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Polícia Civil prende suspeito de participação na morte do radialista Léo Coutinho

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade (520 km de Cuiabá) prendeu, nessa segunda-feira (16.6), um homem de 33 anos, suspeito de participação no homicídio do radialista Leonil Pereira de Campos Assunção, 28 anos, conhecido como Léo Coutinho.

Natural de Cáceres, o radialista foi encontrado morto no dia 8 de junho, perto da casa em que morava há quatro meses, no centro de Vila Bela da Santíssima Trindade, com marca de disparo de arma de fogo.

Segundo o delegado João Paulo Berté, responsável pela investigação do caso, a motivação do crime foi dívidas de droga e “cabritagem”, que é a compra de drogas para revenda, ou adulterar a qualidade ou quantidade de droga.

Desde o crime, a equipe da Delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade deu início às investigações do caso. Nessa segunda-feira (16), os policiais realizaram campana na região do Bairro Aeroporto, após receber informações de que o investigado estaria nas imediações de um bar.

Por volta das 16 horas, o suspeito foi localizado em uma via pública. Ao perceber a presença da equipe policial, o homem tentou fugir, mas foi seguido e detido próximo a uma oficina mecânica.

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Durante busca pessoal, foi encontrada em sua cintura uma pistola calibre .40, municiada com 10 munições intactas e um molho de chaves.

Questionado sobre locais eventualmente utilizados por ele e demais membros da facção a que pertence, o investigado relatou que possuía dois imóveis de apoio: o primeiro, um sítio na BR 174-B, km 76.5, e o segundo uma quitinete no bairro Aeroporto.

A equipe foi ao primeiro local indicado, o sítio, onde foi localizada uma espingarda calibre 5.5, e uma munição calibre .38 intacta. Em seguida, na quitinete do bairro Aeroporto, também foi confirmada a localização de objetos relacionados à atividade criminosa.

Durante as buscas, a equipe localizou ainda uma motocicleta Honda CG 160 Fan preta, que o suspeito afirmou ter sido utilizada por integrantes da facção em ações criminosas, inclusive no homicídio do radialista Léo Coutinho, no dia 08 de junho de 2025.

Também foi apreendido um aparelho celular com tela danificada. A quitinete, segundo o homem, era utilizada como ponto de apoio logístico a uma facção criminosa.

Diante disso, a equipe perguntou ao conduzido se havia possibilidade de averiguação no referido local. No interior da residência foram localizados aproximadamente 300g de maconha, cerca de 130g de crack, 18 porções de crack embaladas, aproximadamente 40g de cocaína, cerca de 1 mil eppendorfs (pinos para embalo de cocaína), aproximadamente 300 sacos zip, um dichavador, uma balança de precisão, um revólver calibre .38, 27 munições intactas calibre .38, dois aparelhos celulares, R$ 131 em espécie, três botijões de gás, e outro molho de chaves.

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Toda a ação foi acompanhada pelo suspeito, que autorizou a entrada dos policiais nos imóveis, o que ocorreu sem arrombamento, sem violação de domicílio e em plena legalidade, conforme artigo 5º, inciso XI da Constituição Federal e jurisprudência dominante do STJ.

Após isso, o investigado ainda informou sobre outro endereço supostamente utilizado pela facção, localizado a cerca de 100 metros do imóvel acima descrito. A equipe deslocou-se até o local, mas, após varredura minuciosa, nada de ilícito foi encontrado.

Diante do exposto, foi registrado boletim de ocorrência, o flagrante foi formalizado e o suspeito ficou à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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