NACIONAL

Financiamento da educação é tema de audiência da Câmara

O financiamento da Educação foi tema de debate da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE) 2024-2034, realizado nesta quarta-feira, 6 de agosto. O Ministério da Educação (MEC) participou do debate por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase). 

Durante o encontro, a diretora de Articulação com os Sistemas de Ensino, Maria Selma Rocha, explicou a importância de estimar o custo para garantir uma escola de qualidade. “Por que o custo aluno no Brasil é tão importante? Porque nós precisamos saber quanto custa assegurar escolas que permitam o acesso à leitura, que tenham, evidentemente, saneamento, condições de acesso à água adequada e, ao mesmo tempo, permitam lidar com realidades, como das regiões ribeirinhas e das regiões rurais e das comunidades indígenas e quilombolas, que não são identificáveis com os modelos da escola urbana, mas que, seguramente, precisam ter um padrão de qualidade adequado, de atendimento adequado, considerando a realidade dessas comunidades”, disse. 

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Rocha afirmou que o MEC entende que é preciso assegurar a compreensão do que é necessário à educação brasileira para poder bem financiá-la e discutir as condições de financiamento. Segundo ela, isso é um problema nacional de primeira ordem e não é uma questão só da educação. “Isso tem a ver com desenvolvimento social, com desenvolvimento econômico, científico e tecnológico do país, com desenvolvimento cultural, como condição daquilo que tem se discutido tanto, que é a soberania. Nós não podemos falar da discussão de financiamento separada dessas necessidades que são estruturais”.  

A diretora completou que a perspectiva do MEC tem sido de olhar para esses problemas levando em consideração a necessidade de que se tenha um compromisso nacional com a existência de professores concursados, como aponta a Constituição Federal. Professores que possam construir vínculos efetivos com o trabalho pedagógico nos territórios, nas escolas. Disse também que é preciso assegurar que esses profissionais possam se dedicar cada vez mais à sua tarefa, que envolve conhecimento nas áreas evidentes com as quais estão trabalhando, mas também conhecimento sobre as comunidades e, sobretudo, sobre os estudantes. 

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 “Termino aqui indicando que esse debate é muito importante para que nós possamos tomar agora, nas decisões relativas ao PL 2.614, decisões que permitam ao país crescer no atendimento educacional, garantindo os direitos que estão previstos na proposta de plano, mas também projetar algumas das especificidades que precisam ser respondidas nos estados brasileiros, volto a dizer, cujas relações de financiamento e movimentação demográfica envolvem análise com maior acuidade, para que a gente possa, de fato, enfrentar desafios de financiamento via Fundeb, mas também via, eventualmente, crescimento de investimentos em educação”, concluiu. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Agência Câmara 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

MME lança Referencial Básico para a Mineração Brasileira Sustentável e avança na implementação da Política Nacional de Mineração 2050

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, lançou nesta quinta-feira (2/7) o Referencial Básico para a Mineração Brasileira Sustentável – Das Boas Práticas à Promoção do Trabalho Digno e Decente, durante a reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM). A iniciativa representa uma das principais entregas da Política Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050) e estabelece uma referência técnica inédita para orientar políticas públicas, iniciativas empresariais e instrumentos de incentivo voltados ao desenvolvimento sustentável da mineração brasileira.

Elaborado pela Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SNGM), por meio do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração (DDSM), o Referencial foi concebido para transformar boas práticas em um padrão nacional de atuação para o setor mineral. O documento não cria obrigações regulatórias, não substitui a legislação vigente nem institui qualquer selo de certificação. Trata-se de um instrumento orientador desenvolvido para acompanhar a evolução da atividade mineral e o avanço das práticas ambientais, sociais e de governança (ESG), contribuindo diretamente para os Objetivos 1 e 4 do PNM 2050.

“Estamos entregando ao Brasil um instrumento inovador, construído com diálogo, conhecimento técnico e visão de futuro. O Referencial fortalece a competitividade da mineração brasileira, amplia a segurança jurídica e consolida uma agenda moderna de sustentabilidade, capaz de posicionar o país entre as principais referências internacionais em mineração responsável. É mais uma entrega do governo do presidente Lula para impulsionar um setor estratégico ao desenvolvimento nacional, gerando emprego, renda e oportunidades com responsabilidade ambiental e social”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Referencial orienta estratégias para o setor mineral a partir de diretrizes de sustentabilidade

A entrega reforça a estratégia do MME de implementar o Plano Nacional de Mineração 2050, lançado para orientar o desenvolvimento do setor pelos próximos 25 anos. O PNM estabelece quatro pilares, cinco objetivos estratégicos, 32 desafios e 75 diretrizes para fortalecer a competitividade da mineração brasileira, ampliar a agregação de valor aos recursos minerais, estimular a inovação, promover a sustentabilidade e consolidar um ambiente de maior previsibilidade para investimentos. O Referencial contribui para a implementação desses objetivos ao apresentar boas práticas voltadas à incorporação da sustentabilidade na atividade mineral.

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A mineração ocupa posição estratégica na economia brasileira. O setor responde por aproximadamente 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB), gera cerca de 2 milhões de empregos diretos formais, considerando a indústria extrativa e a de transformação mineral, representou 20% das exportações brasileiras em 2025 e contribui significativamente para o desempenho positivo da balança comercial do Brasil. O Brasil também reúne algumas das maiores reservas minerais do planeta, ocupando a liderança mundial em nióbio, a segunda posição em terras raras e grafita e a terceira colocação em minério de ferro, manganês e estanho. Nesse cenário, fortalecer uma mineração cada vez mais sustentável significa ampliar a competitividade do país, atrair investimentos e consolidar sua posição estratégica na transição energética global.

Construção coletiva e ampla participação social

A elaboração do documento foi marcada por ampla participação social. A consulta pública foi aberta em novembro de 2025, por meio da Portaria MME nº 881/2025, e permaneceu disponível por 60 dias, sendo encerrada em 14 de janeiro de 2026. Durante esse período, o MME recebeu 194 contribuições, encaminhadas por representantes do setor privado, órgãos públicos e sociedade civil, que passaram por análise técnica antes da consolidação da versão final do Referencial.

Para construir um modelo alinhado às necessidades do país, o MME analisou e adaptou à realidade brasileira as principais referências nacionais e internacionais em mineração responsável e sustentabilidade, entre elas a Initiative for Responsible Mining Assurance (IRMA), o Towards Sustainable Mining (TSM), o CRAFT (Code of Risk-mitigation for Artisanal and Small-scale Mining), a Consolidated Mining Standards Initiative (CMSI) e a ABNT PR 2030. A partir dessas experiências, foi estruturado um referencial próprio, capaz de considerar a diversidade territorial brasileira, as especificidades da mineração artesanal e de pequena escala, os direitos humanos e os desafios socioambientais nacionais.

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Estruturado nos eixos Ambiental, Social e Governança (ESG), além de um capítulo específico dedicado à mineração artesanal e de pequena escala (MAPE), o documento reúne diretrizes e estratégias voltadas ao enfrentamento de temas como mudanças climáticas, gestão de recursos hídricos, biodiversidade, economia circular, direitos humanos, trabalho digno, diversidade, relacionamento com comunidades, integridade, transparência e sustentabilidade corporativa. O objetivo é oferecer uma linguagem técnica comum para orientar tanto o poder público quanto o setor produtivo, respeitando as diferentes realidades e portes dos empreendimentos minerais.

A secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Lima Vieira Bittencourt, destacou que o Referencial inaugura uma nova etapa na construção da política mineral brasileira ao estabelecer uma base comum para o desenvolvimento sustentável do setor.

“O Referencial organiza, em uma linguagem técnica única, aquilo que a sociedade e o mercado já esperam da mineração contemporânea. Não estamos criando obrigações, mas oferecendo uma referência nacional construída a partir das melhores práticas internacionais e adaptada à realidade brasileira, capaz de orientar políticas públicas, apoiar decisões empresariais e impulsionar a evolução contínua do setor”, disse.

A implementação do Referencial ocorrerá por meio do Programa Nacional da Mineração Sustentável, estruturado em três frentes de atuação: apoio técnico e regulatório; fortalecimento das condições estruturantes para adoção das boas práticas; e articulação institucional com capacitação dos diversos atores da cadeia mineral. Dessa forma, o documento passa a servir de base para futuros guias técnicos, indicadores, instrumentos de monitoramento, mecanismos de incentivo e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da mineração sustentável brasileira, consolidando mais uma etapa da agenda de modernização conduzida pelo MME para o setor mineral.

Acesse o documento completo aqui.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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