AGRONEGÓCIO
Ministro Fávaro realiza entrega de máquinas e lança programa Solo Vivo no Amapá
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, estará no Amapá nesta sexta-feira (5), a partir das 10h, ao lado do ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e do governador do estado, Clécio Luís. A comitiva representa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma série de compromissos voltados ao fortalecimento do setor agropecuário local.
No evento serão tratados temas estratégicos como o Plano Safra, microcrédito, inovação e tecnologia para o produtor, além da entrega de equipamentos e do lançamento do Programa Solo Vivo no Amapá.
A agenda reforça o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento do Amapá, que passa a contar com novas oportunidades a partir do fortalecimento da produção agropecuária e da inserção do estado na rota de exportações.
Durante a visita, também serão discutidos os impactos do cenário internacional para o setor, bem como as perspectivas de expansão do mercado para os produtos brasileiros.
“Amapá agora que é rota de exportação, tem uma logística espetacular, tá chegando a agropecuária agora com toda força, com a titulação das terras, isso gera oportunidades”, destacou o ministro Fávaro.
SOLO VIVO
Idealizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o programa Solo Vivo visa à recuperação de solos degradados para aumentar a produtividade e a competitividade dos agricultores familiares. O objetivo é reduzir as desigualdades na produção rural. O programa já foi realizado em Mato Grosso, beneficiando 10 assentamentos. Agora, o Solo Vivo chega ao Amapá.
PROMAQ
O Promaq tem como objetivo impulsionar a produção agropecuária brasileira por meio do incentivo à mecanização agrícola, com ações voltadas para modernizar as atividades no campo, aumentar a eficiência produtiva e melhorar a qualidade de vida dos agricultores.
SERVIÇO
Entrega de máquinas e lançamento do programa Solo Vivo
Data: 5 de setembro (sexta-feira)
Horário e local:
10h – Mutirão de Microcrédito e Diálogos com Governo Federal sobre Plano Safra para a Agricultura Familiar. No Palco Afro-Amapaense – Pavilhão Amapalidade
16h – Cerimônia de Entregas do Governo Federal no Estado do Amapá como equipamentos por meio do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) e do lançamento do Programa Solo Vivo no estado do Amapá; e Diálogos sobre o Plano Safra Empresarial com os Empresários do Agronegócio Local: Auditório Aquário – (Espaço Amapá AgroSummit) – Pavilhão da Inovação e Tecnologia
Informações à imprensa
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AGRONEGÓCIO
Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado
A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.
O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.
Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.
A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.
A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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