SAÚDE
Reforço ao SUS no ES amplia ações de combate ao câncer no estado
O Governo Federal realizou, nesta sexta-feira (6), entregas estratégicas para ampliar o acesso à saúde no Espírito Santo. O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, participou das agendas em Colatina e Linhares, ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Os compromissos do Novo PAC Saúde integram o Agora Tem Especialistas, programa do Governo do Brasil, que aumenta a capacidade de atendimento do SUS para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias ao fortalecimento da atenção especializada.
As ações somam cerca de R$ 23 milhões em investimentos federais para o Estado. Em Colatina, Alckmin e Padilha inauguram o serviço de radioterapia do hospital do município e fizeram a entrega de 20 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e cinco Unidades Odontológicas Móveis (UOM). Já em Linhares, conheceram as instalações do novo serviço de radioterapia do Hospital Rio Doce.
“O atendimento rápido e bem estruturado nas urgências salva vidas. Por isso, fortalecer serviços como o SAMU é fundamental para garantir resposta rápida e cuidado adequado à população. A saúde bucal é parte essencial da saúde das pessoas. Levar atendimento odontológico e novas tecnologias para a população é dar mais dignidade e qualidade de vida, além de prevenir doenças”, afirmou o vice-presidente Alckmin.
O serviço de radioterapia do Hospital Rio Doce será implementado com investimento de R$ 15,2 milhões, no âmbito do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS (Persus). Essa é mais uma ação do Agora Tem Especialistas, que promove um atendimento mais ágil e eficiente para a população. O investimento contempla obras, aquisição do acelerador linear, elaboração de projeto e fiscalização da instalação do equipamento. A iniciativa ampliará e qualificará o acesso ao tratamento dos pacientes, reduzindo vazios assistenciais e permitindo que a população tenha o tratamento mais próximos.
“A instalação de novos equipamentos de radioterapia amplia o acesso ao tratamento do câncer no Espírito Santo, garantindo tecnologia de ponta e atendimento mais rápido para quem precisa, perto de onde vive e da família. A pessoa que teve suspeita de câncer vai fazer o diagnóstico, a confirmação do diagnóstico e o tratamento completo, seja cirurgia, ou radioterapia, ou quimioterapia aqui em Colatina, sem ter que se deslocar para Vitória, ou outra região. Este ano vamos chegar a todos estados brasileiros com pelo menos um centro de radioterapia”, declarou o ministro Padilha.
O serviço integra o Persus, que amplia e cria e serviços em hospitais habilitados no SUS, atendendo às demandas regionais de assistência oncológica. Atualmente, o programa contempla 92 soluções de radioterapia em todo o país, das quais 81 já estão concluídas e em operação.
O Hospital Rio Doce, referência regional em média e alta complexidade, possui 173 leitos, sendo 140 destinados ao SUS (80% do total), além de habilitações em áreas como cardiologia, neurologia, neurocirurgia e oncologia.
Nos últimos cinco anos, o hospital registrou mais de 46 mil internações hospitalares e cerca de 499 mil procedimentos ambulatoriais, evidenciando sua relevância para a assistência em saúde na região norte do Espírito Santo.
SAMU recebe 20 novas ambulâncias no estado
Durante agenda em Colatina, 20 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) foram entregues para a renovação da frota em municípios capixabas, com investimento do Governo Federal de R$ 5,85 milhões.
Além de Colatina, que recebe três unidades, os veículos foram destinados aos municípios de Atílio Vivácqua, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibitirama, Jaguaré, Mimoso do Sul, Mucurici, Muniz Freire, Muqui, Nova Venécia, São Roque do Canaã, Vila Pavão, Marilândia, Montanha, Pinheiros, Ponto Belo e São José do Calçado.
“Estamos fortalecendo o SUS com investimentos concretos: novas ambulâncias para salvar vidas no atendimento de urgência; unidades móveis que levam saúde bucal até onde as pessoas estão; e equipamentos modernos, como scanners e impressoras 3D, que vão agilizar a produção de próteses dentárias para a população”, disse Padilha.
A renovação da frota fortalece a Rede de Atenção às Urgências, contribuindo para reduzir o tempo de resposta nos atendimentos e ampliar a segurança e a qualidade da assistência prestada à população.
A ampliação da frota do SAMU 192 faz parte do compromisso do Governo Federal de expandir e fortalecer o serviço em todo o país, garantindo maior cobertura e capacidade de resposta às emergências de saúde. Apenas em 2025, o Espírito Santo já recebeu 22 novas ambulâncias destinadas à renovação da frota do serviço, reforçando a rede de atendimento móvel de urgência no estado.
Mais acesso à saúde bucal
Com investimento de cerca de R$ 2 milhão, os municípios de Apiacá, Conceição do Castelo, Governador Lindenberg, Ecoporanga e Marilândia serão contemplados com a entrega de UOMs. As unidades integram o componente móvel do programa Brasil Sorridente e ampliam o acesso aos serviços de saúde bucal, especialmente em regiões rurais e comunidades de difícil acesso, fortalecendo a atenção primária no SUS.
Complexo de Saúde Noroeste
Ainda em Colatina, o governo estadual anunciou o edital para a construção do Complexo de Saúde Noroeste. O projeto teve a autorização do Ministério da Saúde, por meio do Plano de Ação do Espírito Santo, para a execução dos recursos que as empresas transferem diretamente para as contas estaduais e prevê a construção de um novo hospital regional, uma policlínica de especialidades e a sede da Superintendência Regional de Saúde. A obra deverá ampliar a oferta de serviços de média e alta complexidade para mais de 15 municípios das regiões Central/Noroeste do Espírito Santo.
Edjalma Borges
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais
O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.
Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.
A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.
Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.
“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.
Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems.
Distribuição
O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.
Benefícios
Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.
Projeto-piloto
A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.
A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.
Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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