CUIABÁ

Sine Itinerante leva oferta de emprego e inscrição para o programa Casa Cuiabana

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, leva nesta quinta-feira (1º) a unidade móvel do Sine Itinerante ao bairro Altos da Glória, região Norte da capital. A ação acontece das 9h às 16h, com oferta de serviços gratuitos voltados à empregabilidade e também inscrição no Programa Habitacional Casa Cuiabana.

Serão disponibilizadas 407 vagas de emprego em diversas áreas e níveis de escolaridade, com encaminhamento direto para entrevistas. A iniciativa também atenderá moradores de bairros vizinhos, como Jardim Manancial, Jardim Umuarama, 1º de Março e Três Barras.

A inclusão do atendimento para o Casa Cuiabana é fruto de uma parceria com a Secretaria Municipal de Habitação. Servidores do Sine passaram por capacitação específica para prestar esse serviço com eficiência.

“Agradecemos à secretária Michelle Almeida Dreher Alves por viabilizar essa formação, que amplia o alcance da ação e proporciona mais dignidade às famílias”, destacou Leandro Figueiredo, diretor Especial de Geração de Emprego, Renda e Qualificação do Sine.

O presidente da Associação de Moradores do Altos da Glória, Ed Carlos Santana da Cruz, celebrou o retorno da van ao bairro. “É a segunda vez que recebemos o Sine Itinerante aqui. Em 2023 tivemos mais de 150 encaminhamentos para entrevistas. Esperamos superar esse número. O convite está feito, agora depende da vontade de cada um”, afirmou.

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Atendimento completo para o trabalhador

Na unidade móvel, a população terá acesso a diversos serviços, como:
• Elaboração de currículos;
• Encaminhamento para vagas de emprego;
• Solicitação do seguro-desemprego (mediante apresentação dos documentos rescisórios);
• Apoio a microempreendedores individuais (MEIs), incluindo abertura, regularização, emissão de boletos e encerramento de CNPJ.

Ação mais recente

Na quarta-feira (31), o Sine Itinerante esteve no bairro Três Poderes, onde, além dos atendimentos de empregabilidade, foram ofertados serviços de saúde em parceria com a Pax Nacional — como aferição de pressão arterial, teste de glicemia e ações de bem-estar, com distribuição de pipoca e picolé.

Próximas paradas do Sine Itinerante:
• 📍 08 de agosto (quinta-feira) – Bairro Nico Baracat, das 13h às 16h, em parceria com a Assistência Social
• 📍 19 de agosto (segunda-feira) – Residencial Nova Canaã, das 9h às 16h, com apoio da Associação de Moradores

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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