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Cejusc do Superendividamento regulariza situação financeira com atendimento multidiciplinar

Arte gráfica com fundo branco. Centralziado, em letras garrafais em azul está escrito CEJUSC. Abaixo, escrito em cinza: Centro Judiciário de Solução de Conflitos - SuperendividamentoConsumidores ou municípios mato-grossenses que estejam em situação de superendividamento (impossibilitados de pagar a totalidade de suas dívidas, sem comprometer seu mínimo existencial) têm à disposição um canal para solucionar as demandas de forma pacífica. O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Superendividamento é a unidade judiciária do TJMT que realiza audiências conciliatórias e sessões de mediação para repactuação de dívidas e reorganização orçamentária de pessoas em situação de endividamento.

O Cejusc do Superendividamento tem competência para realizar audiências de conciliação ou sessões de mediação em processos e reclamações pré-processuais em todo o estado de Mato Grosso.

Vantagens

A unidade conta com contadores credenciados que identificam e atualizam a situação financeira dos consumidores endividados. A vantagem deste auxílio está na elaboração de um planejamento financeiro, com a construção de uma proposta de plano de pagamento.

O Cejusc do Superendividamento atua de forma multidisciplinar, por oferecer ao consumidor atendimento psicossocial, que inclui também roda de conversa por meio de círculos de construção de paz com temas sobre autoestima e educação financeira e realização de audiência de conciliação.

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Os atendimentos realizados pelos contadores e pela equipe psicossocial ocorrem somente nos casos das reclamações pré-processuais. Já nos casos judicializados, a manifestação do interesse deve ser feita junto ao processo, no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe).

Como acessar?

Ao solicitar auxílio do Cejusc do Superendividamento, será feito o encaminhamento do formulário socioeconômico. Posteriormente, serão solicitados todos os documentos referentes às informações das dívidas. Após o cadastro no sistema PJe, os autos são distribuídos ao setor psicossocial e aos contadores. Com a apresentação do plano de pagamento, será feito o agendamento de audiência de conciliação ou sessão de mediação para repactuação de dívidas e reorganização orçamentária, a qual será conduzida por um facilitador(a) capacitado. Na ocorrência de um acordo, o que for decidido entre os envolvidos é homologado pelo juízo responsável.

A Unidade Judiciária foi criada pela Portaria n.º 06/2023–NUPEMEC–PRES. Atualmente, o Cejusc do Superendividamento é coordenado pela juíza Hanae Yamamura de Oliveira. As demandas são atendidas por mediadores ou conciliadores capacitados, realizadas entre as 12h e 18h.

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Contatos do Cejusc do Superendividamento

O serviço pode ser requisitado pelo link disponível no site do TJ, página do NUPEMEC – Registro de Atendimento Superendividamento: https://forms.office.com/pages/responsepage.aspx?id=EWkIRpWxLE-2ygeUPA4ayjB3FWFQrJ5LuehVLhKWmCpUQjFaUzFTUDdPSVZSU1ZNRlY2ODBQQjVQVi4u&origin=lprLink&route=shorturl

Telefone: (65) 99342-2157

E-mail: [email protected]

Ou de forma presencial, no Fórum de Cuiabá.

Autor: Priscilla Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Expedição Justiça Sem Fronteiras marca recomeços com divórcio e casamento em Palmarito

A 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras transformou histórias e realizou sonhos na comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade (594 km de Cuiabá).
Enquanto a dona de casa Juscilene Massaré, de 48 anos, conseguiu oficializar o divórcio que aguardava há dois anos, o casal Edalina Tomicha e Cornelho Neto deu entrada no casamento civil após cerca de 30 anos de convivência.
Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras leva serviços de cidadania, orientação jurídica e acesso à Justiça para comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.
Um novo começo
Separada de fato há dois anos, Juscilene conta que desejava formalizar o divórcio desde o fim do relacionamento, mas as dificuldades financeiras e a rotina de trabalho impediram que ela buscasse a regularização. A solução veio por meio de uma audiência realizada por videoconferência. Embora o ex-marido não estivesse em Palmarito, ele participou do ato de forma remota e confirmou sua concordância com o divórcio.
“Assim que ele saiu de casa eu já queria resolver isso, mas não foi possível. Eu trabalhava muito, tinha meu filho menor para cuidar e não tinha condições de viajar. Eu ficava muito triste com essa situação. Então, conseguir resolver isso hoje é só felicidade”, afirmou.
A assessora de gabinete Juliana de Paula relata que a conciliação permitiu resolver rapidamente uma situação que poderia levar meses para ser concluída.
“Ela nos procurou informando que já estava separada de fato há dois anos e que o ex-cônjuge concordava com o divórcio. Como ele não estava presente, realizamos uma audiência por videoconferência com a participação do magistrado e do defensor público. Em menos de uma hora conseguimos resolver uma situação que poderia levar meses para ser concluída”, detalhou.
O sonho do casamento
Se para Juscilene o momento representou o encerramento de um ciclo, para Edalina Tomicha e Cornelho Neto simbolizou a realização de um sonho antigo. Moradores da comunidade, eles aproveitaram a passagem da expedição por Palmarito para dar entrada na habilitação do casamento civil.
“Nós somos moradores daqui e, quando ficamos sabendo dos atendimentos, viemos. Eu me sinto muito feliz. Faz muito tempo que ele fala sobre nos casarmos no civil”, contou Edalina.
“Eu amo minha mulher e quero casar com ela. Essa oficialização tem um valor muito grande para nós”, completou Cornelho.
A assessora jurídica da Defensoria Pública Patrícia Costa Campos explica que muitas pessoas deixam de formalizar a união por dificuldades financeiras ou pela distância dos serviços públicos. “Eles estão juntos há cerca de 30 anos, construíram uma família e uma história de vida na comunidade. Muitas vezes as pessoas não formalizam a união por falta de condições financeiras ou de acesso aos serviços. Para nós é uma alegria poder contribuir para que esse desejo seja realizado”, pontuou.

Próximas etapas
A programação da Expedição Justiça Sem Fronteiras segue para o distrito de Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade, nos dias 14 e 15 de junho.
A última etapa será realizada no distrito de Vila Picada, em Porto Esperidião, nos dias 17 e 18 de junho.

Autor: Emily Magalhães

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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