MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Vendedor e veterinário são condenados mais de 55 anos por homicídio
O Tribunal do Júri da Comarca de Sorriso (399 km de Cuiabá) condenou o vendedor Matheus Augusto Drago Schnoor a 25 anos e 10 meses e o veterinário Richard Bortolo Junior a 29 anos e 2 meses de reclusão, ambos em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver praticados contra Everton Marcelo dos Passos.A decisão foi proferida na sessão plenária que iniciou na segunda-feira (17) e finalizou na terça-feira (18). Após mais de 16 horas de julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, da 2ª Promotoria Criminal de Sorriso, que sustentou a materialidade e autoria dos delitos.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), na madrugada de 7 de setembro de 2022, os réus mataram Everton Marcelo dos Passos em uma propriedade rural próxima ao Rio Lira, após um desentendimento banal.A vítima foi inicialmente atropelada, agredida com socos e pontapés, arrastada para a carroceria de uma caminhonete e levada até a zona rural, onde foi golpeada com instrumento cortante na região do pescoço, causando sua morte por esgorjamento (lesões cortantes na parte anterior ou lateral do pescoço). Em seguida, os acusados ocultaram o corpo, lançando-o no Rio Lira.O Conselho de Sentença reconheceu todas as qualificadoras apontadas na denúncia: motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de ocultação de cadáver. A pena foi fixada considerando a gravidade concreta dos fatos, o concurso de agentes e as consequências do crime, que causaram intenso sofrimento à família da vítima.“O Júri Popular reafirmou que a vida humana tem valor e que a traição, a crueldade e a covardia não encontram abrigo na consciência do povo de Sorriso. Prevaleceram, uma vez mais, a verdade e a justiça”, destacou o promotor de Justiça.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MP requer intervenção judicial no Sistema Autônomo de Água e Esgoto
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá) ajuizou uma Ação Civil Pública contra o Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e o Município, requerendo, em caráter liminar, a intervenção judicial na autarquia, com a adoção imediata de medidas de reestruturação para evitar o agravamento da crise administrativa, financeira e operacional do órgão.O Ministério Público também solicitou que a Justiça determine, em caráter de urgência, a realização de uma auditoria completa e a elaboração de um plano emergencial de ação e reestruturação, com metas e cronograma, no prazo de 90 dias. Além disso, requereu a nomeação de um interventor judicial para acompanhar e fiscalizar a execução das medidas, bem como a obrigação de o município reforçar o orçamento do SAAE para viabilizar a recuperação do sistema.A medida foi adotada após a identificação de problemas recorrentes na prestação do serviço, como interrupções frequentes no fornecimento de água, demora no restabelecimento e falhas na comunicação com a população. Também foram constatadas dificuldades no atendimento ao público e deficiências na estrutura do sistema.Um dos principais pontos apontados na ação é o crescimento da dívida do SAAE com a concessionária de energia elétrica, que já ultrapassa R$ 27 milhões. Segundo o Ministério Público, o aumento ocorreu após a ampliação do sistema de abastecimento sem o planejamento adequado para custear o elevado consumo de energia.De acordo com a apuração, a autarquia não implementou medidas suficientes para equilibrar as contas, como revisão tarifária, controle de despesas e aprimoramento da gestão, o que resultou no acúmulo de débitos e no comprometimento da capacidade financeira do serviço.A investigação também identificou falhas administrativas, como ausência de planejamento, desorganização interna e deficiência na transparência. O site oficial do SAAE, por exemplo, não disponibiliza informações atualizadas, dificultando o acompanhamento pela sociedade.Na área de pessoal, foi verificada a predominância de contratações temporárias, além de problemas na execução dos serviços e na gestão operacional.Outro ponto destacado é a ausência de registro adequado da dívida nos demonstrativos contábeis, o que comprometeu o planejamento financeiro e a transparência das contas públicas ao longo dos anos.Diante desse cenário, o Ministério Público busca na Justiça não apenas a reorganização do SAAE, mas também garantir equilíbrio financeiro, melhoria na gestão e continuidade na prestação do serviço essencial de abastecimento de água e expansão do serviço para coleta e tratamento de esgoto.Para o promotor de Justiça responsável pelo caso, a situação exige resposta imediata. “Não é aceitável que a população enfrente constantes interrupções em um serviço essencial em razão de falhas administrativas e falta de planejamento. A atuação do Ministério Público visa assegurar uma gestão eficiente, transparente e capaz de garantir o abastecimento regular de água para todos”, destacou Leandro Volochko.Autor da foto: Guilherme Favin.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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