TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Diálogos com as Juventudes: Judiciário avança com o projeto na rede pública de Rondonópolis
A Escola Estadual La Salle, uma das maiores da rede pública de Rondonópolis e fundada ainda em 1963, foi contemplada nesta quinta-feira (30) com o projeto do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) “Diálogos com as Juventudes”. A palestra foi ministrada pelo juiz Wanderlei José dos Reis, teve o objetivo de promover a aproximação e o diálogo entre atores do Poder Judiciário e as juventudes em discussões sobre direitos humanos e acesso à justiça.
Cerca de 100 alunos ouviram atentamente as lições do magistrado, que é coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, sobre cidadania, racismo estrutural e orientações para a vida em sociedade, como o exercício de direitos e deveres. Os estudantes também aprofundaram seus conhecimentos sobre a Constituição Federal e sua importância no seio social, bem como as formas de acessar o Poder Judiciário.
O Projeto Diálogos com as Juventudes foi idealizado pelo CNJ numa iniciativa de cooperação internacional com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), visando a engajar estudantes do Ensino Médio de escolas públicas em discussões sobre direitos humanos, acesso à justiça, arte, cultura, tecnologia, violência doméstica e racismo estrutural.
Em Rondonópolis o projeto está sob a responsabilidade do juiz Wanderlei José dos Reis, mestre, doutor e pós-doutor em direito, para quem a iniciativa “se reveste de grande importância na medida em que convida e exorta os adolescentes a refletirem sobre o seu papel na sociedade diante de temas importantíssimos do seu cotidiano e sobre as principais barreiras enfrentadas para acessar a justiça e se combater o racismo estrutural, por exemplo, buscando formar pessoas críticas e conscientes de direitos e deveres.”
Segundo o magistrado, a participação dos alunos na oficina foi excelente. “Sinto-me deveras honrado em ter recebido essa missão do CNJ, que, aliás, reflete também iniciativas pessoais que sempre tomei ao longo da minha carreira desde 2003 nas comarcas de Chapada dos Guimarães, Sorriso e aqui em Rondonópolis, em sair do gabinete e ir até as escolas e entidades sociais desenvolvendo projetos de interação da justiça comum e da justiça eleitoral com os estudantes e com a sociedade em geral. Assim, o Judiciário cada vez mais se aproxima da sociedade e dele se afasta a acusação de hermetismo.”
Para o diretor da Escola Estadual La Salle, Alex Frisselli de Oliveira Motta, “a escola ter sido premiada com a realização da oficina ‘Diálogos com a Juventude’ representa um reconhecimento significativo do seu compromisso com a formação do cidadão, os direitos humanos e o protagonismo juvenil. Esse tipo de iniciativa não apenas premia a escola, mas também a transforma em um espaço de escuta ativa, reflexão crítica e autonomia dos nossos alunos. Trazer temas como direitos humanos e acesso à justiça para dentro da escola é essencial para formar cidadãos conscientes, críticos e comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e democrática”.
Para o diretor, “os temas abordados não são apenas conteúdos teóricos – eles têm impactos diretos no cotidiano dos estudantes e ajudam a desenvolver valores fundamentais para a convivência social. Ao entender seus direitos e deveres, os alunos se tornam mais preparados para participar da vida pública, reivindicar melhorias e combater injustiças. Discutir acesso à justiça permite que os jovens compreendam como o sistema jurídico pode reproduzir ou combater desigualdades, e como eles podem ser agentes de transformação social.”
A professora Graciela Squarani da Silva Casagrande, ao falar da importância do evento disse que “representa uma grande oportunidade para nossos alunos conversarem e compreenderem como funciona o Poder Judiciário. É de total relevância trazer esse tema para dentro da escola, pois os alunos têm pouco conhecimento real de como funciona o Poder Judiciário e o acesso à justiça.”
Já para a professora Eda Cristiane Barros, que também participou da palestra do magistrado, “a escola se destaca em iniciativas educacionais, significa prestígio. Ficamos muito felizes por sermos premiados com essa oficina do Poder Judiciário que promove o entendimento sobre direitos, deveres e o funcionamento da justiça, formando cidadãos mais conscientes.”
A aluna Isabela Silveira Rocha Gonçalves de Farias, que assistiu a palestra, afirmou que “é uma honra tanto para a escola quanto para os alunos participarem desse evento, pois é muito importante informar e incentivar os jovens a conhecerem os direitos humanos, uma vez que esse conhecimento desenvolve a criatividade na juventude, levando a mesma a não ignorar ou amedrontar diante de situações que violam a integridade humana.”.
Também participante da oficina, a aluna Giovanna Beatriz Lemes Boff afirmou que “foi muito importante para nós, pois dessa forma somos ensinados a vivenciar de forma justa os direitos humanos, além de aprendermos e sermos conscientizados sobre o acesso à justiça. É de extrema importância o projeto para a nossa escola, pois temos um contato direto de aprendizagem com o tema proposto. Tivemos o prazer de estarmos com um grande juiz, doutor Wanderlei José dos Reis, que nos orientou a um olhar crítico e humano diante dos direitos humanos. Foi muito bom.”
Autor: Assessoria
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos
Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.
Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.
O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.
Direitos fundamentais e cidadania
Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.
O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.
Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.
Exército e Judiciário pela pacificação social
O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.
Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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