AGRONEGÓCIO

Mapa apreende mais de 1.300 litros de bebidas irregulares em Morretes (PR)

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou entre os dias 22 e 24 de julho uma operação de fiscalização no município de Morretes (PR), com foco na produção e comercialização de bebidas alcoólicas. A ação foi conduzida pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SIPOV/PR), com apoio da Prefeitura Municipal.

Com dois focos principais – produtores e pontos de venda – a fiscalização resultou na apreensão de 1.368 litros de bebidas alcoólicas irregulares, incluindo cachaças, coquetéis e licores artesanais.

No comércio local, principalmente em feiras livres, foram identificados produtos sem origem conhecida, sem nota fiscal e com rotulagem fora dos padrões exigidos pela legislação. Algumas garrafas reutilizadas, sem qualquer controle de higiene, também foram encontradas à venda.

Já entre os produtores, dois estabelecimentos foram autuados: um deles clandestino, sem registro no Mapa, e em condições precárias de higiene e estrutura; o outro, mesmo registrado, foi interditado por falhas sanitárias e uso de embalagens inadequadas. Em ambos os casos, os responsáveis foram autuados e responderão às medidas cabíveis.

Leia Também:  Programa Caminho Verde Brasil destina R$ 3 bilhões para impulsionar desenvolvimento sustentável na Caatinga

Os produtos foram apreendidos cautelarmente. A Prefeitura de Morretes, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, atuará como depositária e, com acompanhamento da equipe do Mapa, será responsável pelo descarte ambientalmente adequado, a ser realizado conforme prevê a legislação vigente.
Para o chefe do SIPOV/PR, Fernando Mendes, a operação reforça a importância do controle sanitário e da valorização dos produtores que atuam de forma regular. “Nosso objetivo é proteger o consumidor, garantir a segurança dos alimentos e fortalecer a reputação da cachaça artesanal local”, afirmou.

A ação integra a atuação da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV), responsáveis por assegurar a qualidade e a conformidade legal dos produtos de origem vegetal comercializados no Brasil.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

Leia Também:  Milho, feijão e cacau devem liderar produção agrícola na próxima safra

As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

Leia Também:  Mapa apreende mais de 1 tonelada de agrotóxicos irregulares e interdita fábrica de fertilizantes em Minas Gerais

No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA