NACIONAL
Viagem ao centro da Terra: Geoparques da Unesco revelam a história do planeta no Salão do Turismo
Imagine poder caminhar por um lugar e, a cada passo, desvendar um capítulo da história do planeta Terra. Pois essa é a experiência que os Geoparques Mundiais da UNESCO oferecem. Longe de serem apenas parques, eles constituem territórios com valor geológico de importância internacional, onde a história do mundo se conecta com a cultura e a vida das comunidades locais. O Brasil, detentor do maior número de geoparques na América Latina, traz toda essa riqueza para o Salão do Turismo, em São Paulo (SP).
Os geoparques integram a chamada “Tríplice Coroa” da UNESCO, ao lado das Reservas da Biosfera e dos Patrimônios da Humanidade. Para receber este selo, um território precisa ter uma história geológica única no planeta. “O que a gente está fazendo é contando a história do planeta Terra. E o geoparque é um capítulo dessa história”, explica Eduardo Guimarães, presidente da Rede Brasileira de Geoparques da UNESCO. Hoje existem 229 geoparques em 50 países, sendo seis deles no Brasil, atraindo, juntos, mais de 3,5 milhões de visitantes por ano.
Cada geoparque brasileiro conta uma história única. O pioneiro, o Geoparque Araripe (CE) – o primeiro do Hemisfério Sul – é famoso por seu patrimônio de fósseis. Já o Caminhos dos Cânions do Sul (SC/RS) é o único do país que inclui área de praia. No Nordeste, o Seridó (RN) revela uma paisagem completamente diferente, enquanto o Rio Grande do Sul possui dois geoparques: Caçapava e Quarta Colônia. O mais recente a receber o selo foi o de Uberaba (MG).
Pela segunda vez consecutiva, todos os geoparques brasileiros estão no Salão do Turismo, que acontece de 21 a 23 de agosto. “Estar no maior evento de turismo do Brasil é uma vitrine muito importante, onde temos a possibilidade de apresentar os territórios como experiências únicas dentro do nosso país”, acrescenta Eduardo Guimarães.
Para ele, o evento é a chance de mostrar um novo modelo de turismo, o geoturismo, que une ciência, história e a vivência em comunidades locais. Os visitantes do Salão podem conhecer de perto a riqueza destes destinos e entender por que eles são considerados verdadeiros tesouros do planeta.
REGIÃO SUL – O Sul do Brasil é a região com a maior concentração de geoparques no país. O Quarta Colônia (RS), localizado no coração do estado e terra dos dinossauros mais antigos que habitaram o planeta, proporciona aos visitantes explorar um museu de paleontologia e vivenciar a cultura dos imigrantes italianos e alemães.
Já no Pampa Gaúcho, o Geoparque Caçapava, conhecido como a “capital gaúcha da geodiversidade”, surpreende com rochas de mais de 500 milhões de anos e uma curiosidade: um forte turismo ufológico, inspirado na figura emblemática do “E.T. Caçapavano”.
Na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul impressiona com o maior conjunto de cânions da América Latina e um atrativo pré-histórico fascinante: as paleotocas, tocas escavadas por preguiças e tatus gigantes há mais de 10 mil anos, onde ainda é possível ver as marcas de suas garras.
REGIÃO SUDESTE – No Sudeste, o Geoparque Uberaba (MG) se destaca por seus três pilares, que unem história, ciência e fé. O território é mundialmente conhecido pela saga do gado Zebu, que transformou a cidade em referência do agronegócio, com fazendas centenárias e a maior feira do setor no mundo.
A religiosidade é outro ponto forte, com o legado do médium Chico Xavier, que viveu e foi sepultado na cidade, atraindo milhares de visitantes ao seu memorial e museu. O terceiro pilar são os dinossauros, em um sítio paleontológico apelidado de “cemitério dos fósseis”, pela impressionante qualidade de preservação do material encontrado, o que facilita a identificação e o estudo desses gigantes pré-históricos.
PARCERIA – O 9º Salão do Turismo: Conheça o Brasil, a maior vitrine do turismo brasileiro, é promovido pelo Ministério do Turismo em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal de São Paulo. O evento conta, ainda, com o apoio do SESC , SENAC , Sebrae , além de parceiros como Embratur, Itaipu Binacional, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Ideb: Alagoas inicia análise de resultados nas redes
O Ministério da Educação (MEC) iniciou o Brasil Aprende+, estratégia nacional criada para apoiar os estados, os municípios e o Distrito Federal na transformação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 em ações de melhoria da aprendizagem. A iniciativa orienta as redes a analisar os dados, identificar desafios, definir prioridades e elaborar planos de ação de acordo com a realidade de cada território.
A mobilização será desenvolvida em oito etapas, que vão da análise dos resultados ao acompanhamento das ações realizadas pelas escolas. O encontro realizado na terça-feira (25) reuniu o MEC, a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc/AL), a presidência estadual da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de secretários e representantes técnicos dos municípios alagoanos. O objetivo foi apresentar a estratégia nacional e os materiais que serão disponibilizados, bem como aprofundar a discussão sobre os indicadores de aprendizagem, com foco no ensino fundamental.
Durante a reunião, a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Infantil, Fundamental e Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc), Fabiana Dias, destacou a evolução dos resultados educacionais do estado e reforçou o compromisso da secretaria em ampliar os avanços na aprendizagem dos estudantes. Ela também colocou a Seduc à disposição para colaborar com as redes representadas e ressaltou a importância da iniciativa apresentada.
Representando a Undime, Neilton Nunes destacou a importância da mobilização dos municípios para a melhoria da aprendizagem e avaliou que os resultados do Ideb refletem o trabalho realizado pelas redes, que passaram a analisar seus dados e identificar caminhos para avançar. Ele ressaltou ainda o esforço conjunto de dirigentes municipais, professores, equipes pedagógicas, gestores escolares e estudantes na construção dos resultados alcançados por Alagoas.
A estratégia será apresentada em 27 encontros técnicos estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Ao longo do processo, as redes terão acesso a ferramentas, painéis de dados e materiais para apoiar gestores, coordenadores pedagógicos e professores na implementação e no acompanhamento das ações.
Alagoas – De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental de Alagoas passou de 6 para 6,4 nos anos iniciais e de 5 para 5,3 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 4,1 para 4,3. Na rede pública do estado, o resultado passou de 5,7 para 6,3 nos anos iniciais; de 4,8 para 5,1 nos anos finais; e de 4 para 4,2 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Os dados serão utilizados como ponto de partida para o trabalho do Brasil Aprende+ no estado. A partir da análise dos resultados, as redes serão apoiadas na identificação dos principais desafios de aprendizagem e na construção ou revisão de seus planos de ação. Os documentos deverão definir prioridades, estratégias e resultados esperados com base nas evidências de cada território.
Para os municípios prioritários, o MEC disponibilizará ainda uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), destinada ao detalhamento das ações relacionadas à recomposição das aprendizagens.
Ideb Nacional – Entre 2023 e 2025, o Ideb nacional também avançou nas três etapas avaliadas, considerando as redes públicas e privadas. Em uma escala de 0 a 10, o índice passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio.
Considerando apenas a rede pública, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1 para 4,3 no ensino médio. Com esses resultados, o país alcançou, nas três etapas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Brasil Aprende+ – Entre os instrumentos previstos pelo Brasil Aprende+ está uma caixa de ferramentas, com painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino, materiais orientadores, guias e ferramentas para gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores.
Ainda em agosto, o painel de priorização vai disponibilizar dados de todas as escolas do país. A ferramenta permitirá comparar os resultados de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025, ajudando a identificar escolas com resultados baixos, queda ou estagnação no desempenho.
Na segunda semana de setembro, será realizado o Dia D, mobilização nacional para apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede poderá escolher a data, entre 8 e 11 de setembro, para reunir gestores, coordenadores pedagógicos e professores, analisar o desempenho dos estudantes, identificar lacunas de aprendizagem e definir prioridades.
Depois do Dia D, cada escola será estimulada a elaborar seu próprio plano de ação, conectado à realidade da unidade e integrado ao planejamento da rede. O trabalho será acompanhado ao longo do ano, com apoio do MEC na análise das evidências e no direcionamento de formação, apoio técnico e financeiro e outras políticas e programas, conforme os desafios identificados.
O Brasil Aprende+ integra o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, política construída em colaboração com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime para apoiar os entes federativos na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica. A iniciativa busca contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade na educação.
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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