POLÍTICA NACIONAL

CPMI do INSS: Paulo Camisotti depõe à tarde; dois depoentes faltam

A CPMI do INSS adiou para a tarde desta quinta-feira (26), às 14h30, o depoimento do empresário Paulo Camisotti — filho e sócio de Maurício Camisotti, que está preso sob a acusação de envolvimento nas fraudes no INSS. A reunião da CPMI teve início às 10h30 desta quinta-feira e neste momento está suspensa.

O deputado estadual do Maranhão Edson Cunha de Araújo (MA) e o advogado Cecílio Galvão, que também foram convocados para depor nesta quinta, não compareceram.

O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a CPMI recorrerá à condução coercitiva para garantir o depoimento de Cecílio Galvão.

— [Edson Cunha de] Araújo não irá comparecer a esta reunião, uma vez que foi desobrigado de aparecer [pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça]. A presidência da CPMI recorrerá da decisão. Cecílio Galvão respondeu apenas ontem à convocação, alegando [que não poderia comparecer devido a] compromissos profissionais — disse Viana.

Requerimentos

As convocações dos três foram feitas por meio dos seguintes requerimentos:

  • Paulo Camisotti: REQ 2.177/2025 – CPMI do INSS;
  • Edson Cunha de Araújo: REQ 180/2025 – CPMI do INSS;
  • Cecílio Galvão: REQ 2.787/2025 – CPMI do INSS.
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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova penas mais rígidas para corridas ilegais perto de escolas e hospitais

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que aumenta as punições para quem pratica corridas ilegais, os chamados “rachas”, em vias públicas. O texto eleva, nesses casos, a multa para 15 vezes o valor básico e prevê pena de prisão quando a infração ocorrer perto de locais sensíveis, como escolas, hospitais e estações de passageiros.

A comissão aprovou o substitutivo do relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), ao Projeto de Lei 7235/25, do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM).

Leal alterou a proposta original para inserir as novas regras diretamente no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O objetivo é evitar a fragmentação das leis e garantir que os órgãos de fiscalização apliquem as sanções com maior clareza.

Pela nova regra, se a disputa de velocidade ou manobra perigosa em áreas de grande circulação resultar em lesão corporal grave, a pena será de 4 a 8 anos de reclusão. Hoje, a punição é de 3 a 6 anos. Nos casos em que houver morte, a punição pode chegar a 12 anos de prisão. Atualmente, o Código de Trânsito não prevê esse agravamento específico para corridas realizadas nas proximidades de hospitais ou escolas.

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Leal sustentou que o aumento do valor da multa e das penas de prisão amplia o efeito educativo e punitivo da norma.

Além das multas e prisões, o condutor que participar de “rachas” continuará sujeito à suspensão do direito de dirigir e à apreensão do veículo. O projeto também responsabiliza organizadores e financiadores desses eventos clandestinos.

Próximas etapas
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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