NACIONAL

Estudo inédito mostra retrato do garimpo de ouro no Brasil e propõe caminhos para atividade legal e sustentável

O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, na última quinta-feira (30/07), da entrega do Panorama Nacional da Mineração de Pequena Escala, um estudo inédito sobre o garimpo de ouro no Brasil, atividade reconhecida pela Constituição, e que o Estado tem o dever de oferecer caminhos legais para sua execução, além das necessárias ações de fiscalização e combate ao garimpo ilegal.

Fruto de mais de cinco anos de pesquisa, o diagnóstico traz dados fundamentais para a criação de políticas públicas que incentivem uma atuação responsável e legal do setor. O trabalho reúne mais de duas mil páginas com dados técnicos, gráficos e informações sobre a realidade dos garimpeiros, estimando que cerca de 200 mil pessoas atuem diretamente na atividade, e 500 mil familiares e dependentes estejam ligados a ela. Os dados apontam ainda que 90% das famílias vivem próximas aos garimpos, com 80% mantendo contato frequente com seus familiares, e 66% fixados em moradias há mais de seis anos, organizados em vilas e povoados.

A iniciativa busca não apenas reconhecer a importância social, econômica e cultural do garimpo, mas também oferecer alternativas viáveis para que a atividade ocorra de forma segura, legal e sustentável.

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Coordenado pelo MME, a elaboração do diagnóstico contou com apoio da Organização das Nações Unidas, por meio do Fundo Global para o Meio Ambiente. A execução ficou por conta da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) e do Núcleo de Pesquisa para Pequena Mineração Responsável (Nap.Mineração) da USP.

Para a secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Ana Paula Bittencourt, o estudo serve de base técnica para propor políticas públicas focadas na saúde, no meio ambiente e no fortalecimento da economia. “Nosso compromisso é estimular a atividade legal e segura com abertura de novos mercados. Esse estudo é mais que uma opinião, é um embasamento técnico, fruto de um esforço coletivo com foco na saúde, meio ambiente e na atividade econômica”, afirmou.

Uso do mercúrio e saúde da população

O estudo também está alinhado aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na Convenção de Minamata, que visa reduzir e, quando possível, eliminar o uso de mercúrio na mineração artesanal e de pequena escala (Mape). O Brasil passou a cumprir oficialmente as regras da convenção com o Decreto nº 9.470, de 14 de agosto de 2018.

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Nesse contexto, o diagnóstico avaliou 83 estudos relacionados à saúde da população da Amazônia Legal, com foco na exposição ao mercúrio. Os dados apontam que o uso inadequado de equipamentos e a informalidade são os principais fatores que contribuem para a poluição por mercúrio na região.

Para enfrentar esse desafio, o MME aderiu, em 2022, ao projeto “Ouro Sem Mercúrio”, que busca justamente subsidiar a construção de um Plano de Ação Nacional para tornar a Mape de ouro mais segura e sustentável.

Próximos passos

O estudo conclui que é possível desenvolver uma mineração artesanal e de pequena escala mais responsável por meio de investimentos em tecnologia, melhor fiscalização, organização dos garimpeiros em cooperativas e capacitação contínua do setor.

Representantes de instituições envolvidas reforçaram que o material reúne ciência, transparência e compromisso com a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e comunidades envolvidas.

Os dados completos estão disponíveis no site do projeto. Leia aqui.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados

As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop

A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.  

A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação. 

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Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares. 

Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. 

Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo. 

O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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