CORRIDA AO PAIAGUÁS
Wellington abre vantagem, Jayme consolida segundo pelotão e Pivetta encurta distância na corrida pelo Governo de MT
Pesquisa do Instituto Paraná mostra senador do PL com 32,4%, seguido por Jayme Campos (23,4%) e Otaviano Pivetta (21,5%); espontânea revela eleitorado ainda disperso
A mais recente pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas aponta um cenário competitivo, porém com liderança clara do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026. No principal cenário estimulado, o parlamentar aparece com 32,4% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre os demais adversários.
Na sequência, o senador Jayme Campos (União) ocupa a segunda colocação, com 23,4%, formando um segundo bloco eleitoral, enquanto o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) surge logo atrás, com 21,5%, demonstrando capacidade de crescimento e mantendo a disputa aberta.
A médica Natasha Slhessarenko (PSD) aparece com 6,3%, enquanto 6,4% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não opinar, e 10% afirmaram intenção de votar em branco ou anular o voto.
Sem Jayme, Wellington dispara e Pivetta assume protagonismo
Quando o cenário é ajustado e Jayme Campos é retirado da disputa, Wellington amplia significativamente sua vantagem e atinge 43,1% das intenções de voto. Neste contexto, Otaviano Pivetta consolida-se como principal adversário, alcançando 28,1%, enquanto Natasha Slhessarenko soma 8,4%.
Mesmo com a polarização mais clara, o levantamento indica que 7,1% dos eleitores permanecem indecisos, e 13,2% ainda optariam por voto branco ou nulo, reforçando que o processo eleitoral segue longe de uma definição.
Confronto direto mantém vantagem do senador
No cenário de disputa direta entre Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta, o senador do PL mantém liderança confortável. Ele aparece com 48,6% das intenções de voto, contra 32,8% do vice-governador, indicando vantagem superior à margem de erro do levantamento.
Espontânea expõe força de Mauro Mendes e grande indecisão
Na pesquisa espontânea, em que os eleitores citam nomes livremente, o governador Mauro Mendes (União) — que não pode disputar a reeleição — foi o mais lembrado, com 8% das citações.
Em seguida aparecem Wellington Fagundes (3,6%), Otaviano Pivetta (3,5%) e Jayme Campos (0,9%). Também foram mencionados Janaina Riva (0,8%), Max Russi (0,3%), Cidinho Santos (0,2%) e Natasha Slhessarenko (0,1%).
O dado mais expressivo, porém, é o elevado índice de indefinição: 74,1% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar nenhum nome, evidenciando que a corrida eleitoral ainda está em estágio inicial.
Metodologia
A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 16 de dezembro de 2025, com 1.502 entrevistas presenciais em 61 municípios de Mato Grosso. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 2,6 pontos percentual
Veja gráficos Instituto Paraná Pesquisa
POLÍTICA MT
Proposta quer fortalecer saúde mental dos servidores públicos em Mato Grosso
O aumento dos casos de ansiedade, depressão e esgotamento emocional entre servidores públicos acendeu um alerta em Mato Grosso. Diante desse cenário, o deputado estadual Alex Sandro (Republicanos) apresentou na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei (PL) nº 581/2026, que propõe a criação de diretrizes para fortalecer a saúde mental, prevenir o adoecimento psicossocial e melhorar a qualidade de vida no ambiente de trabalho dos servidores estaduais.
A proposta apresentada durante sessão ordinária do último dia 13, prevê a criação de ações permanentes voltadas ao bem-estar emocional dos profissionais que atuam na administração pública direta, autárquica e fundacional do Estado. O texto destaca a necessidade de combater problemas como ansiedade, depressão, síndrome de burnout e outros transtornos relacionados ao ambiente de trabalho.
Segundo o deputado, o PL busca fortalecer políticas preventivas e garantir melhores condições de trabalho aos servidores públicos estaduais, promovendo valorização humana, qualidade de vida e maior eficiência no serviço público.
“Esse projeto é uma maneira de resgatar e minimizar as tensões que existem diante do trabalho excessivo do servidor público. Se esse servidor tem problemas, sejam eles quais forem, esse problema afeta lá na frente, pois esse servidor vai ter dificuldade em prestar um melhor serviço, não vai ter um bom desempenho no trabalho, e tornar a administração pública que já tão engessada e burocrática, se torne ainda mais pesada. Esse projeto é um meio do Governo atender essa demanda”, defendeu Alex Sandro.
Entre as diretrizes previstas no projeto estão a promoção de ambientes laborais mais saudáveis e humanizados, prevenção de riscos psicossociais, fortalecimento de políticas de valorização do servidor e incentivo à criação de mecanismos de acolhimento e orientação psicossocial.
A proposição também prevê campanhas educativas, ações de conscientização sobre saúde mental no serviço público e iniciativas de prevenção ao assédio moral e à violência psicológica no ambiente de trabalho.
Semana da saúde mental – Outro ponto previsto no texto é a criação da Semana Estadual de Promoção da Saúde Mental do Servidor Público, a ser realizada anualmente na semana do dia 10 de outubro. Durante o período, poderão ser promovidas palestras, seminários, rodas de conversa e campanhas educativas sobre prevenção do adoecimento ocupacional.
O parlamentar destaca ainda o crescimento dos casos de afastamento por transtornos emocionais no serviço público brasileiro, especialmente entre profissionais das áreas da Educação, Saúde e Segurança Pública.
A proposta cita ainda um levantamentos do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), que apontam aumento significativo nos afastamentos relacionados à ansiedade, depressão e esgotamento emocional entre os servidores da educação estadual.
O projeto cumpre agora pauta de cinco sessões e depois segue para análise nas comissões da Assembleia Legislativa antes de ser votada em plenário.
Fonte: ALMT – MT
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