MATO GROSSO

Com apoio da Seaf e REM, sítio em Aripuanã cultiva mais de mil pés de cacau em apenas um hectare

Com apoio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e do Programa REM Mato Grosso (REDD Early Movers) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), o pequeno produtor Marcos dos Santos transformou a realidade do Sítio Estrela Seleste, em Aripuanã. A iniciativa permitiu o cultivo de 1.111 pés de cacau em uma área de apenas um hectare, promovendo renda e segurança para a família. O projeto é um dos 157 apoiados na Fase I do Programa REM MT, que reconhece os resultados do Estado na redução do desmatamento com recursos dos governos da Alemanha e do Reino Unido.

“Esse trabalho integrado entre o REM, a Seaf e a Empaer tem permitido que a agricultura familiar avance de forma estruturada em todas as regiões de Mato Grosso. Pequenos produtores estão transformando áreas degradadas em unidades produtivas, com geração de renda e permanência no campo com dignidade”, destacou a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.

Morador da propriedade desde a infância, Marcos dos Santos comprou o sítio dos pais há oito anos, com o sonho de manter suas raízes e construir ali sua família ao lado da esposa Aline Gomes. No início, as dificuldades foram muitas. Sem renda na terra, ele fazia serviços diários para vizinhos, até que teve acesso a R$ 50 mil por meio do REM, viabilizado com apoio da Seaf e assistência da Empaer.

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“A gente sempre tentou, mas não tinha recurso para montar uma irrigação ou fazer um tanque. Quando fomos contemplados, começamos a produzir e fazer o melhor possível”, lembra o produtor.

A cultura do cacau foi escolhida como atividade principal, utilizando a banana como sombreamento temporário até que as mudas estivessem fortes o suficiente para o sol pleno. O técnico em agropecuária da Empaer de Aripuanã, Walison Mendonça de Souza, explica que foram utilizadas variedades recomendadas pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), adaptadas à agricultura familiar e de fácil condução.

“Essas plantas têm cerca de três anos, o mais interessante é o tempo de vida delas. Em uma visita técnica em Rondônia vimos pés com 40 anos, ainda produtivos. Como é nativa da Amazônia, é uma cultura que oferece estabilidade no longo prazo, e esse é nosso caso”, explicou o técnico da Empaer.

Segundo ele, a assistência técnica da Empaer acompanha os produtores desde o preparo do solo até a comercialização, incluindo orientação sobre processamento, embalagem e venda em programas institucionais como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), que compra alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar, e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), que adquire produtos de pequenos produtores para distribuição a famílias em situação de vulnerabilidade.

“A gente chega em situações como a do Marcos, com pastagem degradada, e em pouco tempo transformamos em área produtiva, com renda real. Isso é gratificante”, destaca.

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Marcos e sua esposa valorizam o apoio técnico e acredita que sua dedicação foi reconhecida. “Quando comecei, nem sabia de onde vinha o cacau. Algumas mudas morreram, mas a Seaf fez a reposição e garantiu apoio contínuo. Acho que os técnicos viram que eu estava tentando, mesmo com pouca condição. Agora, estou conseguindo colher e planejar o futuro”, afirma. Ele sonha em ampliar a produção e envolver os filhos no trabalho, com a expectativa de futuramente investir também em produção de leite.

A parceria entre Estado, município e produtores tem gerado impactos reais em Aripuanã. De 2019 a 2025, os investimentos do Governo do Estado por meio da Seaf no município ultrapassam R$ 8 milhões, promovendo o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.

“O mais importante é que o produtor entenda que sua área é uma agroindústria rural. Quando ele percebe isso, começa a sonhar diferente, com mais renda e qualidade de vida. O apoio que temos do estado para fomentar e mudar a vida dessas pessoas é extraordinário”, afirmou, o secretário municipal de Agricultura, Antônio Mota.

Hoje, o Sítio Estrela Seleste representa mais do que uma propriedade produtiva, é símbolo de transformação e exemplo de como políticas públicas bem aplicadas podem mudar destinos.

“Com o comprometimento da família e o apoio certo, a agricultura familiar colhe resultados reais”, destacou a secretária Andreia Fujioka.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Controle de embarques e desembarques é instalado na linha Cuiabá – Santo Antônio de Leverger

A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) acompanha a implantação de um novo sistema de controle de embarques e desembarques na linha de transporte intermunicipal 023, que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger.

A medida, iniciada na quarta-feira (22.4), segue em fase de testes até este sábado (25) e consiste na instalação de duas catracas nos veículos que operam a linha: uma no embarque e outra no desembarque, sem impacto no valor da tarifa. O usuário continua pagando apenas uma passagem, fixada em R$ 8,00, sem qualquer tipo de cobrança em duplicidade.

A iniciativa tem como objetivo aprimorar o controle operacional do transporte intermunicipal, ao permitir a identificação da origem e do destino dos usuários, informação essencial para análise de demanda, otimização de rotas e monitoramento da capacidade do sistema.

Segundo o diretor regulador de Transportes e Rodovias da Ager, José Ricardo Elias, a medida leva em conta as características da linha, classificada como serviço rodoviário/semiurbano na Baixada Cuiabana, e atende a uma determinação da Mesa Técnica nº 07/2024 do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

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“Essa linha possui um caráter semiurbano, onde o sobe e desce de passageiros ocorre em pontos intermediários, o que dificultava o controle preciso dos destinos e do cálculo de subsídios públicos na tarifa de remuneração da operadora. A implantação das catracas, conforme determinado pelo Tribunal de Contas do Estado, resolve esse problema ao registrar o destino real do usuário no desembarque. Isso garante que a tarifa seja debitada com precisão e que o recurso público seja aplicado de forma justa, trazendo mais transparência, segurança ao planejamento e proteção ao passageiro”, explicou o diretor.

A previsão é que o novo sistema passe a operar de forma definitiva na linha a partir de 1º de maio. Durante o período de testes, a Ager determinou que o Consórcio Metropolitano de Transportes (CMT), responsável pela operação da linha, disponibilize fiscais para orientar os passageiros durante a fase de adaptação.

Como vai funcionar

No embarque, ao passar pela primeira catraca, o sistema registrará informações como local, horário e identificação do usuário, sem realizar a cobrança.

Já no desembarque, ao utilizar a segunda catraca, instalada próxima à porta traseira, o sistema identificará o destino da viagem e efetuará automaticamente o débito da tarifa, liberando a saída do passageiro.

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A porta central dos veículos permanecerá destinada exclusivamente ao embarque e desembarque de pessoas com deficiência, assegurando acessibilidade e segurança aos usuários.

A Agência reforça que o usuário continuará pagando apenas uma passagem, sem qualquer tipo de cobrança em duplicidade. Qualquer situação diferente deverá ser relatada à Ouvidoria da Ager, canal oficial para manifestações dos usuários dos serviços públicos, pelos telefones 0800 647 6464 (ligação gratuita) e (65) 99675-8719 (WhatsApp), pelo e-mail: [email protected] ou pelo site www.ager.mt.gov.br/ouvidoria

Fonte: Governo MT – MT

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