NACIONAL
Ministério do Turismo prorroga prazo de consulta pública para concessão da Fortaleza de Santa Cruz, o Forte Orange, em Pernambuco
O Ministério do Turismo prorrogou até o dia 23 de janeiro de 2026 o prazo da consulta pública referente à proposta de concessão do direito de uso cultural e turístico da Fortaleza de Santa Cruz (Forte Orange), localizada na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco. A medida visa ampliar a participação da sociedade, permitindo mais tempo para análise dos documentos e envio de contribuições.
As manifestações podem ser apresentadas por meio de formulário eletrônico disponível na plataforma Brasil Participativo, que também reúne os documentos do projeto, como a minuta de edital, contrato e anexos técnicos.
A iniciativa integra o Programa Revive Brasil, coordenado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (SEPPI) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O Revive Brasil tem como objetivo recuperar, preservar e ampliar o uso público de bens históricos subutilizados, por meio de parcerias com a iniciativa privada, mantendo a propriedade pública dos imóveis e estabelecendo regras rigorosas de preservação e fiscalização. A proposta busca conciliar a proteção do patrimônio cultural com o desenvolvimento do turismo sustentável e da economia local.
No caso da Fortaleza de Santa Cruz, o projeto prevê prazo contratual de 30 anos, com investimentos estimados em cerca de R$ 9 milhões, a serem realizados pelo parceiro privado, sob supervisão do poder público e dos órgãos de proteção do patrimônio. As intervenções priorizam a conservação do monumento, a melhoria da acessibilidade e a qualificação da experiência do visitante, sempre em conformidade com as normas de preservação cultural e ambiental.
MOVIMENTAÇÃO
Estudos preliminares indicam um fluxo médio estimado de 63 mil visitantes por ano, com potencial de geração de receitas da ordem de R$ 3,6 milhões anuais. O projeto contempla espaços voltados a atividades culturais, científicas e gastronômicas, ampliando o uso público do monumento e fortalecendo sua integração com outros atrativos turísticos da região.
REVIVE BRASIL
A participação social é um dos pilares do Programa Revive Brasil. As contribuições recebidas durante a consulta pública são analisadas tecnicamente e podem resultar no aperfeiçoamento das minutas e do modelo de parceria, garantindo maior aderência às necessidades locais, à proteção do patrimônio histórico e à promoção de um turismo responsável e sustentável.
Inspirado em experiência internacional desenvolvida em cooperação com Portugal, o programa busca assegurar que bens públicos de valor histórico e cultural sejam preservados e reinseridos de forma qualificada no cotidiano das comunidades e na dinâmica do turismo brasileiro.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Divulgado resultado prévio do Sandbox Regulatório de IA na Educação
O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quinta-feira, 25 de junho, o resultado preliminar da chamada pública para participação no piloto do Ambiente Regulatório Experimental em Inteligência Artificial na Educação (Sandbox Regulatório), instituído pelo Edital nº 1/2026. Na ocasião, também foi publicada a retificação do cronograma do processo seletivo, com a atualização das datas para as próximas etapas da seleção.
Com a atualização do cronograma da chamada pública, as instituições participantes poderão apresentar recursos entre 25 e 30 de junho, conforme consta na publicação da retificação no Diário Oficial da União. O resultado final do processo seletivo será divulgado em 2 de julho, com a publicação da relação das instituições selecionadas que irão integrar o piloto do Ambiente Regulatório Experimental em Inteligência Artificial na Educação (Sandbox Regulatório).
Comitê – Na quarta-feira, 24 de junho, o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape), instituiu o Comitê Executivo do Sandbox Regulatório de Inteligência Artificial na Educação. O colegiado é composto por representantes do MEC, da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
O Comitê Executivo será responsável pelo acompanhamento, pela coordenação e pela execução do projeto-piloto do Ambiente Regulatório Experimental em Inteligência Artificial na Educação.
Além de se reunir por videoconferência, o Comitê Executivo será responsável por definir, implementar e revisar medidas de proteção técnica, ética, jurídica, de governança, de segurança da informação e de garantia de direitos, compatíveis com a natureza experimental das soluções de inteligência artificial voltadas à educação. Ademais, também será responsável por deliberar sobre ajustes metodológicos, técnicos ou funcionais durante o período de teste do projeto-piloto.
Entre suas atribuições, o Comitê também deverá organizar e consolidar registros, comunicações, evidências e demais documentos do projeto-piloto, assegurando a rastreabilidade das ações e a preservação da memória institucional. Caberá ainda elaborar e publicar relatórios parciais e o relatório final do Sandbox Regulatório, com os resultados, as evidências produzidas e os aprendizados obtidos durante a experimentação, além de promover, quando necessário, audiências públicas e outros mecanismos de participação social, em observância aos princípios da transparência, governança e prestação de contas.
Sandbox – O Sandbox Regulatório de Inteligência Artificial na Educação integra a Infraestrutura Nacional de Dados da Educação (EducaDados) e consiste em um ambiente regulatório e experimental, supervisionado pelo Ministério da Educação (MEC). A iniciativa permitirá que edtechs, instituições de educação superior e grupos de pesquisa desenvolvam e testem soluções baseadas em inteligência artificial sob contextos reais de ensino, aprendizagem e gestão educacional, com acompanhamento institucional, segurança jurídica e mecanismos de governança voltados à inovação responsável. O Projeto Piloto contribuirá para a produção de evidências que subsidiem o aperfeiçoamento de políticas públicas para a adoção segura, ética e responsável da inteligência artificial na educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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