NACIONAL

Carnaval do Rio de Janeiro e Axé-music recebem reconhecimentos federais pela importância cultural no Brasil

Agora é Lei! O Carnaval do município do Rio de Janeiro foi reconhecido como manifestação da cultura nacional, e o Axé-Music, tradicional ritmo da Bahia, terá uma data comemorativa: 17 de fevereiro!

As leis, de autoria das deputadas federais Laura Carneiro e Lídice da Mata, respectivamente, foram sancionadas pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (06.08), em Brasília (DF), durante uma cerimônia com autoridades como os ministros do Turismo, Celso Sabino, e da Cultura, Margareth Menezes.

O reconhecimento do Carnaval carioca reforça a importância histórica, econômica e simbólica da maior festa brasileira, que, neste ano, recebeu mais de 8 milhões de pessoas e movimentou R$ 6,5 bilhões. Já o Axé-music, que embala o Carnaval na Bahia, ajudou a atrair 3,5 milhões de turistas em 2025, que movimentaram R$ 7 bilhões na economia local.

O ministro Celso Sabino parabenizou as parlamentares pelas iniciativas e destacou o apoio do governo federal a eventos culturais do tipo.

“Nunca foi investido tanto em eventos culturais, artísticos e musicais em todo o país como a gente tem feito agora. Manifestações culturais e musicais servem não só para manter a nossa ancestralidade viva e garantir o desenvolvimento de artistas, mas, também, para atrair turistas e movimentar pessoas, girando a economia e gerando desenvolvimento para o nosso país”, apontou Sabino.

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O ministro do Turismo também ressaltou a contribuição da cultura à atração de brasileiros e estrangeiros aos destinos nacionais. “Este ano, o Brasil, que nunca passou de 7 milhões de turistas, vai alcançar a marca dos 10 milhões. Fora que nunca o brasileiro viajou tanto dentro do país. E manifestações culturais como o Carnaval da Bahia, o Carnaval do Rio; Parintins, no Amazonas; o São João no Nordeste e como tantas outras no país têm nos ajudado sobremaneira a alcançar esses resultados”, acrescentou Celso Sabino, frisando ainda que, desde o início de 2023, o turismo já gerou mais de 550 mil novos empregos no Brasil.

Já a ministra Margareth Menezes enfatizou o impacto positivo do Carnaval ao turismo brasileiro e à melhoria das condições de vida dos trabalhadores envolvidos com a festa, enaltecendo o potencial da cultura nacional. “O país é uma potência em relação à cultura, a cultura brasileira se destaca no mundo inteiro. É um dos países reconhecidos pela cultura que mais influencia outras culturas do mundo. Isso não é fácil, isso não é para qualquer país”, exaltou.

ECONOMIA CRIATIVA – A cerimônia contou com a presença das deputadas Laura Carneiro e Lídice da Mata, que agradeceram a sanção das leis e citaram benefícios do reconhecimento para expansão da economia criativa ligada à festa.

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“O Carnaval do Rio não é só aquele espetáculo maravilhoso, o Carnaval é um ciclo da economia criativa que funciona durante todo o ano. E é essa a importância do projeto”, declarou Laura Carneiro. “O Carnaval da Bahia é, também, principalmente, um momento em que a cidade se incorpora a uma cadeia produtiva infinita, ele é economia criativa na veia. E é isso que talvez esse dia queira dizer para o Brasil: que a economia criativa é, cada vez mais, um grande vetor de desenvolvimento desse país”, ressaltou Lídice da Mata.

Também participaram do evento a primeira-dama Janja da Silva; a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmamn; a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco; o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a cantora Daniela Mercury e o carnavalesco Milton Cunha, entre outras personalidades.

DIVERSIDADE CULTURAL – O Carnaval do município do Rio de Janeiro se junta à lista de outras manifestações da cultura nacional já reconhecidas por leis federais, como o Arraial do Pavulagem e as festas do Círio de Nazaré e do Sairé, no Pará; o Carnaval de Pernambuco e o Festival Folclórico de Parintins (AM).

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados

As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop

A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.  

A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação. 

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Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares. 

Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. 

Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo. 

O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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