CUIABÁ

Vereador Dilemário participa de evento do projeto Judô Maná e reforça importância do esporte para a juventude cuiabana

Gabriel Franco – assessoria Vereador Dilemário Alencar&nbsp
No sábado, 5 de julho, o vereador Dilemário Alencar participou da cerimônia de promoção de faixas do projeto social Judô Maná, realizado pela Igreja Presbiteriana de Cuiabá, na Escola Estadual Victorino Monteiro da Silva. O evento celebrou o avanço dos alunos nas graduações do judô e contou com a presença de familiares, voluntários e membros da comunidade.
Durante sua fala, o vereador destacou a importância de iniciativas como essa para o futuro da juventude cuiabana.
“Esse projeto é um exemplo de como o esporte pode transformar vidas. Ensina disciplina, respeito e oferece a muitos jovens a oportunidade de seguirem o caminho certo. Cuiabá precisa apoiar cada vez mais iniciativas como essa”, afirmou Dilemário.
O parlamentar também agradeceu o apoio do poder público, destacando a iniciativa do governador Mauro Mendes e do secretário de Educação Alan Porto, que têm permitido o uso das escolas estaduais aos fins de semana, abrindo espaço para projetos sociais como o Judô Maná.
“Essa medida demonstra sensibilidade e compromisso com a população, especialmente com os jovens que mais precisam de oportunidades”, ressaltou.
Dilemário aproveitou a ocasião para parabenizar o secretário de Esporte e Lazer, Davi Moura, pelo trabalho à frente da pasta.
“Ter um ex-campeão mundial de judô no comando do esporte em nosso estado é um grande diferencial. O Davi tem trazido uma visão moderna, técnica e comprometida com a base, e isso tem feito a diferença para o crescimento do esporte em Mato Grosso”, acrescentou.
Por fim, o vereador fez questão de reconhecer o trabalho da Igreja Presbiteriana de Cuiabá, representada pelo pastor Marcos Sérgio Costa, pela dedicação e pelo trabalho social realizado junto à comunidade.
“Sabemos que projetos assim só existem porque há pessoas comprometidas, que acreditam no próximo e colocam a fé em ação. O Judô Maná é um exemplo de como a igreja pode transformar vidas por meio do esporte, da educação e dos valores cristãos. Meus parabéns ao pastor Marcos e a todos os voluntários que fazem esse lindo trabalho acontecer”, concluiu.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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