AGRONEGÓCIO
Ministro Carlos Fávaro participa de encontro anual de exercício das SFAs
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por meio da Subsecretaria de Governança das Superintendências, organizou, a 3ª reunião de encerramento de exercício das Superintendências de Agricultura e Pecuária (SFAs), a qual contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. O evento ocorreu nesta quarta-feira (3) na sede da Pasta, em Brasília-DF.
Na ocasião, o ministro Carlos Fávaro destacou a importância estratégica das SFAs no fortalecimento das políticas públicas do Mapa e no contato direto com produtores rurais, setor produtivo e governos estaduais. “É com muita alegria que participo deste encerramento de exercício das Superintendências. As SFAs são o coração da execução das políticas do Mapa nos estados. Vocês fazem o Ministério acontecer na ponta, garantindo que cada ação chegue ao produtor rural e fortaleça nossa agropecuária”, afirmou.
Também evidenciou o esforço contínuo pela modernização e integração das atividades nas Superintendências. “Estamos construindo um Ministério mais moderno, mais digital e mais próximo das pessoas. Esse esforço conjunto, que envolve cada SFA, garante mais eficiência, transparência e segurança aos nossos processos”, completou.
Durante o encontro, o secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares, salientou o desempenho das Superintendências ao longo de 2025 por meio dos avanços estruturais, como a ampliação dos modelos regionais de manutenção, melhorias nos processos de gestão e a evolução do sistema de inspeção unificado entre municípios, estados e União. Ainda, reforçou que o Mapa vive um momento histórico de fortalecimento de pessoal, com a convocação de remanescentes e a autorização para novas chamadas de fiscais e técnicos, algo que não ocorria há mais de uma década.
Foram anunciados que o Mapa começará a convocar os remanescentes do Concurso Público Nacional Unificado. Serão chamados dez auditores fiscais federais agropecuários e 52 técnicos para ocupar vagas abertas. Além disso, o Ministério foi autorizado a chamar mais 25% do quadro, o que representa 50 novos auditores e 60 técnicos. Segundo Cleber Soares, a expectativa é concluir todas as nomeações até maio de 2025, com possibilidade de uma nova autorização para ampliar ainda mais as chamadas até junho de 2026.
O subsecretário de Governança das Superintendências, Raul Amaducci, evidenciou a criação da Subsecretaria que antes funcionava como coordenação-geral, representando um marco no fortalecimento institucional do Mapa. Segundo ele, a mudança ampliou a capacidade de gestão, permitindo um suporte maior aos superintendentes e consolida o reconhecimento do trabalho realizado pelas SFAs em todo o país. “Representa um avanço histórico. Saímos, desde 2004, de uma coordenação-geral para uma subsecretaria, o que fortalece o papel dos superintendentes e dá mais estrutura para que cada estado represente o Ministério com excelência. Esse crescimento só foi possível porque as SFAs têm mostrado competência, entrega e alinhamento com a gestão”, ressaltou.
O ministro Carlos Fávaro reforçou ainda a importância da unidade entre as superintendências para ampliar resultados.
Encontro Anual das SFAs
Durante esta semana, superintendentes e representantes das 27 Superintendências de Agricultura e Pecuária (SFAs) estão em Brasília-DF para participar da Reunião de Encerramento anual.
A Reunião contou com apresentações das Subsecretarias de Planejamento, Orçamento e Gestão (SPOA) de Gestão de Pessoas e Gestão do Conhecimento (SGP) e de Tecnologia da Informação (STI); como do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Consultoria Jurídica, Corregedoria; Assessoria Especial de Comunicação Social e Assessoria de Controle Interno.
Além do encontro desta quarta-feira, os representantes estão realizando um treinamento de mídia, oferecido pela Subsecretaria de Gestão de Pessoas e de Gestão do Conhecimento por meio da Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro).
Informações à imprensa
[email protected]
AGRONEGÓCIO
Safra recorde cobre consumo nacional, mas acende alerta contra superoferta
Com 99,5% da área colhida no Rio Grande do Sul, o Brasil consolidou sua autossuficiência na produção de arroz para o ciclo atual. O volume total colhido no País atingiu 10,6 milhões de toneladas, quantidade suficiente para cobrir com folga o consumo interno nacional, estimado em cerca de 10,5 milhões de toneladas anuais. No entanto, o clima de otimismo com o encerramento dos trabalhos no campo divide espaço com a preocupação de produtores e indústrias em relação ao avanço das importações de arroz em um momento de ampla oferta interna.
O Rio Grande do Sul é o motor absoluto da orizicultura brasileira, sendo responsável por cerca de 70% de todo o arroz produzido no País. Segundo dados atualizados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), as colheitadeiras já finalizaram os trabalhos em 888,2 mil hectares, de um total de 891,9 mil hectares plantados no estado.
Os trabalhos avançaram rapidamente nas últimas semanas, com várias regiões atingindo a totalidade da área colhida. O desempenho por região macroeconômica do estado mostra a consolidação da safra:
-
Zona Sul: 100% da área concluída (primeira região a fechar os trabalhos);
-
Planície Costeira Externa: 99,9%;
-
Campanha: 99,93%;
-
Planície Costeira Interna: 99,46%;
-
Fronteira Oeste: 99,25%;
-
Região Central: 99,21%.
Diante do cenário, a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do órgão gaúcho já considera os trabalhos de campo praticamente encerrados, restando apenas a consolidação final dos dados de produtividade por hectare.
Os números da atual safra confirmam a relevância estratégica do Brasil no mercado global de alimentos. Fora do continente asiático — que concentra os maiores produtores mundiais, como China e Índia —, o Brasil desponta como o maior produtor de arroz do planeta, figurando historicamente no Top 10 do ranking global do cereal.
De acordo com dados consolidados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o País exerce uma liderança folgada no bloco regional: responde sozinho por 37,4% de toda a produção de arroz da América Latina e do Caribe, além de liderar a produção dentro do Mercosul. O destaque brasileiro não decorre apenas da vasta área cultivada, mas sim dos ganhos constantes de produtividade nas lavouras sulistas.
Apesar dos números robustos que garantem a segurança alimentar do País, o setor orizícola acendeu o sinal de alerta. Entidades industriais, lideradas pelo Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC), apontam que a entrada adicional de arroz estrangeiro neste momento pode desequilibrar o mercado.
Segundo representantes do setor, a importação de arroz em períodos de colheita cheia e autossuficiência deprime os preços pagos ao produtor e compromete o escoamento da safra nacional. O argumento da indústria é de que a cadeia produtiva brasileira carrega um custo tributário, trabalhista e operacional muito superior ao de concorrentes estrangeiros, o que torna a competição desleal em momentos de excesso de oferta.
Embora defendam que a importação continue sendo uma ferramenta vital em momentos de catástrofes climáticas e quebras reais de safra para garantir o abastecimento da população, as entidades cobram que a compra de arroz de fora seja balizada por critérios exclusivamente técnicos e planejamento de longo prazo.
Como solução para mitigar os altos e baixos de preços que prejudicam tanto o agricultor na superoferta quanto o consumidor na escassez, o setor defende a criação de um planejamento integrado e multi-institucional. A proposta prevê a união de indústrias, produtores e órgãos públicos federais e estaduais para alinhar o volume de oferta ao consumo real do País.
Entre as medidas sugeridas, destaca-se o fortalecimento de políticas públicas por parte da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para orientar o planejamento agrícola. A ideia é usar subsídios e incentivos econômicos para estimular o produtor a diversificar suas áreas com outras culturas estratégicas quando o mercado de arroz estiver saturado. O objetivo final é construir um modelo econômico sustentável que garanta rentabilidade a quem produz, estabilidade para a indústria e preços justos nas gôndolas dos supermercados.
Fonte: Pensar Agro
-
POLÍTICA MT2 dias atrásDepois da polêmica envolvendo o SAMU, Pivetta envia outra mensagem polêmica à Assembleia com proposta de extinguir Ouvidoria; deputado Dr. João é contra medida
-
POLÍTICA MT3 dias atrásUnião inédita entre PL e PT em Cáceres redefine forças na Câmara Municipal
-
POLÍTICA MT4 dias atrásWellington admite força de Max Russi e reconhece impacto de possível candidatura ao governo de MT – veja o video
-
POLÍTICA MT3 dias atrás“CORJA, PETULANTE E DITADOR”: JÚLIO CAMPOS DETONA MAURO MENDES E DISPARA ” ELE ESTAVA QUEBRADO EM 2018 NÓS BANCAMOS A CAMPANHA DELE ” – Assistam
-
TCE MT2 dias atrásSérgio Ricardo esquece que é presidente do TCE, dá uma de deputado, é criticado nas redes e esculhamba internautas, inclusive mulher, chamando seguidora de “idiota” Veja prints
-
POLÍTICA MT3 dias atrásWellington aparece com 27%, Pivetta sobe para 20% e Jayme tem 14% em cenário embolado ao governo de Mato Grosso
-
POLÍTICA MT6 dias atrásAbilio e Pivetta ampliam investimentos em espaços esportivos de Cuiabá e entregam campo e quadra no Três Barras
-
SAÚDE4 dias atrásDenúncias contra gestão de hospital em Diamantino levantam suspeitas de favorecimento familiar e irregularidades
