Avançado de Vacinologia

Ficarão abertas, de 15 de março a 7 de abril, as inscrições para a segunda edição do Curso Avançado de Vacinologia (AdVAC Brasil), iniciativa do Ministério da Saúde (MS) em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG). A formação será realizada entre os dias 9 e 15 de agosto de 2026, em Pirenópolis (GO), e terá carga horária de 48 horas, em formato de imersão intensiva voltada à qualificação de profissionais estratégicos que atuam na área de imunização.

O processo seletivo irá escolher 70 participantes, com critérios que buscam garantir diversidade regional e a participação de perfis estratégicos da saúde pública, da academia, do setor produtivo e de entidades científicas. A proposta é fortalecer a capacidade técnica nacional e promover a troca de experiências entre diferentes setores envolvidos com a política de imunização no país.

A iniciativa é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o Ministério da Saúde e a UFG, com vigência de 48 meses. A ação é coordenada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), por meio do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), responsável pela articulação interinstitucional e pelo desenvolvimento da proposta formativa. 

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Segundo o diretor do DPNI, Eder Gatti, o curso responde a uma necessidade estratégica para o fortalecimento das políticas de imunização no Brasil. “Estamos investindo na formação qualificada de profissionais que atuam diretamente na tomada de decisão em imunização, fortalecendo o Programa Nacional de Imunizações e ampliando a capacidade de resposta do país frente aos desafios atuais e futuros da vacinação”, afirmou.

Integração 

A programação do AdVAC Brasil prevê abordagem multidisciplinar, com participação de especialistas nacionais e internacionais, além de representantes de laboratórios públicos e da indústria pública e privada. Entre os temas abordados estão o desenvolvimento e a avaliação de vacinas, políticas públicas de imunização, segurança vacinal, enfrentamento à hesitação vacinal e estratégias para fortalecer a confiança da população nas vacinas.

De acordo com Eder Gatti, a expectativa é que a iniciativa se consolide como um espaço permanente de qualificação em vacinologia no país. “O AdVAC Brasil nasce como uma ação estratégica, com potencial para se tornar um programa contínuo de formação avançada, integrando ciência, gestão e políticas públicas em defesa da confiança nas vacinas e da saúde da população brasileira”, concluiu.

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João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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