TECNOLOGIA
Universidades e institutos federais recebem reforço de R$ 200 milhões
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, anunciou nesta quinta-feira (25) um novo edital, no valor de R$ 200 milhões, para manutenção das universidades e dos institutos federais. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) vão permitir a recuperação de laboratórios, equipamentos e estruturas fundamentais ao funcionamento das instituições.
Segundo a titular do MCTI, o investimento é fundamental para fortalecer a ciência e a educação do Brasil. “Investir em manutenção de infraestrutura é investir em soberania científica, em saúde pública, em desenvolvimento regional e no futuro industrial do país”, afirmou. O anúncio foi feito durante a 207ª Reunião Ordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
As universidades e institutos federais são pilares da produção científica, da inovação tecnológica e da formação de profissionais que atuam em praticamente todas as áreas estratégicas do país. “Em dois anos, nós quadruplicamos a média anual de investimentos em universidades e institutos federais de ensino”, disse a ministra. Ela destacou que, no período de 2019 a 2022, os desembolsos médios do FNDCT anuais, executados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) a instituições de vinculação federal, limitaram-se a cerca de R$ 329 milhões. “No biênio de 2023 a 2024, esses desembolsos médios anuais alcançaram mais de R$ 1,3 bilhão.”
Ao longo das últimas décadas, essas instituições públicas foram responsáveis por avanços em saúde, energia, agricultura, meio ambiente, educação e tecnologia, sustentando, muitas vezes, políticas públicas de grande impacto social. “Com este edital, damos um passo concreto para proteger a pesquisa que transforma vidas”, destacou.
A ministra Luciana Santos ressaltou ainda a importância das instituições para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. Em 2023, o Brasil produziu cerca de 157 mil artigos, mantendo sua posição como um dos maiores produtores científicos globais.
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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