NACIONAL
Pesquisadores do Brasil publicam 2,5 mil artigos em acesso aberto
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), garantiu a publicação de mais de 2,5 mil artigos em acesso aberto e sem custos para os autores. A marca foi possível pela parceria com quatro editoras científicas, a American Chemical Society (ACS); o Institute of Electrical and Electronic Engineers Incorporated (IEEE); a Wiley; e a Royal Society Publishing (RSP), atendendo 2.215 autores de pelo menos 162 instituições de ensino superior de 25 estados brasileiros.
A iniciativa, em vigor desde abril de 2024, faz parte do Programa de Apoio à Disseminação de Informação Científica e Tecnológica (Padict) e ocorre por meio do Portal de Periódicos da Capes. Os objetivos são dar visibilidade e promover o acesso à produção científica e tecnológica nacional; assegurar a igualdade de oportunidades entre cientistas dos diferentes estados; e garantir a divulgação de pesquisas de qualidade realizadas no Brasil.

- “Acordo democratiza o acesso à produção científica brasileira”, diz Cientista Zila Sanchez. Foto: arquivo pessoal
O acordo com a Wiley garante aos pesquisadores brasileiros a publicação de artigos em acesso aberto de forma ilimitada a mais de mil revistas científicas, em formato híbrido. Na RSP, são dez periódicos da academia científica. No caso do IEEE, a isenção do pagamento da taxa abrange 217 revistas científicas e, na ACS, a publicação é gratuita para 84 periódicos. Com todas as editoras, o Portal de Periódicos mantém contratos para acesso, publicação e leitura do conteúdo disponível.
Uma das cientistas beneficiadas pelo programa é Zila Sanchez, professora de Saúde Coletiva e chefe do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Seu artigo, produzido em conjunto com outros cinco pesquisadores e que abordou o consumo de álcool em adolescentes, foi publicado na revista Drug and Alcohol Review, da editora Wiley, dos Estados Unidos, na quinta-feira, 18 de setembro.
Na avaliação da professora, a possibilidade de publicação em acesso aberto, sem custo para os autores, traz uma conquista relevante: a maior disseminação do conteúdo dos artigos, permitindo que qualquer pessoa no mundo possa ler o texto. “É uma forma de ampliar a visibilidade da nossa ciência e democratizar o acesso à produção científica brasileira”, destaca ela, beneficiada pelo acordo pela primeira vez.
Zila lembra que, antes da parceria da Capes com a editora, quando se conseguia publicar, sem custo, era em acesso fechado, o que dava menos visibilidade à produção. “Agora, para publicação em acesso aberto, além de não termos mais que pagar, como ocorria antes do acordo, conseguimos que o artigo seja lido por um maior número de pessoas”. Ela também enfatiza que as exigências de qualidade não foram alteradas — apenas foi removida uma barreira financeira, o que amplia as oportunidades de publicação em revistas de alto prestígio.
Portal de Periódicos – Criado em 2000, o Portal de Periódicos tem a participação de 452 instituições de ensino e pesquisa, o que representa um potencial de mais de seis milhões de usuários, entre professores, pesquisadores, funcionários e estudantes, com acesso à melhor produção científica internacional. A plataforma, um dos maiores acervos científicos virtuais do mundo, tem contribuído para o fortalecimento da pós-graduação no país e para a integração da comunidade científica brasileira.
Assessoria de Comunicação social do MEC, com informações da Capes
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
MME, IBRAM e Agenda Pública promovem entrega do Prêmio Municípios Mineradores 2026
O Ministério de Minas e Energia (MME) promoveu, nesta segunda-feira (18/5), o Prêmio Municípios Mineradores 2026, em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e a Agenda Pública. O evento é destinado a reconhecer municípios brasileiros que se destacam na boa prática minerária.
Em sua terceira edição, o prêmio teve como tema “Minerando Futuros”, com destaque aos municípios que transformam a mineração em instrumento de desenvolvimento social, econômico e institucional. O objetivo central é valorizar gestões municipais que apresentam resultados concretos em governança pública e na melhoria da qualidade de vida da população.
Os critérios para as avaliações foram os índices municipais em saúde, educação, proteção social, meio ambiente, finanças públicas, infraestrutura, desenvolvimento econômico e gestão pública.
Representando o MME, a secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt, afirmou que o principal destaque do setor é uma mineração focada em pessoas.
“A mineração só faz sentido quando serve às pessoas. Reconhecer municípios que focam em transformar a atividade mineral em desenvolvimento social, geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida é fortalecer um setor mais responsável, sustentável e alinhado ao futuro que queremos construir”, afirmou.
Como parte da banca avaliadora, o evento reforça o compromisso do MME no incentivo à promoção de uma mineração ambientalmente sustentável e capaz de contribuir para o desenvolvimento dos municípios brasileiros, estimulando boas práticas de gestão e o uso estratégico dos recursos minerais em benefício da população.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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