POLICIAL
Polícia Civil e fiscais da Prefeitura de Cuiabá interditam laboratório que realizava análise de água potável
A Polícia Civil, a Vigilância Sanitária Municipal e a Secretaria Municipal de Ordem Pública de Cuiabá interditaram, na manhã desta quinta-feira (12.6), um laboratório responsável por realizar a análise de amostras de água potável coletadas em Estações de Tratamento de Água (ETAs) de Cuiabá.
O laboratório, localizado no bairro Bandeirantes, em Cuiabá, estava funcionando de forma irregular e não possuía alvará de localização, funcionamento ou sanitário.
No local, que tinha aparência de residência, os policiais civis e fiscais encontraram um trailer que seria utilizado para realizar análises móveis, além de um laboratório próprio e diversos objetos e substâncias que seriam empregados na análise de amostras de água potável coletadas em Estações de Tratamento de Água (ETAs) de uma empresa concessionária de serviço público, responsável pelo fornecimento de água à população.
Segundo funcionários da empresa, o laboratório tem sede no Estado do Rio de Janeiro, com filiais em diversas cidades do país e até no exterior. As amostras coletadas em Cuiabá estariam sendo encaminhadas para análise na sede da empresa. No entanto, durante a ação conjunta de fiscalização, foram encontrados insumos e meios de cultura com prazo de validade vencido, levantando a suspeita de que as análises estavam sendo realizadas no local interditado.
Segundo o titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), Rogério Ferreira, será instaurado procedimento investigatório para apurar os fatos e verificar se há indícios concretos de crimes contra a fé pública — por meio da falsificação de laudos —, e crime contra as relações de consumo, em razão do eventual fornecimento de produto impróprio ao consumo da população, ou se as irregularidades encontradas são apenas de natureza administrativa e cível.
Denúncias
Consumidores que se sentirem lesados ou que desejarem realizar denúncias podem comparecer à Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na Rua General Otávio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá. Também é possível enviar um e-mail para [email protected], fazer uma denúncia anônima pelo telefone 197 da Polícia Civil ou pela Delegacia Virtual, por meio do link: https://portal.sesp.mt.gov.br/delegacia-web/pages/home.seam.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Polícia Civil cumpre 104 mandados contra facção criminosa envolvida com tráfico e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde
¿¿A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.
Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.
O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.
Lavagem de dinheiro
As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.
Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.
Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.
“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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