NACIONAL

Lançado guia sobre articulação intersetorial na educação integral

O Ministério da Educação (MEC) lançou o guia Articulação Intersetorial na Jornada Escolar de Tempo Integral, na Perspectiva da Educação Integral. O material reúne orientações e exemplos aplicados para o desenvolvimento de políticas intersetoriais de educação integral em redes municipais e estaduais.   

A cartilha foi desenvolvida a partir do documento de referência Articulação Intersetorial na jornada escolar de tempo integral na perspectiva da educação integral, também produzido pelo MEC, em parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e a Cátedra Unesco Unitwin – A Cidade que Educa e Transforma. O objetivo é apoiar equipes gestoras, secretarias de educação e escolas na construção de estratégias que integrem diferentes políticas públicas — como saúde, assistência social, cultura, esporte e meio ambiente —, ao currículo e ao cotidiano escolar, fortalecendo a ampliação do tempo, dos espaços e das oportunidades educativas.   

Durante webinário de lançamento do guia na segunda-feira, 8 de dezembro, a coordenadora-geral de Educação Integral e Tempo Integral do MEC, Raquel Franzim, explicou que o programa Escola em Tempo Integral é mais que um programa indutor de matrículas, mas conta também com eixos de assistência técnica aos entes subnacionais, entre eles, o eixo “entrelaçar”. “Essa palavra aparece diversas vezes no documento de referência e no guia, porque a escola pode muito, mas sozinha não dá conta de efetivar todos os direitos das crianças e adolescentes”, afirmou.  

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Com foco em experiências práticas, o webinário destacou como diferentes redes de ensino têm implementado ações conjuntas com outras políticas públicas para fortalecer a educação integral. Voltado a gestores, articuladores, coordenadores pedagógicos, dirigentes municipais e estaduais e demais profissionais da educação básica, o encontro reforçou o papel da intersetorialidade como elemento estruturante da educação integral, contribuindo para garantir o direito à aprendizagem, ao desenvolvimento pleno e à participação dos estudantes em múltiplas dimensões formativas.  

Escola em Tempo Integral – O programa fomenta a criação de matrículas em tempo integral (igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais) em todas as etapas e modalidades da educação básica. Essa medida proporciona a ampliação da jornada de tempo na perspectiva da educação integral e a priorização das escolas que atendem estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. O governo federal fornece assistência técnica e financeira, considerando propostas pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

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Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

MME destaca avanços do Programa Energias da Amazônia durante o Energy Summit 2026

O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta quinta-feira (25/6), do painel “O papel da Amazônia na Segurança Energética Brasileira”, realizado no evento Energy Summit 2026, no Rio de Janeiro.

Representando a pasta, a diretora de Transição Energética, Karina Araújo, apresentou os avanços, resultados e perspectivas do Programa Energias da Amazônia, uma das principais iniciativas estruturantes da política energética brasileira.

“O Energias da Amazônia reafirma a infraestrutura energética como vetor de inclusão social, desenvolvimento econômico e cidadania. Trata-se de uma política que conecta comunidades, promove oportunidades e posiciona a Amazônia no centro de um sistema energético mais resiliente, sustentável e justo”, afirmou.

Durante o debate, o MME destacou que o programa vem promovendo a transformação gradual dos sistemas isolados da região amazônica, historicamente dependentes da geração a diesel, por meio da adoção de soluções energéticas mais limpas, eficientes e alinhadas às necessidades locais.

Desde o lançamento, em 2023, o Programa vem avançando em diversas frentes. Entre os principais resultados apresentados pelo MME está o Chamamento Público nº 1/2024, que selecionou projetos voltados à redução do consumo de diesel e dos custos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).

A iniciativa prevê a hibridização de 29 usinas com inserção de geração solar associada a sistemas de armazenamento por baterias (BESS, na sigla em inglês), beneficiando 36 localidades e cerca de 652 mil pessoas. Ao longo da vida útil dos empreendimentos, estima-se a redução de 270 milhões de litros de diesel e de cerca de 800 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂), além de uma economia de R$ 857 milhões para a CCC. A implantação dos projetos terá início a partir de dezembro de 2026, com conclusão prevista até 2028.

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Outro destaque foi a realização do Leilão SISOL nº 1/2025, que viabilizou investimentos de R$ 312 milhões para atendimento de mais de 30 mil pessoas em regiões remotas dos estados do Pará e Amazonas. O certame contratou o primeiro projeto híbrido do setor com armazenamento em baterias, localizado em Jacareacanga (PA), combinando 18 MW de geração solar e 30 MW de capacidade de armazenamento, consolidando uma referência tecnológica para o país.

O Ministério também apresentou os avanços na interligação de localidades amazônicas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), medida que amplia a segurança energética, reduz custos sistêmicos e contribui para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

Entre os resultados alcançados estão:

  • Pará: mais de 90 mil pessoas beneficiadas com investimentos superiores a R$ 315 milhões. Novas obras em execução deverão atender mais 60 mil habitantes;
  • Amazonas: cerca de 160 mil pessoas atendidas, com investimentos já realizados de R$ 280 milhões;
  • Acre: interligações concluídas beneficiando aproximadamente 170 mil pessoas e proporcionando economia anual estimada em R$ 339 milhões;
  • Roraima: interligação estrutural concluída em 2025, conectando o estado ao SIN e beneficiando cerca de 650 mil habitantes, com redução anual estimada de 584 mil toneladas de CO₂ e economia de R$ 1,9 bilhão.
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Em maio de 2026, novas entregas realizadas no Pará ampliaram o acesso à energia limpa para mais de 60 mil pessoas, com a conclusão de obras nos municípios de Aveiro e Porto de Moz.

Segundo o MME, embora a interligação ao SIN seja uma estratégia fundamental para ampliar a segurança energética na região, a maior parte das localidades amazônicas demanda soluções descentralizadas, adequadas às características territoriais e socioeconômicas locais.

Nesse contexto, a politica publica tem avançado na implantação de sistemas híbridos com fontes renováveis e armazenamento de energia, além de minirredes e microrredes adaptadas às necessidades das comunidades. Também vem sendo fortalecida a integração entre a oferta de energia e atividades produtivas vinculadas à bioeconomia.

O painel reuniu representantes do governo, da sociedade civil e do setor de inovação energética.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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