NACIONAL
MEC lança curso para formação docente do ensino médio
O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), tem ampliado as ações do Pé-de-Meia, programa voltado a estimular a permanência de estudantes no ensino médio e a reduzir a evasão escolar. Entre essas iniciativas está o lançamento do Mais Ensino Médio, curso de 180 horas para formação de professores, que une fundamentos teóricos, práticas interdisciplinares e temas contemporâneos, alinhados à proposta pedagógica do programa.
“Ao investir na formação docente, estamos investindo na qualidade da educação como um todo”, afirma a coordenadora-geral de Formação de Professores da Educação Básica, Lucianna Magri.
O curso Mais Ensino Médio já está disponível na plataforma AVAMEC e traz um desenho de currículo em espiral como estratégia para a formação continuada e em serviço, evitando repetições exaustivas de conteúdos já conhecidos pelos docentes e privilegiando a atualização e o aprofundamento crítico, a partir de metodologias de reconhecimento, intervenção produtiva e estudos de caso.
Nele, o percurso formativo começa com reflexões sobre a história do campo do currículo e o sentido político das reformas curriculares, passando pelo estudo da Política Nacional do Ensino Médio (PNAEM), além de conteúdos sobre didática, avaliação, diretrizes, objetivos e competências.
Entre os módulos do curso, há um voltado para a cultura digital. Nele, os professores são convidados a compreender os conceitos, impactos e aplicações da digitalização na sociedade, na educação e no mundo do trabalho. Essa abordagem está alinhada às ações da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), que visa promover a conectividade com fins pedagógicos, garantindo infraestrutura adequada, formação de professores e o uso efetivo das tecnologias digitais no cotidiano escolar. O curso contribui para a implementação da Enec ao preparar os educadores para atuar em um contexto digitalizado, utilizando as tecnologias de forma significativa e intencional nos processos de ensino e de aprendizagem.
Na segunda etapa, o curso se aprofunda em práticas interdisciplinares e no estudo de temas relevantes para as quatro áreas do conhecimento da formação geral básica, como ancestralidade, territorialidade e crise climática. Também são abordadas pautas contemporâneas, como as apostas esportivas (bets) e seus impactos econômicos e sociais.
Dessa forma, o material atravessa temas fundamentais da prática docente na PNAEM como contextualização, interdisciplinariedade e justiça curricular, e finaliza aprofundando-se nas questões da cultura digital, da permanência dos jovens na escola e do programa Pé-de-Meia.
“O curso Mais Ensino Médio e os cursos complementares, por área de conhecimento, que serão lançados brevemente, se somam também ao curso de especialização Gestão da Escola Pública de Ensino Médio (Gepem). Este apoio do MEC visa a formação dos profissionais das redes públicas de ensino para a implementação da Política Nacional de Ensino Médio”, afirma Valdirene Alves de Oliveira, coordenadora-geral de Ensino Médio.
O curso pode ser concluído em, no mínimo, 45 dias. Há possibilidade de obtenção de certificado de especialização, mediante aproveitamento de estudos, pelo Centro de Educação Aberta e a Distância da Universidade Federal do Piauí.
Próximos passos – No dia 15 de outubro, serão lançados dois novos cursos: Mais Ciências Humanas e Sociais (MAIS CHSA) e Mais Ciências da Natureza e suas Tecnologias (MAIS CNT).
O primeiro vai tratar de temas como lugar, identidade e pertencimento, unindo conteúdos clássicos das ciências humanas e sociais a discussões contemporâneas e perspectivas decoloniais. O segundo integra conteúdos de biologia, física e química, conectando-os a temas atuais e à relação entre ciência, tecnologia e sociedade.
Ainda neste ano serão disponibilizados outros dois cursos: Mais Linguagens e suas Tecnologias e Mais Matemática e suas Tecnologias, que terão detalhes divulgados em breve.
Segundo Maria Luiza Sussekind, consultora da OEI e curadora dos projetos, as formações foram pensadas para atualizar e valorizar o trabalho docente: “São cursos construídos coletivamente, que dialogam com a realidade das escolas e ajudam a implementar os itinerários formativos do novo ensino médio.”
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados
As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop.
A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.
A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação.
Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares.
Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná.
Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo.
O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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