AGRONEGÓCIO

Produtividade impulsiona safra e reforça protagonismo no agro brasileiro

A expansão da agropecuária brasileira em 2025 teve reflexos diretos no desempenho de estados com forte presença agrícola, entre eles Minas Gerais. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor foi o principal vetor de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional no ano, com avanço de 11,7%. No estado mineiro, o movimento foi acompanhado por aumento da produção e, sobretudo, por ganhos relevantes de produtividade nas principais culturas.

Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Minas Gerais alcançou produção de 18,4 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 15,1% em relação ao ciclo anterior. O resultado coloca o estado entre os maiores produtores do país — embora ainda distante de gigantes agrícolas como Mato Grosso e Paraná — e evidencia um avanço sustentado mais por eficiência do que por expansão territorial. A área plantada cresceu apenas 0,9%, enquanto a produtividade média avançou 14,1%.

Entre as culturas que mais contribuíram para o desempenho mineiro estão soja, sorgo e algodão. A produção de soja atingiu cerca de 9,19 milhões de toneladas, com alta próxima de 20%, enquanto o sorgo registrou crescimento expressivo, superando 1,4 milhão de toneladas. O algodão também avançou de forma significativa, refletindo investimentos em tecnologia, manejo e adaptação de variedades ao clima do Cerrado mineiro.

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O desempenho reforça a posição de Minas Gerais como um polo agrícola diversificado dentro do cenário nacional. Diferentemente de estados do Centro-Oeste, cuja produção é fortemente concentrada em grandes volumes de soja e milho, a agropecuária mineira combina grãos, pecuária, café e fruticultura. Essa estrutura produtiva mais variada tem permitido ao estado ampliar presença em diferentes mercados e sustentar crescimento mesmo diante de oscilações climáticas ou de preços internacionais.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Marrocos suspende tarifas de importação sobre ovinos vivos e carnes bovina, ovina, caprina e camelídea até dezembro de 2026

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que o Governo do Reino do Marrocos publicou, em 27 de julho de 2026, o Decreto nº 2.26.584 e a Circular nº 6762/211, da Administração das Alfândegas e Impostos Indiretos, suspendendo a cobrança do direito de importação sobre:

  • ovinos domésticos vivos (posição tarifária 0104.10.90.10); e
  • carnes das espécies bovina, ovina, caprina e camelídea (posições tarifárias 02.01, 02.02, 02.04 e 0208.60).

A medida está em vigor desde 27 de julho e permanecerá válida até 31 de dezembro de 2026. Ela se aplica às importações originárias de todos os países.

Para as miudezas de animais das espécies bovina, ovina, caprina e camelídea (posição tarifária Ex 02.06), permanece o direito de importação de 30%.

Segundo o governo marroquino, a decisão busca ampliar o abastecimento interno de carnes vermelhas. O censo pecuário de 2025 apontou uma redução de aproximadamente 30% do rebanho bovino do país, cenário atribuído aos períodos de seca e ao aumento dos custos com alimentação animal.

No comércio entre Brasil e Marrocos, as importações marroquinas de bovinos vivos destinados ao abate já são realizadas sob regime semelhante. Desde o fim de 2022, esses animais têm a cobrança do direito de importação suspensa quando importados dentro de contingentes tarifários anuais definidos pelo governo marroquino, fixados em 300 mil cabeças para 2026.

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Em 2025, as exportações brasileiras de bovinos vivos para o Marrocos somaram US$ 213,5 milhões, frente aos US$ 41 milhões registrados em 2024. No período, o Brasil respondeu por 46,7% das importações marroquinas desse produto. Já no primeiro quadrimestre de 2026, o Marrocos foi o segundo principal destino das exportações brasileiras de bovinos vivos.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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