ECONOMIA

Fortalecimento das relações entre Brasil e Panamá pode gerar investimentos em saúde e defesa

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O ministro em exercício do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, destacou nesta quinta-feira (28/8) que o avanço nas negociações de acordos entre Brasil e Panamá poderá resultar em investimentos concretos nas áreas da saúde e defesa.

São temas que integram a Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial conduzida pelo governo federal, que prevê investimentos para fortalecer diferentes setores, como o complexo industrial da saúde.

Durante seminário “Construindo Pontes para o Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe: Diálogo Brasil-Panamá”, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Marcio Elias Rosa ressaltou a importância de investimentos para o desenvolvimento de insumos, equipamentos médicos, hospitalares e vacina.

Os dois países assinaram, nesta quinta-feira, acordos nas áreas de portos, agricultura e saúde e ampliaram parcerias comerciais e reforçaram a cooperação ambiental. Os atos ocorreram durante a visita oficial do presidente do Panamá, José Raúl Mulino, ao Brasil.

Márcio Elias Rosa ressaltou também a importância de uma política industrial firme que assegure um ambiente jurídico e normativo que favoreça investimentos e avanços em acordos bilaterais e regionais. Brasil e Panamá negociam um Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI). O ministro em exercício também apoiou a celebração de um acordo entre Mercosul e o Panamá, em um segundo momento.

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Mercosul

Em dezembro do ano passado, foi formalizado, durante a 65ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Montevideu, no Uruguai, o ingresso do Panamá no bloco como membro associado. À época, foi firmado um Acordo de Complementação Econômica (ACE nº 76) com aquele país.

O documento representa avanço significativo na integração comercial na América Latina, uma vez que permite ampliar o acesso a novos mercados e impulsionar os intercâmbios comerciais de empresas brasileiras. Além disso, favorece a eliminação de barreiras tarifárias e a facilitação do comércio com o Panamá, um mercado estratégico na América Central. Atualmente, o país representa 35% das exportações brasileiras à América Central.

O Panamá foi primeiro país da América Central a vincular-se ao Mercosul, na condição de estado associado. O Brasil foi o 15º maior usuário do Canal do Panamá em 2024, havendo grande margem para o aumento desse fluxo.

Comércio

Em 2024, o comércio entre os dois países atingiu US$ 920 milhões.  De janeiro a julho de 2025, o comércio bilateral alcançou US$ 899,2 milhões. As exportações brasileiras somaram US$ 890,2 milhões, enquanto as importações foram de US$ 9 milhões, resultando num superávit brasileiro de US$ 881,2 milhões.

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Entre os principais produtos exportados para lá, estão óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos); outros medicamentos, incluindo veterinários; máquinas de processamento automático de dados e suas unidades, para registrar dados, leitores magnéticos ou óticos; veículos automóveis de passageiros, entre outros.

Já nas importações do Panamá para o Brasil, estão itens como resíduos de metais de base não ferrosos e de sucata; máquinas e aparelhos elétricos; instrumentos e aparelhos de medição, verificação, análise e controle, entre os principais.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

MDIC abre participação social para definir ações de melhoria regulatória até 2030

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) convida cidadãos, setor produtivo, órgãos públicos, instituições acadêmicas e entidades da sociedade civil a contribuir para a definição das ações que vão orientar a melhoria regulatória no país nos próximos anos. As contribuições podem ser enviadas até 18 de setembro, pela plataforma Brasil Participativo

Os interessados podem participar da Tomada Pública de Subsídios para a elaboração do Plano de Ações 2027-2030 da Estratégia Nacional de Melhoria Regulatória. A iniciativa é conduzida pelo Comitê Gestor do Programa de Fortalecimento da Capacidade Institucional para Gestão em Regulação (PRO-REG) e amplia a participação da sociedade na definição das prioridades da agenda regulatória.

As contribuições poderão incluir propostas de ações relacionadas aos objetivos específicos estabelecidos pela Estratégia Nacional de Melhoria Regulatória. A participação de diferentes setores da sociedade busca reunir experiências, demandas e sugestões capazes de contribuir para o fortalecimento da qualidade da regulação e o aprimoramento do ambiente de negócios no país.

As sugestões recebidas serão analisadas pela Secretaria-Executiva do PRO-REG e poderão subsidiar a elaboração da proposta do Plano de Ações 2027-2030. O documento seguirá posteriormente para apreciação do Comitê Gestor.

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A participação social é uma etapa importante para construir uma agenda regulatória alinhada às necessidades do Estado, do setor produtivo e da sociedade. As contribuições ajudam a identificar prioridades e a definir ações para tornar a regulação mais eficiente, previsível e adequada aos desafios dos próximos anos.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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