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Comarca de Sorriso completa 33 anos com inovação, eficiência e justiça próxima da sociedade

Fachada do Fórum da comarca, prédio térreo em tons de azul e branco, com colunas na entrada e a palavra “Fórum” no alto. Palmeiras ornamentam o jardim bem cuidado, com gramado, faixa de pedestres e vagas de estacionamento ao lado.A Comarca de Sorriso completa, nesta sexta-feira (19 de dezembro), 33 anos de instalação, consolidando-se como uma unidade judiciária atuante e inovadora do Poder Judiciário de Mato Grosso. Com estrutura robusta, uso intensivo de tecnologia e forte atuação social, a comarca garante acesso à Justiça a milhares de cidadãos da região norte do Estado.

Classificada como de Entrância Intermediária, a Comarca de Sorriso foi criada pela Lei nº 5.162, de 21 de outubro de 1987, e instalada em 19 de dezembro de 1992. Atualmente, conta com 113 servidores, entre efetivos, comissionados e estagiários, sete magistrados, oito varas judiciais e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc).

Segundo a juíza diretora do Fórum, Emanuelle Chiaradia Navarro, a abrangência territorial e o crescimento acelerado da região impõem desafios permanentes à atuação do Judiciário. Atualmente, a comarca atende os municípios de Sorriso, Ipiranga do Norte e Boa Esperança do Norte, além dos distritos de Primavera e Caravaggio.

Juíza Emanuelle tem pele clara, cabelos castanhos longos e óculos, sentada em ambiente interno, fala ao microfone durante evento institucional. Usa blusa branca e acessórios dourados. À frente, há mesa com documentos; o espaço é formal e iluminado.“Somente o município de Sorriso já ultrapassa 120 mil habitantes, e a estrutura judiciária conta hoje com oito unidades jurisdicionais, sendo cinco varas cíveis, duas criminais e um Juizado Especial Cível e Criminal. Trata-se de uma cidade de grande relevância econômica, não apenas para Mato Grosso, mas para o Brasil”, destaca a magistrada.

A juíza ressalta também que Sorriso é reconhecida nacionalmente como a Capital Nacional do Agronegócio, em razão de sua expressiva produção e exportação de grãos. “É um município que cresce a um ritmo aproximado de 10% ao ano, e esse crescimento impacta diretamente todas as políticas públicas, inclusive a prestação jurisdicional. As estruturas rapidamente se tornam insuficientes, o que gera demanda por novas unidades judiciárias, sempre observada a disponibilidade orçamentária do Tribunal de Justiça”, pontua.

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De acordo com Emanuelle Navarro, o desafio da comarca é acompanhar esse desenvolvimento contínuo sem perder de vista a qualidade, a eficiência e a proximidade do Judiciário com a população. “Nosso compromisso é garantir que a Justiça continue acessível, moderna e preparada para responder às necessidades de uma região em constante expansão”, conclui.

Justiça digital e pioneirismo tecnológico

Uma imagem em tons de azul escuro com o logotipo branco Referência em inovação, Sorriso foi a primeira comarca de Mato Grosso e do Brasil a implantar os Pontos de Inclusão Digital (PIDs), hoje com cinco unidades instaladas em cartórios extrajudiciais. Os espaços oferecem estrutura para participação em audiências virtuais e atendimentos online, ampliando o acesso da população aos serviços do Judiciário.

A comarca também foi pioneira no comparecimento biométrico de pessoas em cumprimento de pena, reduzindo em mais de 90% a presença desse público nos balcões das secretarias judiciais. Esse protagonismo resultou na implantação do projeto piloto do Sistema de Apresentação Remota e Reconhecimento Facial (Saref), iniciado em Sorriso em 2023 e expandido para todo o Estado ao longo de 2025.

Com o Saref, pessoas condenadas realizam o comparecimento periódico ao juízo por meio do celular, com uso de reconhecimento facial e geolocalização, garantindo segurança, economia de recursos e maior eficiência à execução penal.

Atuação social e fortalecimento de redes de proteção

Autoridades e convidados estão sentados em cadeiras sobre um palco montado em área externa, coberto por tenda. Homens e mulheres de diferentes idades acompanham a solenidade, enquanto um homem fala ao microfone. O local tem árvores ao redor e clima institucional.Em 2025, a Comarca de Sorriso também se destacou por ações voltadas à proteção de mulheres, crianças e adolescentes. A participação do Judiciário na inauguração da Casa Aconchego, espaço de acolhimento humanizado para mulheres vítimas de violência, marcou um avanço importante no fortalecimento da rede de proteção no município.

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Outro destaque foi a separação da Rede Unificada de Proteção, criando estruturas independentes para atendimento de mulheres e do público infantojuvenil, medida que aprimora a atuação integrada entre Judiciário, Ministério Público e poder público municipal.

A comarca ainda promoveu debates sobre segurança digital e adultização infantojuvenil, por meio de palestras e ações educativas voltadas a pais, educadores e profissionais da rede de proteção.

Justiça Restaurativa como política permanente

Grupo de pessoas sentadas em círculo dentro de uma sala participa de atividade coletiva. No centro, há cartazes coloridos com palavras e um arranjo simbólico. O ambiente é fechado, com piso claro, e a dinâmica sugere escuta, diálogo e fortalecimento de vínculos.A atuação do Cejusc de Sorriso reforça o compromisso com uma Justiça mais humanizada. Apenas em 2025, foram realizados mais de 200 Círculos de Construção de Paz, especialmente em escolas da rede municipal e estadual, contribuindo para a prevenção de conflitos, o enfrentamento ao bullying e ao racismo e o fortalecimento dos vínculos comunitários.

As práticas da Justiça Restaurativa também foram incorporadas por secretarias municipais, como a Secretaria da Mulher e da Família e a Secretaria Municipal de Saúde, ampliando o alcance social das ações desenvolvidas pela comarca.

Gestão e trajetória institucional

Ao longo de seus 33 anos, a Comarca de Sorriso contou com a atuação de diversos magistrados na direção do foro, entre eles Jorge Ricobon, Paulo Roberto da Silva Pedroso, Edileuza Zorgetti Monteiro da Silva, Rodrigo Roberto Curvo, Lídio Modesto da Silva Filho, Wanderlei José dos Reis, Carlos José Rondon Luz, Ana Graziela Vaz de Campos Corrêa, Anderson Candiotto, Jacob Sauer, Érico de Almeida Duarte e Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade.

Foto Inauguração Casa do Aconchego: Assessoria Prefeitura de Sorriso.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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