POLÍTICA NACIONAL

CCJ vai debater orçamento e projetos estratégicos na área da defesa

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) fará uma audiência pública para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2023, que estabelece orçamento mínimo para o Ministério da Defesa e trata de projetos estratégicos voltados à defesa nacional. A data do debate ainda será definida. 

O requerimento que prevê essa audiência (REQ 18/2025 – CCJ), apresentado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), foi aprovado nesta quarta-feira (9) pela CCJ.

Portinho ressalta que o objetivo da PEC é, além de fortalecer os projetos estratégicos da área da defesa, impulsionar a base industrial do setor, com a geração de empregos qualificados e estímulo ao desenvolvimento científico e tecnológico. 

O senador alertou para a escassez de recursos destinados à defesa nacional, agravada por sucessivos contingenciamentos orçamentários. 

— Essa limitação tem comprometido o planejamento estratégico das Forças Armadas e tem causado preocupação quanto à execução de projetos essenciais — alertou o senador. 

A PEC também prevê que os projetos estratégicos da área priorizem produtos e serviços nacionais, com ênfase na inovação e na ampliação das oportunidades para a indústria brasileira.

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Participantes 

Portinho apresentou uma lista de possíveis convidados para a audiência: 

  • Representante do Ministério da Defesa; 
  • Representante do Comando da Marinha do Brasil; 
  • Representante do Comando do Exército Brasileiro; 
  • Representante do Comando da Aeronáutica; 
  • Representante da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde); 
  • Representante do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (Simde). 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova projeto que proíbe armas para quem tem medida protetiva

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, em maio, projeto de lei que proíbe a concessão de posse, porte e compra de armas de fogo e munições para pessoas que tenham medidas protetivas de urgência deferidas.

O texto aprovado é a versão do relator, deputado Alberto Fraga (PL-DF), para o Projeto de Lei 269/26, da deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP).

Fraga mudou o texto original para manter o tratamento dado anteriormente ao tema (PL 3874/23).

Desta forma, o substitutivo aprovado altera a Lei Maria da Penha e o Estatuto do Desarmamento para tornar obrigatória a suspensão de armas a partir da concessão da medida protetiva.

Tempo da suspensão
A suspensão da posse ou do porte de armas valerá até:

  • A revogação da medida protetiva;
  • O arquivamento do inquérito policial; ou
  • O trânsito em julgado do processo criminal, o que ocorrer por último.

Em seu parecer, Alberto Fraga afirmou que a presença de arma de fogo em ambiente doméstico marcado por problemas graves de relacionamento, num cenário de tensões e violências, pode agravar o risco de desfechos trágicos.

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Próximos passos
O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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