NACIONAL
ICMS Educacional é discutido em seminário nacional
Com o objetivo de apresentar a importância da distribuição de uma parcela do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviços (ICMS) aos municípios, com base em indicadores educacionais, o Ministério da Educação (MEC) realiza na terça e na quarta-feira, 24 e 25 de junho, o 1º Seminário Nacional sobre ICMS Educacional. O evento ocorre no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do MEC (Cetremec), das 8h às 18h (horário de Brasília) e é transmitido pelo canal do MEC no YouTube.
O ICMS Educacional é um mecanismo que vinha sendo aplicado pela maioria dos estados desde 2022, atingindo a quase totalidade em 2024. Nesse ano, foram distribuídos R$ 18,4 bilhões com base em indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade, considerado o nível socioeconômico dos educandos. Compreender esse mecanismo pode induzir prioridades na atuação dos municípios, inclusive com abordagem intersetorial.
Nesse sentido, o encontro conta com a participação de gestores e técnicos das redes municipais e estaduais; representantes de diversas instituições – como a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), e o Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais e Distrital de Educação (Foncede), entre outras –; além de especialistas sobre o assunto, que contribuirão para o debate por diferentes perspectivas.
Na abertura do seminário, o diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica, Alexsandro Santos, representou a secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt. Ele abordou a importância do ICMS Educação para agenda da educação brasileira e reforçou a iniciativa como uma experiência inovadora de conexão entre a agenda tributária e a agenda educacional. “O ICMS Educação, que opera a partir de indicadores educacionais, está fazendo uma justiça tributária. O imposto está tentando atacar um problema grave da nossa Federação, que é a injustiça tributária para os municípios”, defendeu.
Segundo o diretor, a Constituição Federal foi municipalista e atribuiu novos serviços para os municípios, com a exigência de um atendimento à população nas áreas da educação e saúde, por exemplo. A Carta Magna descentralizou tarefas, mas os tributos continuaram concentrados na União e nos estados, ponderou Santos.
“Essa é uma política importante para educação, mas também para o regime tributário brasileiro corrigir algumas distorções. Que bom que a educação se tornou um tema para fazer a justiça tributária acontecer, porque isso obrigou a gente a reconhecer o peso da educação na agenda da relação federativa, do estado e do município”, comentou o diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica.
Já o diretor Valdoir Pedro Wathier, da Diretoria de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica, observou que esse é um debate relevante para ocorrer entre governo federal, estados e municípios, já que o elemento central do ICMS Educação está relacionado ao regime de colaboração.
Para Wathier, o seminário é um momento para a troca de experiências e para conhecer as iniciativas relacionadas ao ICMS Educação de cada estado. Ele ainda ressaltou que é fundamental monitorar os efeitos da política e avaliá-la. “Essa é uma política para induzir resultados na educação, para induzir uma educação de maior qualidade e equidade. A gente precisa se perguntar, necessariamente, quais são os resultados relevantes para a educação brasileira. Os desafios são diferentes em cada estado, mas essa é a pergunta que a gente gostaria de chegar no final do dia de amanhã”, disse.
Participaram também da mesa de abertura o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa; e a representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Sandra Casimiro.
O evento é voltado para gestores e técnicos do MEC e de suas autarquias, secretarias de educação e de finanças dos estados e secretarias de educação de municípios e demais entidades e atores envolvidos e interessados em políticas públicas educacionais.
No evento, estão sendo divulgadas ações dos estados para a implementação da política, com vistas a promover o intercâmbio de experiências entre os entes federados e a consolidar o papel indutor da Complementação Valor Aluno Ano Resultado (Vaar) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), para a implementação do ICMS Educacional nos territórios estaduais.
ICMS Educacional – O ICMS Educacional é um mecanismo de distribuição de recursos com base em indicadores educacionais, previsto na Emenda Constitucional nº 108, de 2020. Essa emenda tornou o Fundeb permanente e alterou o art. 158 da Constituição Federal, ao definir que pelo menos 10 pontos percentuais da cota-parte municipal do ICMS tivessem como base a melhoria dos indicadores de aprendizagem e aumento da equidade, considerado o nível socioeconômico dos educandos. A legislação definiu que todos os estados teriam até 2022 para publicar uma lei instituindo a nova regra de distribuição. Essa é uma condicionalidade para o estado ser habilitado ao recebimento da complementação-VAAR.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
MEC Idiomas: aprenda inglês e espanhol gratuitamente
O Ministério da Educação (MEC) lançou o MEC Idiomas, plataforma gratuita que disponibiliza oferta de cursos de inglês e espanhol com lições interativas, acompanhamento de progresso e certificados. A ferramenta já reúne 212.302 usuários ativos em todo o país.
Dois formatos – portal e aplicativo – o MEC Idiomas é uma plataforma de aprendizagem bilíngue autoinstrucional do nível básico ao avançado que tem como objetivo ser o primeiro ponto de contato digital entre o estudante de línguas iniciante e o idioma de sua escolha, acompanhando seu aprendizado até níveis mais avançados.
Inicialmente, os idiomas oferecidos são Inglês e Espanhol. As aulas estão organizadas em 6 níveis (A1 a C2); 4 a 6 módulos por nível, cada um deles com 10 a 15 aulas. Desde o lançamento, estão disponíveis cerca de 800 aulas.
O MEC Idiomas oferece diversas ferramentas para os estudantes: teste de proficiência; trilha de aprendizagem (aula e reforço); teste ao fim dos módulos; fale e pratique; agente de Inteligência Artificial para dar apoio e tirar dúvidas e praticar conversação; e comunidades de aprendizado.
Passo a passo para usar a plataforma:
• Basta acessá-lo via portal ou via aplicativo MEC Idiomas e fazer login com o Gov.br;
• Escolher o idioma que quer aprender – inglês ou espanhol;
• Fazer o teste de proficiência disponível que avalia o grau de conhecimento do estudante; • Fazer os exercícios de fixação e de ‘gamificação’, ao final de cada aula, que incentivam a concluir aulas e módulos e passar de nível.
Idiomas Sem Fronteiras (IsF) – o aplicativo está inserido no ecossistema do Idiomas Sem Fronteiras (IsF), compondo uma política de ensino bilíngue já consolidada. A parceria permite a oferta de cursos de especialização para a rede pública de ensino. A oferta dos cursos do IsF, que duram de 48 horas a três meses, acontece duas vezes ao ano. O intuito é melhorar os índices de proficiência e produções científicas. Serão disponibilizados R$ 1,68 milhão por ano para a iniciativa, que impactará 16 mil alunos por semestre.
As ações da Rede IsF tem como objetivo central desenvolver uma política linguística nacional para o ensino superior, fortalecendo a formação de professores de línguas estrangeiras e promovendo a capacitação linguística de estudantes, docentes e técnicos administrativos das Instituições de Ensino Superior (IES). Também contempla a formação de estrangeiros em língua portuguesa e o apoio à capacitação de professores da Educação Básica.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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