TECNOLOGIA

Publicação torna conceitos de adaptação à mudança do clima mais acessíveis em prol de ações concretas e integradas

Com os impactos da mudança do clima cada vez mais presentes no cotidiano da sociedade crescem a urgência e o número de iniciativas implementadas para a adaptação climática. Em paralelo, aumenta a necessidade de melhor conhecimento sobre as bases conceituais e metodológicas que norteiam estudos, diagnósticos e ações sobre impactos, vulnerabilidades e adaptação.

Para ampliar a compreensão e a conscientização sobre os conceitos basilares que envolvem a agenda de adaptação, o projeto Ciência&Clima desenvolveu a publicação Entenda a Mudança do Clima: conceitos fundamentais em Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação, publicada nesta terça-feira (3).

“Esse entendimento conceitual claro sobre adaptação climática favorece a comparabilidade e a coerência entre iniciativas, além de melhorar a capacidade de monitorar progressos de forma transparente”, afirma o supervisor da componente de Impactos, Vulnerabilidade e Adaptação do projeto Ciência&Clima, Sávio Raeder.  “A aprendizagem contínua evita a fragmentação e melhora a efetividade da ação climática. Os tomadores de decisão, as equipes técnicas, os pesquisadores, enfim todos os segmentos da sociedade precisam conhecer a ‘gramática’ climática para melhor contribuírem com soluções e indicar caminhos para responder aos desafios do aquecimento global”, complementa. 

Em 24 páginas, o material detalha os conceitos de impactos, vulnerabilidade e adaptação e explica a relação entre eles. O documento priorizou a linguagem acessível, com ilustrações, quadros e esquemas gráficos com o objetivo de facilitar o entendimento da complexidade teórica e científica. Trata-se de um esforço de ‘tradução’ que visa ampliar a disseminação da agenda climática para atores interessados na mudança do clima em diferentes escalas geográficas, do nível local ao nacional.

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A publicação esclarece ainda como a compreensão desses conceitos podem antecipar possíveis problemas e otimizar o tempo na redução de riscos e construção de resiliência para a proteção das pessoas. Os conceitos são permeados e complementados por dados e exemplos com base na realidade nacional, como o aumento do nível do mar afeta a população que habita as regiões costeiras ou como o aumento das temperaturas requer ações para conforto térmico.

“A publicação organiza conceitos importantes da agenda de adaptação de forma mais estruturada, em um único documento e contextualizando com a realidade brasileira”, explica a especialista em impactos, vulnerabilidade e adaptação do projeto Ciência&Clima, Mariana Paz. 

Há explicações ainda sobre a importância do ciclo iterativo da adaptação e sobre as conexões entre as agendas nacional e internacional de adaptação à mudança do clima, em especial para fins de transparência internacional. 

Um dos capítulos mostra os diferentes tipos de adaptação e em quais os momentos cada um deles podem ser aplicados. O texto pontua os limites da adaptação, quando não há mais tempo de implementar ações, e de perdas e danos. Em outro momento, a publicação destaca a complementariedade e os cobenefícios de ações adaptação e mitigação (redução de emissões de gases de efeito estufa). 

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A iniciativa é inspirada em outra publicação elaborada pelo projeto Ciência&Clima, que esclarece os principais aspectos do Inventário Nacional de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa.

Sobre o projeto

Ciência&Clima é o projeto de cooperação técnica internacional executado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na sua implementação e recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

O projeto apoia o governo brasileiro na elaboração e submissão dos relatórios de transparência climática à Convenção do Clima.  Ao longo de três décadas de trabalho, foram submetidos quatro Comunicações Nacionais, cinco Relatórios de Atualização Bienal e o Primeiro Relatório Bienais de Transparência do Brasil. 

Entre as componentes do projeto está a área de impactos, vulnerabilidade e adaptação, que produz estudos sobre o tema. O projeto também trabalha para fortalecer as capacidades nacionais na implementação da Convenção do Clima e promover a conscientização sobre os impactos da mudança do clima no país.

Acesse e conheça o projeto: https://www.gov.br/mcti/cienciaclima

Entenda a mudança do Clima
Entenda a mudança do Clima: conceitos fundamentais em Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI lança FormP&D 2026 e Lei do Bem registra recorde de R$ 51,6 bilhões

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento resultam em novos produtos, fortalecem a competitividade das empresas, estimulam a criação de empregos qualificados e ampliam a capacidade tecnológica do País. Para acompanhar esse movimento e aperfeiçoar uma das principais políticas de incentivo à inovação empresarial no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta terça-feira (2), em Brasília (DF), o FormP&D 2026. O documento on-line é utilizado pelas empresas beneficiárias da Lei do Bem para declarar suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. 

A nova versão do sistema traz atualizações que modernizam os processos de avaliação, ampliam a integração de dados, aperfeiçoam a governança e conferem mais clareza ao preenchimento das informações referentes ao ano-base 2025. As mudanças buscam facilitar a prestação de informações pelas empresas e ampliar a capacidade do governo de acompanhar a evolução dos investimentos privados em inovação. 

Ao destacar a importância da Lei do Bem para ampliar a competitividade da indústria brasileira, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a necessidade de transformar o conhecimento produzido no País em inovação e desenvolvimento econômico. 

“O Brasil está entre os maiores produtores de pesquisa e desenvolvimento do mundo, mas ainda precisa avançar na transformação desse conhecimento em inovação, competitividade e crescimento econômico. A Lei do Bem é um instrumento fundamental para fortalecer essa conexão e estimular as empresas a investirem mais”, afirmou Luciana Santos. 

A ministra também destacou o papel das políticas públicas de incentivo à inovação e os investimentos do Governo do Brasil. “O compromisso do presidente Lula com a ciência, tecnologia e inovação se traduz em investimentos concretos. Estamos reconstruindo capacidades do Estado brasileiro, fortalecendo instituições e criando condições para que o País avance em uma agenda de desenvolvimento baseada em sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica”, completou. 

Novo FormP&D amplia suporte e simplifica preenchimento 

O novo FormP&D 2026 traz uma série de atualizações que simplificam o preenchimento das informações pelas empresas e aprimoram o acompanhamento das atividades apoiadas pela Lei do Bem. Entre as novidades estão uma nova área de suporte técnico ao usuário, a criação de um identificador único para cada projeto, a integração com bases de dados governamentais e a possibilidade de importar informações automaticamente por meio de planilhas em etapas específicas do formulário. 

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As mudanças também ampliam os instrumentos de orientação disponíveis para as empresas. O Guia do Usuário do novo FormP&D já está disponível no Portal da Lei do Bem. Uma nova edição do Guia Prático da Lei do Bem, prevista para julho, vai reunir orientações atualizadas em linguagem mais acessível, com exemplos, fluxos, checklists e explicações sobre os critérios utilizados na caracterização de projetos de inovação. 

Ao apresentar as novidades, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, destacou que as atualizações foram construídas a partir das contribuições recebidas do setor produtivo. “Recebemos vários inputs das empresas e das consultorias que utilizam a Lei do Bem. Algumas melhorias já conseguimos implementar agora e outras continuam em desenvolvimento. A ideia é fazer essa grande parceria para avançar continuamente na melhoria do instrumento.” 

Entre as iniciativas previstas para os próximos meses estão o lançamento do Programa Embaixadores da Lei do Bem, que vai orientar empresas em todo o País, a ampliação dos mecanismos de avaliação simplificada para projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia e a implementação de novas soluções de inteligência artificial para apoiar usuários do sistema e equipes responsáveis pelas análises. 

Recordes da Lei do Bem 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram o melhor desempenho da história da Lei do Bem. Em apenas um ano, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento cresceram de R$ 41,93 bilhões para R$ 51,59 bilhões, alta de 23% e aumento de R$ 9,66 bilhões. O período também registrou recordes de participação empresarial, com 4.252 empresas beneficiárias, e de projetos de inovação, que chegaram a 14.877 iniciativas em 2024. A expansão foi acompanhada pelo crescimento da utilização dos incentivos fiscais, cuja renúncia estimada alcançou R$ 11,98 bilhões, reforçando a Lei do Bem como o principal instrumento de estímulo à inovação empresarial no País. 

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Para o diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação (Depai) do MCTI, Hideraldo de Almeida, os resultados refletem a consolidação da política como o principal instrumento de estímulo à inovação no Brasil, incentivando empresas a investir em tecnologia, competitividade e desenvolvimento científico. “Para que essa política pública continue evoluindo com transparência, eficiência e segurança, é fundamental também modernizar os nossos mecanismos de gestão e acompanhamento”, disse. 

Lei do Bem fortalece capital humano 

Os resultados da Lei do Bem também refletem a ampliação da força de trabalho dedicada à inovação dentro das empresas brasileiras. Em 2024, 52.222 profissionais atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento, número significativamente superior aos 34.291 profissionais registrados em 2023. 

A maior parte desse contingente era formada por 35.242 graduados e 7.953 pós-graduados, além de 2.835 mestres e 1.454 doutores dedicados a atividades de pesquisa. A força de trabalho também contou com técnicos e tecnólogos responsáveis por ações ligadas a laboratórios, prototipagem e desenvolvimento tecnológico, evidenciando o papel da Lei do Bem na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da capacidade científica das empresas brasileiras. 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram um novo patamar para a Lei do Bem. No período, a média anual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento chegou a R$ 46,8 bilhões, quase o dobro da registrada entre 2019 e 2022. Com a modernização do FormP&D, o MCTI busca tornar o acompanhamento desses investimentos mais eficiente e aprimorar a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento nacional. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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