AGRONEGÓCIO

Ministro Fávaro destaca legado do B15 e avanços na modernização do Mapa em reunião com a Abiove

Nesta quinta-feira (12), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou, de forma virtual, da reunião da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Na ocasião, o ministro apresentou as principais ações desenvolvidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em benefício do setor, com destaque para o avanço da certificação digital e a consolidação da política de biocombustíveis, especialmente a implementação do B15.

O B15 corresponde à mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel fóssil, em vigor desde 2025, e representa um importante instrumento de estímulo à produção nacional, à sustentabilidade e ao fortalecimento das cadeias agroindustriais. Segundo o ministro, a medida consolidou um marco relevante para o setor da soja no Brasil. “Sem sombra de dúvida, um dos maiores legados para o setor da soja brasileira foi o resgate do compromisso com o Programa Nacional de Biodiesel. A adoção do B15 não representa apenas um acréscimo de 5 pontos percentuais, mas um aumento de cerca de 50% na demanda por óleo vegetal”, afirmou.

O ministro Fávaro ressaltou ainda que esse crescimento da demanda resulta em maior oferta de farelo de soja no mercado interno, insumo fundamental para a produção de proteínas animais. “Isso fortalece toda a cadeia produtiva, contribui para a redução de custos na produção de carnes, ovos e leite e gera estabilidade econômica. A mesma lógica se aplica à política para o etanol, com a ampliação da mistura para até 30% na gasolina, impulsionando, inclusive, a produção de etanol de milho. As tradings passam a ter mais demanda, a cadeia produtiva se fortalece e o país avança em uma agenda de sustentabilidade com respeito à produção”, completou.

Leia Também:  Comercialização de soja no Brasil atinge 65,7% da safra 2023/24

Outro ponto destacado pelo ministro foi o processo de modernização administrativa do Mapa. “Tenho muito orgulho de termos avançado na simplificação e na redução da burocracia, com a implantação dos certificados digitais, uma demanda antiga do setor. A construção de sistemas modernos e os investimentos realizados nos últimos anos colocaram o Mapa de forma definitiva na era digital, ampliando oportunidades e dando mais eficiência aos serviços prestados”, afirmou Fávaro.

Durante a reunião, o presidente do Conselho da Abiove, Blairo Maggi, reconheceu os avanços promovidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, destacando a condução do ministro Carlos Fávaro na implementação de políticas que fortaleceram a competitividade do setor. Também participaram do encontro outros membros da diretoria e associados da Abiove.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Obrigatoriedade de CNPJ é adiada: veja o que muda para o produtor

O produtor rural que atua como pessoa física ganhou mais tempo para se organizar com as novas regras da Reforma Tributária. A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços decidiram adiar a obrigatoriedade do CNPJ para emissão de notas fiscais: a regra só passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027.

Até o final de 2026, nada muda na emissão das suas notas. O produtor rural vai continuar utilizando o mesmo sistema e a mesma identificação que já usa hoje para vender sua produção ou comprar insumos.

O governo admite que o sistema precisa ser mais simples e por isso adiou. Este tempo extra serve para que a Receita desenvolva uma plataforma totalmente digital, que seja fácil de usar e que já venha integrada à emissão da nota fiscal. A ideia é evitar que o produtor tenha que fazer cadastros complicados em vários órgãos diferentes.

O que o produtor deve:

 Embora o prazo tenha aumentado, não é hora de deixar o assunto de lado. As entidades do setor reforçam três pontos principais:

  1. Não confunda adiamento com cancelamento: A obrigatoriedade do CNPJ continua valendo para o futuro. Não trate isso como algo que “não vai mais acontecer”.

  2. Aproveite a transição: Use o tempo disponível para entender como essa mudança vai afetar sua contabilidade. O sistema novo deve ser mais simples, mas a exigência documental é real.

  3. Procure ajuda técnica: Se você tem dúvidas sobre como essa mudança afeta seu CPF ou sua atividade, consulte seu contador de confiança ou a assessoria jurídica da sua associação de classe.

Leia Também:  Safra de soja avança com clima favorável

O importante é utilizar esse período para se adequar gradualmente, garantindo que, quando chegar 2027, o produtor já saiba exatamente o que fazer, evitando surpresas que possam travar a venda da safra ou a compra de insumos.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA