AGRONEGÓCIO

Mais de 500 máquinas do Mapa beneficiam infraestrutura dos municípios mato-grossenses

Em Mato Grosso, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizou a entrega de mais 310 máquinas do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que contemplou as 142 prefeituras do estado. A entrega ocorreu nesta terça-feira (16) em Cuiabá e, com este novo repasse, Mato Grosso já totaliza mais de 500 máquinas e equipamentos disponibilizados pelo governo federal aos municípios.

Durante a cerimônia, o ministro Carlos Fávaro destacou que o Promaq integra o conjunto de políticas públicas retomadas no governo do presidente Lula, com foco em aumento de produtividade, modernização da infraestrutura municipal e redução das desigualdades regionais. “Este ano vamos chegar a 5 mil equipamentos entregues aos municípios brasileiros. É uma política estruturante, desenvolvida com o apoio de parlamentares, senadores e deputados federais. Só no estado de Mato Grosso já estamos nos aproximando de 500 equipamentos entregues nas mais diversas parcerias, incluindo emendas parlamentares,” afirmou.

O ministro ressaltou ainda que o Estado conta com o apoio direto de instituições parceiras. “Com a parceria da Universidade Federal de Mato Grosso, são aproximadamente 100 equipamentos, incluindo tratores. No total, são cerca de 500 equipamentos – tratores, máquinas da linha amarela, caminhões e implementos – entregues para Mato Grosso. Tudo isso para ampliarmos a capacidade de prestação de serviços à população mato-grossense e brasileira,” completou.

Nesta nova fase do programa, as prefeituras do estado receberam 310 máquinas, resultado de um investimento superior a R$ 157 milhões. Entre os equipamentos entregues estão tratores, motoniveladoras, pás-carregadeiras, retroescavadeiras, rolos compactadores e caminhões, que irão reforçar as ações de recuperação, manutenção e melhoria da infraestrutura municipal, essencial para a circulação da produção agropecuária e para o atendimento às comunidades rurais.

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Em Mato Grosso, estado de grande extensão territorial e com centenas de comunidades rurais que dependem diretamente de estradas vicinais, o Promaq desempenha papel estratégico no fortalecimento das cadeias produtivas, na garantia da mobilidade e na ampliação do acesso da população a serviços públicos essenciais.

O prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, que representou as prefeituras beneficiadas, ressaltou que o Promaq contribuirá para fortalecer a infraestrutura municipal em todo o estado, melhorando as condições de vida da população e ampliando o suporte ao desenvolvimento econômico local.

Já o prefeito de Pontal do Araguaia, Aldecino Lopo, destacou o impacto direto do programa no cotidiano dos municípios. “São máquinas que vão impulsionar o nosso desenvolvimento. Temos uma malha viária muito extensa, de estradas vicinais que precisam constantemente de manutenção. A ajuda do governo federal é fundamental, e o ministro Fávaro está garantindo que essas máquinas cheguem aonde são mais necessárias,” afirmou.

Na ocasião, o ministro Fávaro também ressaltou o sucesso do programa. “Esse programa é um tremendo sucesso em vários aspectos. O primeiro deles é o bom uso do dinheiro público. Esses equipamentos custaram, em média, de 33% a 37% menos do que o preço de mercado. Já temos ata no Ministério da Agricultura para 15 mil equipamentos. Uma motoniveladora que no mercado custa em torno de R$ 1,1 milhão foi adquirida, neste programa, por cerca de R$ 680 mil,” explicou.

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O ministro destacou ainda a qualidade dos equipamentos adquiridos. “O segundo grande destaque deste programa é a qualidade. Buscamos equipamentos resistentes, de boa durabilidade e com manutenção simples, para que não se tornem um peso para o poder público municipal. Já são quase 4 mil máquinas em operação no Brasil. Com recursos garantidos, chegaremos a 10 mil equipamentos e, com a parceria dos parlamentares, podemos alcançar 15 mil,” enfatizou Fávaro.

Ao finalizar, o ministro explicou que a distribuição das máquinas foi orientada pelas demandas locais. “O primeiro critério foi ouvir os prefeitos, entender o que era mais necessário. Também ouvimos vereadores e lideranças que estão na ponta, no dia a dia das comunidades. É assim que conseguimos promover melhorias concretas,” afirmou.

Fávaro acrescentou que, além das 310 máquinas entregues nesta etapa, outras iniciativas complementam o esforço do governo federal no estado. “Somam-se a isso mais 30 máquinas do programa Solo Vivo, voltado à recuperação de solos e à redução das desigualdades, além das entregas realizadas com recursos de emendas parlamentares e da parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso. Já ultrapassamos 500 máquinas entregues em Mato Grosso,” concluiu.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Cavalo é vendido por R$ 88 milhões em leilão de Nazário

O cavalo Inferno Sixty Six entrou para a lista dos animais mais valorizados da equinocultura brasileira após atingir avaliação de R$ 88 milhões durante um leilão realizado em Nazário, município localizado a cerca de 70 quilômetros de Goiânia. A negociação ocorreu durante a 5ª edição do JBJ Ranch & Família Quartista Weekend e reforçou o avanço de um mercado que vem movimentando cifras cada vez maiores dentro do agronegócio nacional.

A valorização ocorreu após a venda de 50% das cotas do garanhão por R$ 44 milhões. O acordo, fechado entre criatórios e investidores ligados ao segmento de genética equina, prevê pagamento parcelado em 55 vezes de R$ 800 mil. Com isso, o animal passou a figurar entre os mais caros já negociados no país.

O valor elevado reflete um movimento que vem transformando o mercado de cavalos esportivos no Brasil. Mais do que patrimônio rural ou símbolo de status, animais de genética superior passaram a ser tratados como ativos de alto valor econômico, capazes de gerar receitas contínuas por meio da comercialização de sêmen, embriões, coberturas e descendentes destinados às competições.

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Inferno Sixty Six é considerado um dos principais reprodutores da modalidade Rédeas, uma das categorias mais valorizadas do cavalo Quarto de Milha. Nascido em 2012, o garanhão reúne linhagens tradicionais da raça e já acumula mais de US$ 200 mil em premiações nas pistas norte-americanas. Seus filhos ultrapassam US$ 5 milhões em ganhos em provas internacionais, indicador que pesa diretamente na formação de valor desses animais.

O crescimento desse segmento acompanha a expansão da indústria do cavalo no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha mostram que a raça lidera o número de registros no país e sustenta boa parte das negociações envolvendo genética esportiva. O Brasil possui um dos maiores plantéis de Quarto de Milha do mundo, impulsionado principalmente pelas provas de Rédeas, Três Tambores e Laço.

A cadeia econômica ligada ao cavalo também ganhou relevância dentro do agro. Levantamentos do setor apontam que a equinocultura brasileira movimenta dezenas de bilhões de reais por ano, considerando criação, eventos, genética, nutrição animal, medicamentos, transporte, leilões e atividades esportivas. Além do impacto econômico direto, o segmento gera milhares de empregos e atrai investimentos cada vez maiores de produtores rurais e empresários.

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O próprio leilão em Goiás dá dimensão desse avanço. Segundo os organizadores, o evento movimentou aproximadamente R$ 257 milhões em apenas três dias, resultado que mais que dobrou o volume financeiro da edição anterior. Foram negociados animais, coberturas, embriões e cotas de reprodutores considerados estratégicos para o mercado internacional da raça.

A valorização dos cavalos de elite também acompanha a crescente profissionalização do setor. Hoje, avaliações genéticas, desempenho esportivo, fertilidade e histórico de produção passaram a ter peso semelhante ao de indicadores financeiros usados em outros segmentos do agronegócio.

Em meio à busca por genética de alta performance, o mercado brasileiro de cavalos esportivos se consolida como um dos mais dinâmicos do agro nacional e negócios como o de Inferno Sixty Six mostram que o setor já opera em um patamar bilionário.

Fonte: Pensar Agro

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