TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Comarca de Guarantã do Norte completa 21 anos de serviços à população
Guarantã do Norte é um município localizado a 715 km ao norte de Cuiabá, que surgiu entre as décadas de 1970 e 1980, no contexto dos projetos de colonização do Norte do Brasil, para fins de reforma agrária e segurança nacional. Inicialmente, era considerado um distrito de Colíder, até ser elevado à categoria de município pela Lei estadual nº 5.008, de 13 de maio de 1986.
O município tem extensão territorial de 4.725,281 km² e lá residem mais de 31 mil pessoas, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022.
Em 03 de setembro de 2003, por meio da Lei nº 133, Guarantã do Norte obteve uma grande conquista ao ter criada sua própria comarca, que foi instalada em 30 de julho de 2004, abrangendo também o município vizinho de Novo Mundo.
Atualmente, a Vara Única conta com 38 colaboradores, entre servidores efetivos, comissionados, terceirizados, credenciados e estagiários. O juiz diretor do foro é Guilherme Carlos Kotovicz, que conduz o trâmite de aproximadamente 7.150 processos judiciais. “Estar à frente da Comarca de Guarantã do Norte há mais de três anos tem sido uma experiência muito marcante na minha trajetória na magistratura. Tenho um carinho enorme por esta cidade e por sua gente, um povo trabalhador, honesto e que valoriza a Justiça”, afirma.
De acordo com o magistrado, a comarca apresenta uma realidade desafiadora, por se tratar de vara única com a maior distribuição do Estado. “Mesmo assim, graças ao empenho e à dedicação dos servidores e servidoras da unidade, conseguimos manter um ambiente de trabalho extremamente harmonioso e produtivo. É notável o esforço coletivo para dar conta da alta demanda e, ao mesmo tempo, cumprir com excelência as metas estabelecidas pelo Tribunal”, ressalta o juiz Guilherme Kotovicz.
Ele também comemora o fato de viver e contribuir com a comarca. “Guarantã do Norte me acolheu de forma muito especial. Tenho orgulho de fazer parte desta comunidade e de contribuir com a prestação jurisdicional em um território que cresce e se desenvolve com base no esforço de sua gente. Celebrar os 21 anos da comarca é, para mim, motivo de alegria, gratidão e compromisso renovado com a missão de bem servir à Justiça”.
O Fórum de Guarantã do Norte está localizado na Avenida Guarantã, nº 1.255, Cidade Nova. O telefone para contato é (66) 99283-3019. O endereço de e-mail é [email protected]. O atendimento presencial funciona de segunda a sexta-feira, das 13h à 19h.
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Autor: Celly Silva
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos
A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.
A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.
Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.
Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.
Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.
Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.
Construção coletiva fortalece a magistratura
A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.
Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.
A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.
Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.
No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.
Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.
Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.
Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
Autor: Lígia Saito
Fotografo: Rodrigo Moura
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
Email: [email protected]
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